
As Consequências Políticas do Pós-Guerra em Setúbal
Out 16, 2019 | Capítulos, Publicações

As Consequências Políticas do Pós-Guerra em Setúbal: da “Monarquia do Norte” à Evolução Eleitoral (1919-1922)
- Diogo Ferreira
- Despojos de Guerra: As Consequências e Sequelas da Primeira Guerra Mundial. IDN Cadernos Nº 34
- Ana Paula Pires, António Paulo Duarte & Teresa Nunes (Coords.)
- 2019
- Lisboa: Instituto da Defesa Nacional
- Idioma: Português
- ISBN: 978-972-27-1994-0
- Depósito Legal: 344513/12
- 75-94 p.
Excerto:
O Armistício assinado a 11 de novembro de 1918 não representou a interrupção do conjunto de dilemas que o Estado e a sociedade portuguesa enfrentaram durante a Grande Guerra: crise de abastecimentos e fome de “subsistências”, desordem e motins populares, instabilidade política ou crónica dependência externa em diversos parâmetros económicos. De facto, estas questões prolongaram-se no tempo, motivando profundas transformações no seio do regime republicano. “Era, na realidade, uma nova República, assente em novas realidades económicas, grávida de conflitos sociais e políticos sem precedentes – os conflitos da modernidade do pós-guerra –, servida por novos quadros políticos forjados na crise” (Rosas, 2010, p. 410). As metamorfoses partidárias verificadas nestes anos, nomeadamente a fundação do Partido Liberal – fusão de evolucionistas e unionistas – e o surgimento da cisão correspondente ao Partido Reconstituinte são exemplos do clima de discussão e mutabilidade que marcaram os derradeiros tempos da Primeira República.
Sobre o livro:
A publicação temática propõe uma reflexão, em perspetiva comparada, sobre os impactos da Primeira Guerra Mundial e a paz que se seguiu, quer pela positiva, quer pela negativa. Como referem os coordenadores deste projeto, “só refletindo sobre os significados mais profundos que integram a guerra se podem arquitetar as estruturas da paz”.
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O livro de João Miguel Almeida vai ser apresentado na Universidade Aberta, em Lisboa, por António Matos Ferreira e Guilherme d’Oliveira Martins. Católicos e Política
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O livro de João Miguel Almeida vai ser apresentado na Universidade Aberta, em Lisboa, por António Matos Ferreira e Guilherme d’Oliveira Martins.
Católicos e Política na Crise do Liberalismo: O Percurso de António Lino Neto (1873-1934)
O presente livro é uma biografia de contexto de António Lino Neto (1873 – 1961), uma figura central nas polémicas, afrontamentos, negociações e impasses em torno da questão religiosa no período final da I República, após a Grande Guerra, período em que foi Presidente do Centro Católico Português, do qual se demitiu em 1934, quando o Estado Novo se encontrava numa fase de consolidação. A intervenção pública de António Lino Neto é contextualizada nas fases políticas que o Estado português atravessa ao longo da crise do liberalismo: monarquia constitucional (1890 – 1910), I República (1910 – 1926), Ditadura Militar (1926 – 1933) e inícios do Estado Novo (1933 e 1934). A par da evolução política portuguesa, as relações entre a Igreja Católica e o Estado português são analisadas tendo em consideração as mudanças de orientação dos pontificados de Leão XIII, Pio X, Bento XV e Pio XI em resposta às profundas transformações sociais, económicas, políticas e culturais no mundo católico europeu na passagem da Belle Époque para a «Era dos Extremos».
A sessão de apresentação contará com a presença do autor e dos professores António Matos Ferreira e Guilherme d’Oliveira Martins, que apresentam o livro, bem como de Afonso Reis Cabral, Administrador Executivo da INCM, e Duarte Azinheira, Diretor de Edição e Cultura da INCM.
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Tempo
(Terça-feira) 6:00 pm - 7:30 pm
Organizador
Imprensa Nacional e Universidade Aberta

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O novo livro de Victor Pereira, que compila e introduz um texto de Alberto Oliveira Martins, vai ser apresentado na Librairie Chandeigne & Lima - À
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Detalhes do Evento
O novo livro de Victor Pereira, que compila e introduz um texto de Alberto Oliveira Martins, vai ser apresentado na Librairie Chandeigne & Lima – À Propos, em Paris, com a presença de Joaquim Oliveira Martins.
Les carnets d’Alberto: de Porto à la guerre d’Espagne
No crepúsculo da sua vida, Alberto pega na máquina de escrever que o filho lhe ofereceu e escreve de uma só vez a história da sua vida, marcada pelos estrondos do início do século XX. Sem o ter procurado, este português nascido em 1915 participou, de facto, na Guerra Civil Espanhola, defendeu a República, foi internado num campo no Sul de França e acabou por ser preso ao regressar ao seu país de origem. O seu testemunho é raro: embora milhares de portugueses tenham combatido durante a Guerra Civil Espanhola, apenas um punhado deles escreveu sobre este conflito que apaixonou o mundo inteiro. Além disso, ao contrário de muitos combatentes que pegaram na caneta, Alberto não escreve para ajustar contas ou justificar a sua posição. Não procura dizer quem tinha razão entre os comunistas, os anarquistas, os republicanos e os socialistas. Conta esta guerra à escala humana, sem a idealizar. Tal como Fabrice Del Dongo em Waterloo, Alberto não oferece um relato que se sobreponha à guerra nem mesmo à sua própria existência.
Para contextualizar o seu percurso e compreender as suas reconstruções memorialistas, o historiador Victor Pereira realizou uma investigação nos arquivos franceses, espanhóis e portugueses. De facto, encontram-se vestígios da vida de Alberto Oliveira Martins em caixas espalhadas por estes três países, o que permite situar a sua experiência num contexto mais amplo: o Portugal pobre que viu instalar-se uma ditadura militar em 1926, uma Segunda República espanhola dividida, a famosa coluna Durruti que reuniu numerosos anarquistas catalães e aragoneses, os tormentos da retirada e dos campos do Sudoeste de França, as prisões do Estado Novo.
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Tempo
(Terça-feira) 7:00 pm - 8:00 pm
Organizador
Éditions Chandeigne & Limacontact@editionschandeigne.fr 10 rue Tournefort 75005 Paris (França)
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