
A Sense of Hopelessness?
Ago 1, 2017 | Artigos, Publicações

A Sense of Hopelessness? Portuguese Oppositionists Abroad in the Final Years of the Estado Novo, 1968–1974
- Pedro Aires Oliveira
- 2017
- Contemporary European History
- Volume 26, Número 3
- 465-486
- Idioma: Inglês
- DOI: 10.1017/S0960777317000248
- ISSN: 0960-7773 / 1469-2171 (online)
- 465-486
The article examines the role played by the Portuguese oppositionist diaspora in the final years of the Estado Novo dictatorship (c. 1968–c.1974). It advances an explanation for the apparent lack of success met by several exile groups when trying to persuade the Western democracies to withdraw (or at least reduce) their support for Lisbon’s authoritarian regime during a period in which the public was increasingly aware of human rights abuses. The choice of this particular juncture is justified for several reasons. Firstly, it was a time of renewed expectations regarding a possible liberalisation of the regime in the aftermath of the replacement of the incapacitated Oliveira Salazar by the younger Marcelo Caetano (September 1968), an event that confronted the different sections of the Portuguese opposition with a number of dilemmas, both at home and abroad, and exposed rifts that would take some time to repair. Secondly, this was also an epoch of momentous social and cultural change in Europe, with obvious ramifications for the political orientations and attitudes of those who, for different reasons, had decided to leave Portugal in the 1960s. Finally, the vicissitudes of the East–West détente are seen here as equally important for understanding the opportunities and limitations of the anti-Estado Novo opposition abroad.
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Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária e do seu papel na leitura dos processos
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Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária e do seu papel na leitura dos processos sociais.
Literatura e Sociedade
As ciências sociais podem ser literárias, propôs Ivan Jablonka, com o derrubamento da fronteira entre a literatura e a História. Para explorar essa relação feliz, convidámos um conjunto de pesquisadores/as a examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária, escolhida pelos participantes, e do seu papel na leitura dos processos sociais. A etnografia, a história, a sociologia, a ciência política, os estudos culturais, contribuem com factos e conceitos, a literatura trabalha-os pela escrita, para ultrapassar as fronteiras entre o íntimo e subjetivo, os temas graves e colectivos, os acontecimentos, as sociedades, as instituições, as resistências e os movimentos sociais. Como recordava Maurice Godelier, a ficção contém mais do que o imaginado e imaginário, porque ajusta ao suporte de um livro vários componentes dos mundos, reais e irreais, com personagens, acontecimentos, símbolos, conferindo legibilidade às sociedades e suas dimensões. Quer o passado, cujo conhecimento resulta do trabalho sobre fontes de diversa etiologia, que abrem o campo das possibilidades do conhecimento, quer os futuros em disputa, de modo prospectivo, confrontam quem investiga com campos de possibilidades. Seja pela base documental, seja pelo encadeamento causal, a literatura não é só um mundo de seres imaginários, oposto ao mundo da realidade efectiva. Com Jacques Rancière, consideramos que a ficção é uma estrutura de racionalidade que permite comparar traços esparsos na construção de situações e de personagens identificáveis, designar acontecimentos, estabelecer ligações entre esses acontecimentos e dar-lhes um sentido. É dessa matéria que partimos nesta conferência.
Organização:
Maria Alice Samara (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Débora Dias (CHAM — NOVA FCSH)
Elena Freire (USC)
Paula Godinho (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Locais:
Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa
Casa da Achada — Centro Mário Dionísio, Lisboa
Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira
Tempo
14 (Quinta-feira) 9:30 am - 16 (Sábado) 5:00 pm
Localização
Vários locais
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e CHAM - Centro de Humanidades
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