
Introdução
Dez 19, 2017 | Capítulos, Publicações

Introdução
- Maria Inês Bomfim & Sonia Maria Rummert
- Educação de Jovens e Adultos da classe trabalhadora. Novos projetos e antigas disputas
- Coordenadores
- 2017
- Curitiba: Editora CRV
- Idioma: Português
- ISBN: 978-85-444-1814-7
- pp.9-12
Sobre o livro:
Educação de Jovens e Adultos da classe trabalhadora brasileira. “Novos” projetos e antigas disputas é mais um denso e rigoroso trabalho de pesquisas com que o Grupo EJA Trabalhadores da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense nos presenteia. Situado no campo crítico, o grupo proporciona reflexões sobre as particularidades das políticas de educação de jovens e adultos, porém, articuladas organicamente na totalidade das políticas públicas da educação brasileira e na natureza e dinâmica da relação social e de produção capitalistas. Condensadas nas múltiplas, velhas e novas determinações próprias de uma formação social profundamente desigual, como a brasileira, as pesquisas revelam as relações de poder nas políticas de educação da classe trabalhadora, tal como elas são, e não como se apresentam na sua imediaticidade.
Com rigor conceitual e densidade teórica, o conjunto desta obra indica as contradições e mediações em aspectos fundantes das relações sociais capitalistas e, em particular, nas políticas públicas de educação da classe trabalhadora. Uma leitura obrigatória, sobretudo, para aqueles que defendem a educação pública articulada à luta por uma nova relação social e humana. Como o Grupo EJA Trabalhadores afirma: “Retomar […] a discussão sobre as possibilidades formativas de jovens e adultos da classe trabalhadora, visando a superar nosso atual padrão societário, permanece como prioridade na luta pela igualdade real que almejamos”.
Parabéns pela década de luta em prol da educação dos trabalhadores!
Vânia Cardoso da Motta
Outras Publicações
Pesquisa
Agenda
setembro, 2026
Tipologia do Evento:
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Detalhes do Evento
Encontro sobre o lugar que o arquivista Sadjo Turé ocupou nos trabalhos produzidos pelos investigadores que passaram pelo INEP e sobre o papel central do seu conhecimento. O Arquivo
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Detalhes do Evento
Encontro sobre o lugar que o arquivista Sadjo Turé ocupou nos trabalhos produzidos pelos investigadores que passaram pelo INEP e sobre o papel central do seu conhecimento.
O Arquivo e o Arquivista: O que Aprendemos com Sadjo Turé
Sadjo Papis Maria Turé foi arquivista, durante mais de 40 anos, no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa da Guiné-Bissau. Nesse arquivo, centenas de investigadores, guineenses, cabo-verdianos, suecos, portugueses, entre outras nacionalidades, realizaram trabalhos de pesquisa em áreas que vão da história à agronomia, da educação à fotografia e dos estudos culturais e literários à arquitetura. O Papis sabia em que caixa estava o que nos interessava. Abríamos cada uma, víamos os documentos e ficávamos intrigados com o que encontrávamos. De seguida, ele levava-nos para fora do arquivo: ‘tens de entrevistar esta pessoa que mora no Bairro de Missira’; ou ‘tens de ir ao leste do país para perceber do que se trata’. E, muitas vezes, acompanhava-nos.
Este encontro não é apenas sobre o Papis, mas sobre o lugar que ocupou nos trabalhos produzidos pelos investigadores que passaram pelo INEP e, acima de tudo, sobre o papel central do seu conhecimento na elucidação dos roteiros, na identificação das fontes e documentos desconhecidos e na formulação de outras advertências relevantes. Colocar Papis no centro desta reflexão não constitui apenas um gesto de recordação ou de evocação do arquivista; é também uma forma de sublinhar a importância das relações humanas nos processos de investigação. Por isso, lembrar o lugar central que o arquivista desempenha no processo de construção do conhecimento a partir de determinados documentos é, também, reconhecer que o saber resulta de um ato permanente de co-criação. Com o Papis todos esses elementos entravam em cena. Hoje, mais do que nunca, não podemos dispensar a importância do trabalho colaborativo no domínio da investigação. Tanto mais porque a incerteza que caracteriza o início de qualquer trabalho de pesquisa precisa sempre de ser compensada pelo contributo de quem sabe, melhor do que nós, como trilhar determinados caminhos.
Programa
10h00 – Abertura e Boas-vindas
Catarina Laranjeiro e Víctor Barros (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
10h15 – “Fambondi” – fazer um livro com Papis Turé
Manuel Bivar (Investigador Independente)
10h45 – Não fossem as histórias: da transmissão oral à coprodução de conhecimento a partir de Papis Mariama Sadjo Turé
Inês Ventura (Investigadora Independente)
11h15 – O corpo, o pó e o arquivo
Daniel Barroca (ICS — Universidade de Lisboa)
11h45 – Da varanda do INEP vê-se a Guiné: repensar o arquivo com Sadjo Turé
Pedro Cerdeira (Universidade de Genebra)
12h30 – Pausa para almoço
14h00 – Os arquivistas e nós. Pessoas e histórias na coprodução de conhecimento
Francesca Vita (Dinâmia’Cet — Iscte)
14h30 – Onde o arquivo não chega
Rui Vilela (Universidade de Aveiro/ Universidade de Amesterdão)
15h00 – Interrogar o arquivo: história oral e co-criação de conhecimento
Ana Temudo (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
15h30 – Conferência Final: Arquivista e a tradição oral: o caso do Papis Sadjo Ture
Iaia Biai (INEP)
16h30 – Reflexões finais
Catarina Laranjeiro, Rui Lopes e Víctor Barros (IHC — NOVA FCSH/ IN2PAST)
Organização: Catarina Laranjeiro e Víctor Barros
Instituições envolvidas: IHC — NOVA FCSH / IN2PAST; INEP — Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa e o projecto Sons Anticoloniais: da Rádio Libertação à Radiodifusão Nacional da Guiné-Bissau da Staatliche Akademie der Bildenden Künste Stuttgart (ABK Stuttgart).
Fotografia de Inês Ventura
Tempo
(Quarta-feira) 10:00 am - 5:30 pm
Localização
NOVA FCSH, Colégio Almada Negreiros, Sala SE1
Campus de Campolide da NOVA — 1099-085 Lisboa
Organizador
Instituto de História Contemporânea — NOVA FCSH, INEP e ABK Stuttgart
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