
Contributos para a determinação dos elementos visuais mais relevantes da paisagem litoral da foz do Tejo
Set 28, 2018 | Capítulos, Publicações

Contributos para a determinação dos elementos visuais mais relevantes da paisagem litoral da foz do Tejo
- Pedro Fidalgo
- A Paisagem Como Problema: Conhecer para Proteger, Gerir e Ordenar (Volume V)
- Pedro Fidalgo (Coord.)
- 2018
- Lisboa: Instituto de História Contemporânea
- Idioma: Português
- ISBN: 978-989-98388-7-1
- Páginas: 122-154
Tendo por base a análise de uma amostra de 81 pontos, implantados sobre um percurso de análise pré definido, a partir dos quais foi, num dado momento, registada fotograficamente a envolvente da paisagem litoral que envolve a confluência do Tejo com o Atlântico, estabeleceu-se um inventário de elementos visuais determinantes dessa paisagem. Estabeleceu-se também, a partir da valoração da envolvente desses pontos e considerando um conjunto de três fatores preferências – unidade, diversidade, e singularidade – quais desses pontos se apresentam como visualmente mais importantes. A confrontação das valorações obtidas, com a cartografia da envolvente dos pontos considerados, e uma análise das relações de intervisibilidade existentes entre os pontos da amostra, permite estabelecer qual destes deve ser considerado como o mais importante, e as razões que determinam essa relevância. O resultado demostra ainda que o oceano Atlântico se apresenta como o componente visual mais importante da paisagem em estudo.
Palavras-chave:
Paisagem; Litoral; Atlântico, Metodologia de Valoração; Elementos Visuais.
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Histórias da PIDE
Quando era a DGS de Caetano. Volume 2
A «evolução na continuidade» prometida em 1968 por Marcello Caetano nada alterou na temida e execrada polícia política da ditadura. Apenas mudou o nome: a salazarista PIDE passou a chamar‑se Direção‑Geral de Segurança (DGS). A «primavera marcelista», que desabrochara com o fim da deportação de Mário Soares em São Tomé, começou a murchar 18 meses depois, quando o socialista foi compelido ao exílio em Paris. Outra vítima foi Daniel Cabrita, militante clandestino do PCP, fundador e primeiro líder da Intersindical (atual CGTP), torturado, julgado e condenado, cuja mulher se suicidou quando ele estava preso na cadeia de Peniche. À atenção e vigilância da PIDE/DGS continuava a não escapar ninguém: nem os sucessivos patriarcas de Lisboa, nem os sete oficiais que viriam a fazer parte da Junta de Salvação Nacional do 25 de Abril de 1974. A violência da DGS atingiu o paroxismo nas colónias, testemunhada pela Cruz Vermelha Internacional: nas vésperas da revolução, em Moçambique a tortura prosseguia, em massa e até à morte.
Estas são algumas das Histórias da PIDE que José Pedro Castanheira investigou ao longo dos anos para o Expresso, e que ocorreram durante a governação de Marcello Caetano.
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