
Engenheiros e católicos como arautos do desenvolvimento industrial
Ago 25, 2020 | Capítulos, Publicações

Engenheiros e católicos como arautos do desenvolvimento industrial no Portugal do Estado Novo (1945-1974)
- Ana Carina Azevedo
- História Biográfica e Intelectual da Ciência e da Tecnologia: Atores, Ideias e Identidades
- Tiago Brandão (Org.)
- 2020
- Lisboa: Instituto de História Contemporânea | Colecção E-IHC
- Idioma: Português
- ISBN: 978-989-8956-19-4
- 193-214 p.
Excerto:
O desenvolvimento industrial português, iniciado após o final da Segunda Guerra Mundial, resulta, em grande medida, do voluntarismo de um grupo de indivíduos conotados com a corrente industrialista do regime. Estes entendiam a indústria como o motor do desenvolvimento económico, compreendendo a imprescindibilidade do seu crescimento face aos desafios que o País era impelido a enfrentar na conjuntura do novo mundo saído da guerra. Respeitando as estruturas e a ordem do Estado Novo, estes indivíduos tentariam alterar as lógicas e os conceitos relativos à industrialização desejada pelo regime, fomentando uma renovação do tecido industrial, das suas técnicas e métodos de trabalho e das formas de utilização da mão-de-obra.
Sobre o livro:
Este livro de contributos vários percorre século e meio de ideias e autores, por via de uma aproximação biográfica, metodologia comum a todos os colaboradores, em que é possível termos assim uma medida interessante dos temas e desafios que condicionaram a implantação da modernidade científica (e técnica) em Portugal.
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Um balanço preliminar da investigação sobre as relações Brasil-Angola-Portugal no início da guerra de libertação angolana conduzida nos últimos meses em arquivos portugueses por Gilberto da Silva Guizelin. "De
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Detalhes do Evento
Um balanço preliminar da investigação sobre as relações Brasil-Angola-Portugal no início da guerra de libertação angolana conduzida nos últimos meses em arquivos portugueses por Gilberto da Silva Guizelin.
“De onde sai fumo, forçosamente tem que haver fogo”:
As suspeitas das autoridades portuguesas sobre o envolvimento de Frederico Carlos Carnaúba, cônsul do Brasil em Luanda, com os movimentos de libertação de Angola (1961-1963)
Gilberto da Silva Guizelin (Universidade Federal do Paraná)
Em Abril de 1961, no contexto da deflagração da guerra de libertação de Angola e da implementação da Política Externa Independente dos governos de Jânio Quadros e de João Goulart (1961-1964), Frederico Carlos Carnaúba foi nomeado como o primeiro cônsul de carreira do Brasil em Luanda. Temerosa de que a missão Carnaúba fosse um ardil do governo Quadros e Goulart para se aproximar dos movimentos de libertação angolanos, as autoridades coloniais e da polícia secreta portuguesa empreenderam contínua vigilância sobre as actividades do cônsul brasileiro em terras angolanas. A presente palestra apresenta um balanço preliminar da investigação de pós-doutoramento sobre as relações Brasil-Angola-Portugal no início da guerra de libertação angolana conduzida nos últimos oito meses por arquivos portugueses por Gilberto da Silva Guizelin, professor da Universidade Federal do Paraná e investigador visitante no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, sob o patrocínio do CNPq.
Debatedor: Helder Adegar Fonseca (Universidade de Évora)
Mediador: Pedro Aires Oliveira (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
ENTRADA LIVRE
Tempo
(Quarta-feira) 3:00 pm - 5:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboacomunicacao.ihc@fcsh.unl.pt Avenida de Berna, 26C — 1069-061 Lisboa
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