
A Fortaleza de Nª Sª da Luz
Jul 23, 2019 | Capítulos, Publicações

A Fortaleza de Nª Sª da Luz – 500 anos de História e de histórias
- Margarida de Magalhães Ramalho
- Dos Patrimónios de Cascais. Actas das Comemorações dos 20 Anos da Associação Cultural de Cascais
- José d’Encarnação (Coord.)
- 2019
- Cascais: Associação Cultural de Cascais
- Idioma: Português
- ISBN: 978-972-9406-52-2
- Depósito legal 457871/19
- 161-164 p.
Excerto:
Seria durante o século XVI, presumivelmente no terceiro quartel, que se construiria a fortaleza de Nossa Senhora da Luz, a poente da enseada de Cascais. A data em que foi levantada, quem a mandou fazer, ou quem a desenhou são perguntas que estão ainda em aberto. Durante alguns anos, e depois de pesquisas em arquivos portugueses e espanhóis, tudo parecia indicar que esta fortaleza só teria sido levantada já após a invasão do duque de Alba, em 1580, por isso em período filipino. Um documento encontrado por Julieta Marques Oliveira em Veneza deitava abaixo, porém, essa tese. Tratava-se do testemunho de um veneziano que integrara as tropas de Alba. Este referiria que, em Cascais, «ha un castello di forma triangolare con baluardo alla moderna per guardia del mare».
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Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária e do seu papel na leitura dos processos
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Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária e do seu papel na leitura dos processos sociais.
Literatura e Sociedade
As ciências sociais podem ser literárias, propôs Ivan Jablonka, com o derrubamento da fronteira entre a literatura e a História. Para explorar essa relação feliz, convidámos um conjunto de pesquisadores/as a examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária, escolhida pelos participantes, e do seu papel na leitura dos processos sociais. A etnografia, a história, a sociologia, a ciência política, os estudos culturais, contribuem com factos e conceitos, a literatura trabalha-os pela escrita, para ultrapassar as fronteiras entre o íntimo e subjetivo, os temas graves e colectivos, os acontecimentos, as sociedades, as instituições, as resistências e os movimentos sociais. Como recordava Maurice Godelier, a ficção contém mais do que o imaginado e imaginário, porque ajusta ao suporte de um livro vários componentes dos mundos, reais e irreais, com personagens, acontecimentos, símbolos, conferindo legibilidade às sociedades e suas dimensões. Quer o passado, cujo conhecimento resulta do trabalho sobre fontes de diversa etiologia, que abrem o campo das possibilidades do conhecimento, quer os futuros em disputa, de modo prospectivo, confrontam quem investiga com campos de possibilidades. Seja pela base documental, seja pelo encadeamento causal, a literatura não é só um mundo de seres imaginários, oposto ao mundo da realidade efectiva. Com Jacques Rancière, consideramos que a ficção é uma estrutura de racionalidade que permite comparar traços esparsos na construção de situações e de personagens identificáveis, designar acontecimentos, estabelecer ligações entre esses acontecimentos e dar-lhes um sentido. É dessa matéria que partimos nesta conferência.
Organização:
Maria Alice Samara (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Débora Dias (CHAM — NOVA FCSH)
Elena Freire (USC)
Paula Godinho (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Locais:
Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa
Casa da Achada — Centro Mário Dionísio, Lisboa
Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira
Tempo
14 (Quinta-feira) 9:30 am - 16 (Sábado) 5:00 pm
Localização
Vários locais
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e CHAM - Centro de Humanidades
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