
Património, Saúde e Medicina
Mar 9, 2020 | Artigos, Publicações

Património, Saúde e Medicina, ou a Arte de dar Vida à Memória. Trilhos de Cultura & Ciência
- Maria de Fátima Nunes
- 2020
- Trabalhos de Antropologia e Etnologia
- Volume 60
- 303-313
- Idioma: Português
- ISSN: 2183-0266
O Campo de Sant’Ana partilha memórias: políticas, científicas e urbanas. O liberalismo de 1817-1820 implantou o Campo dos Mártires da Pátria. O ano de 1906 carimbou a internacionalização científica, acolhendo o XV Congresso Internacional de Medicina. A década de 1930 encontra-se plasmada no Goethe Institut. Esta colina oferece várias camadas de memórias temporais, patrimónios, coleções, artefactos, edifícios que se conjugam para produção de saberes com práticas da cidadania. Fazer “a arqueologia das ideias e das palavras”, na “Colina da Saúde”, permite abrir às ciências sociais este espaço cultural e científico de Lisboa, capital de vários “complexos histórico-geográficos”.
Palavras-chave:
Memória Científica; Campo dos Mártires da Pátria; Liberalismo
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maio, 2026
Tipologia do Evento:
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Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária e do seu papel na leitura dos processos
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Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária e do seu papel na leitura dos processos sociais.
Literatura e Sociedade
As ciências sociais podem ser literárias, propôs Ivan Jablonka, com o derrubamento da fronteira entre a literatura e a História. Para explorar essa relação feliz, convidámos um conjunto de pesquisadores/as a examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária, escolhida pelos participantes, e do seu papel na leitura dos processos sociais. A etnografia, a história, a sociologia, a ciência política, os estudos culturais, contribuem com factos e conceitos, a literatura trabalha-os pela escrita, para ultrapassar as fronteiras entre o íntimo e subjetivo, os temas graves e colectivos, os acontecimentos, as sociedades, as instituições, as resistências e os movimentos sociais. Como recordava Maurice Godelier, a ficção contém mais do que o imaginado e imaginário, porque ajusta ao suporte de um livro vários componentes dos mundos, reais e irreais, com personagens, acontecimentos, símbolos, conferindo legibilidade às sociedades e suas dimensões. Quer o passado, cujo conhecimento resulta do trabalho sobre fontes de diversa etiologia, que abrem o campo das possibilidades do conhecimento, quer os futuros em disputa, de modo prospectivo, confrontam quem investiga com campos de possibilidades. Seja pela base documental, seja pelo encadeamento causal, a literatura não é só um mundo de seres imaginários, oposto ao mundo da realidade efectiva. Com Jacques Rancière, consideramos que a ficção é uma estrutura de racionalidade que permite comparar traços esparsos na construção de situações e de personagens identificáveis, designar acontecimentos, estabelecer ligações entre esses acontecimentos e dar-lhes um sentido. É dessa matéria que partimos nesta conferência.
Organização:
Maria Alice Samara (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Débora Dias (CHAM — NOVA FCSH)
Elena Freire (USC)
Paula Godinho (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Locais:
Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa
Casa da Achada — Centro Mário Dionísio, Lisboa
Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira
Tempo
14 (Quinta-feira) 9:30 am - 16 (Sábado) 5:00 pm
Localização
Vários locais
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e CHAM - Centro de Humanidades
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