
Igrejas e Ditaduras no Mundo Lusófono
Mai 5, 2019 | Livros, Publicações

Igrejas e Ditaduras no Mundo Lusófono
- Leandro Pereira Gonçalves & Maria Inácia Rezola (Orgs.)
- 2019
- Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais
- ISBN: 978-972-671-524-5
- Idioma: Português
- 341 p.
Tendo implícita a análise da natureza, dos propósitos e dos limites das competências do Estado e das Igrejas em diferentes contextos geográficos e temporais, o estudo das relações entre o Estado e as confissões religiosas sempre se revestiu de particular interesse. As profundas transformações (políticas, económicas, sociais e culturais) que se operam, no Brasil e em Portugal, sob o signo das ditaduras, complexificam a interação entre religião e política e, consequentemente, as relações entre as Igrejas e o Estado.
Esta realidade exige que se procurem novos ângulos de abordagem que ultrapassem a análise das relações institucionais, destacando, por exemplo, o lugar das Igrejas no espaço público ou o papel dos católicos na sociedade e no aparelho de Estado. Promovida pela Rede «Conexões Lusófonas: ditadura e democracia em português», a presente obra reúne estudos de académicos cujas obras constituem referências relevantes na temática em apreço (Bruno Cardoso Reis, Cândido Moreira Rodrigues, Gizele Zanotto, Hugo Gonçalves Dores, Leandro Pereira Gonçalves, Marcelo Timotheo da Costa, Maria da Conceição Neto, Maria Inácia Rezola, Nuno Estevão Ferreira, Paulo Fontes, Renato Amado Peixoto, Rita Almeida de Carvalho e Rodrigo Patto Sá Motta).
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Um balanço preliminar da investigação sobre as relações Brasil-Angola-Portugal no início da guerra de libertação angolana conduzida nos últimos meses em arquivos portugueses por Gilberto da Silva Guizelin. "De
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Detalhes do Evento
Um balanço preliminar da investigação sobre as relações Brasil-Angola-Portugal no início da guerra de libertação angolana conduzida nos últimos meses em arquivos portugueses por Gilberto da Silva Guizelin.
“De onde sai fumo, forçosamente tem que haver fogo”:
As suspeitas das autoridades portuguesas sobre o envolvimento de Frederico Carlos Carnaúba, cônsul do Brasil em Luanda, com os movimentos de libertação de Angola (1961-1963)
Gilberto da Silva Guizelin (Universidade Federal do Paraná)
Em Abril de 1961, no contexto da deflagração da guerra de libertação de Angola e da implementação da Política Externa Independente dos governos de Jânio Quadros e de João Goulart (1961-1964), Frederico Carlos Carnaúba foi nomeado como o primeiro cônsul de carreira do Brasil em Luanda. Temerosa de que a missão Carnaúba fosse um ardil do governo Quadros e Goulart para se aproximar dos movimentos de libertação angolanos, as autoridades coloniais e da polícia secreta portuguesa empreenderam contínua vigilância sobre as actividades do cônsul brasileiro em terras angolanas. A presente palestra apresenta um balanço preliminar da investigação de pós-doutoramento sobre as relações Brasil-Angola-Portugal no início da guerra de libertação angolana conduzida nos últimos oito meses por arquivos portugueses por Gilberto da Silva Guizelin, professor da Universidade Federal do Paraná e investigador visitante no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, sob o patrocínio do CNPq.
Debatedor: Helder Adegar Fonseca (Universidade de Évora)
Mediador: Pedro Aires Oliveira (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
ENTRADA LIVRE
Tempo
(Quarta-feira) 3:00 pm - 5:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboacomunicacao.ihc@fcsh.unl.pt Avenida de Berna, 26C — 1069-061 Lisboa
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