Quando os sujeitos pesam mais do que os objectos

Mai 3, 2019 | Capítulos, Publicações

Quando os sujeitos pesam mais do que os objectos: prática antropológica, políticas de memória e co-implicação

Excerto:
A finalidade deste texto é recolocar quem investiga homens, mulheres e momentos que puseram em causa o status quo, para compreender o lugar que as derrotas têm nas vitórias, numa perspectiva de co-implicação. Na antropologia utiliza-se a designada “observação participante” para a aproximação camaleónica ao objeto de estudo, conquanto assuntos não empáticos também sejam susceptíveis de abordagem (Esseveld & Eyer-man, 1992). Recentemente, com uma reconceptualização da disciplina centrada em questões éticas, surgiram abordagens em torno dos direitos humanos, em tempos de neoliberalismo, que nos recordam que foram poucos os bombardeamentos de países, as mortes de civis e as sanções humanitárias que não tiveram como objetivo o combate às forças do mal e a defesa dos direitos humanos (Kapferer e Gold, 2018). Uma teoria da história possível (Koselleck, 1979: 200) tem em conta que as fontes não relatam o que devemos saber, mas impedem-nos de fazer afirmações que não poderíamos fazer; ou seja, protegem-nos face aos erros, mas não decidem o que devemos dizer (Kosellek, 1979: 201).

 

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