
A Grande Guerra nos Açores
Dez 6, 2017 | Livros, Publicações

A Grande Guerra nos Açores. Património e Memória Militar
- Sérgio Rezendes
- 2017
- Vale de Cambra/Lisboa: Caleidoscópio/Centro República
- ISBN: 9789896584177
- Idioma: Português
- 312 pp.
De uma guerra inicialmente longínqua, o estrangulamento das exportações açorianas rapidamente se faria sentir nos mercados tradicionais, entretanto em guerra. A presença de esquadras de superfícies em águas dos Açores desapareceria com a mesma rapidez com que a inicial neutralidade protegera as embarcações alemãs nos portos das ilhas. A presença de submarinos alemães no seu mar, a partir de 1915, reforçaria os receios militares que clamavam por meios desde o início do conflito, atingindo-se o clímax com o bombardeamento de Ponta Delgada em julho de 1917.
Detentores de um importante mar, dois importantes portos, um Depósito de Concentrados Alemães e de estações de cabo telegráfico ou de T.S.F., os Açores tornar-se-iam alvo da atenção dos E.U.A., e da tentativa do Estado de ombrear com a implantação de uma base americana na mesma cidade. Contudo, a vida dos açorianos tornara-se madrasta: da escassez das importações e exportações e das graves dificuldades financeiras e de defesa que transformara camponeses em soldados sem recursos, o fim da guerra radicalizarse-ia ainda mais com combates no mar e uma gripe “espanhola” que trespassaria o arquipélago.
Em 2011, no âmbito do programa de Comemorações do Centenário da República, foi estabelecida uma parceria editorial com a Caleidoscópio no sentido de se publicarem teses e dissertações inéditas dedicadas ao estudo da I República e do Republicanismo. O Centro República dá continuidade ao programa de Edição de Teses e Dissertações em parceria com a editora Caleidoscópio, mantendo o objectivo de promover a publicação de teses e de dissertações cientificamente relevantes que tenham por objecto de estudo a I República e o Republicanismo. A selecção de teses e dissertações decorre de um concurso aberto à comunidade científica e do parecer de um Conselho Científico. Na edição do concurso de que resultam as teses e dissertações que agora se publicam o júri foi composto por António Ventura, Maria de Fátima Nunes, Luís Alberto Alves, Norberto Cunha e Ernesto Castro Leal.
Sobre o autor
Sérgio Alberto Fontes Rezendes nasceu em 21 de Abril de 1975, em Ponta Delgada, cidade onde sempre viveu e estudou. É licenciado em História e Ciências Sociais (Via Ensino) e Mestre em Património, Museologia e Desenvolvimento pela Universidade dos Açores. Entre 2001 e 2010 foi subdiretor do Museu Militar dos Açores tendo passado pelo Museu Militar de Lisboa e Arquivo Histórico Militar, onde realizouarquivística. Atualmente é professor da Universidade dos Açores e do Colégio do Castanheiro em Ponta Delgada, e Doutor em História Insular e Atlântica (séculos XV-XX) pela mesma universidade com o tema de dissertação “Receios, privações e miséria num ambiente de prevenção armada: ecos da II Guerra Mundial nos Açores”.
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O segundo volume do livro de José Pedro Castanheira vai ser lançado no Liceu Camões, em Lisboa, com apresentação de Maria Inácia Rezola e Fernando Mendes.
Histórias da PIDE
Quando era a DGS de Caetano. Volume 2
A «evolução na continuidade» prometida em 1968 por Marcello Caetano nada alterou na temida e execrada polícia política da ditadura. Apenas mudou o nome: a salazarista PIDE passou a chamar‑se Direção‑Geral de Segurança (DGS). A «primavera marcelista», que desabrochara com o fim da deportação de Mário Soares em São Tomé, começou a murchar 18 meses depois, quando o socialista foi compelido ao exílio em Paris. Outra vítima foi Daniel Cabrita, militante clandestino do PCP, fundador e primeiro líder da Intersindical (atual CGTP), torturado, julgado e condenado, cuja mulher se suicidou quando ele estava preso na cadeia de Peniche. À atenção e vigilância da PIDE/DGS continuava a não escapar ninguém: nem os sucessivos patriarcas de Lisboa, nem os sete oficiais que viriam a fazer parte da Junta de Salvação Nacional do 25 de Abril de 1974. A violência da DGS atingiu o paroxismo nas colónias, testemunhada pela Cruz Vermelha Internacional: nas vésperas da revolução, em Moçambique a tortura prosseguia, em massa e até à morte.
Estas são algumas das Histórias da PIDE que José Pedro Castanheira investigou ao longo dos anos para o Expresso, e que ocorreram durante a governação de Marcello Caetano.
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