
Norton de Matos e o milagre de Tancos
Fev 14, 2018 | Outras publicações, Publicações

Norton de Matos e o milagre de Tancos: entre o mito e a realidade
- Helena Pinto Janeiro
- 2018
- Ponte de Lima: do passado ao presente, rumo ao futuro!
- Número 3
- 57-69
- Idioma: Português
A consagração do ministro Norton de Matos como o principal obreiro do ‘milagre de Tancos’ que possibilitou que dezenas de milhares de portugueses fossem combater em França durante a I Guerra Mundial, nada teve de acidental. Neste artigo, começaremos por analisar as estratégias de relações públicas e propaganda do ministério da Guerra para promover a imagem da operação de treino militar no polígono militar de Tancos, recorrendo ao cinema, à fotografia e à escrita, usando recursos humanos militares e controlando, de várias formas, os recursos humanos civis, nomeadamente os jornalistas. Controlo que passava por um apertado exercício da censura prévia mas que não esquecia a sedução. De seguida, discutiremos o outro lado da moeda: como a imprensa se posiciona face às notícias e reportagens da preparação militar portuguesa em Tancos. Escolhemos, pelo seu significado simbólico, o caso da cobertura jornalística da parada realizada nos campos de Montalvo a 22 de Julho de 1916. Ironicamente, veremos como o incidente mais significativo entre a imprensa e o governo durante a preparação militar em Tancos ocorrerá precisamente no âmbito desta que foi a maior operação de relações públicas e propaganda jamais organizada pelo exército em Portugal. Veremos como aquele episódio, que levou a um protesto formal da Associação de Classe dos Trabalhadores da Imprensa de Lisboa, não impediu que os enviados especiais da imprensa portuguesa à parada das tropas treinadas em Tancos escrevessem peças em que a reportagem jornalística ia a par da mais pura propaganda patriótica. Nem por isso a opinião pública portuguesa foi conquistada para a causa da guerra, como a correspondência interceptada pela censura no Verão quente de 1916 bem revela, numa demonstração cabal da distância que vai do mito à realidade.
Palavras-chave:
I Guerra Mundial; Portugal; 1916; Parada de Montalvo; Censura e propaganda de guerra; Imprensa; Associação de Classe dos Trabalhadores da Imprensa de Lisboa
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Detalhes do Evento
Uma conversa em torno das representações e usos do passado medieval na época contemporânea, com Pedro Martins e Tommaso di Carpegna Falconieri.
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Detalhes do Evento
Uma conversa em torno das representações e usos do passado medieval na época contemporânea, com Pedro Martins e Tommaso di Carpegna Falconieri.
A Idade Média na época contemporânea
Uma conversa sobre The Militant Middle Ages, de Tommaso di Carpegna Falconieri, e Representing the Middle Ages in Modern Portugal (1890-1947), de Pedro Martins
Vista ora como época de superstição ou de progresso, de barbárie ou de cavalheirismo, de violência ou de harmonia, a Idade Média não tem deixado de despertar o nosso interesse desde o século XIX.
Entendido como elemento para a construção de nações modernas, campo de batalha político ou fonte de inspiração para a produção cultural e artística, o passado medieval tem sido um dos mais importantes espelhos para reflexão do que a nossa sociedade foi, das angústias e anseios do tempo presente, bem como dos valores que pretendemos projetar no futuro.
Aproveitando o recente lançamento da obra de Pedro Martins (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST), Representing the Middle Ages in Modern Portugal (1890-1947). Historiography, Heritage, and Commemoration, bem como a publicação de The Militant Middle Ages. Contemporary Politics between New Barbarians and Modern Crusaders, de Tommaso di Carpegna Falconieri (Universidade de Urbino) (ambas editadas pela Brill Publishers), o Instituto de História Contemporânea organiza uma conversa em torno das representações e usos do passado medieval na época contemporânea.
A discussão será moderada por José Neves (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST) e contará com a presença dos dois autores, bem como de Maria de Lurdes Rosa e de Paul Sturtevant – ambos investigadores do Instituto de História Contemporânea e especialistas em medievalismo – que farão um comentário às duas obras.
Tempo
(Segunda-feira) 6:00 pm - 7:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboacomunicacao.ihc@fcsh.unl.pt Avenida de Berna, 26C — 1069-061 Lisboa
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