
Repensar Portugal e a Ideia de Europa
Mai 1, 2019 | Livros, Publicações

Repensar Portugal e a Ideia de Europa
- Isabel Baltazar
- 2019
- Lisboa: Theya Editores
- ISBN: 978-989-8916-70-9
- Idioma: Português
Repensar Portugal e a Ideia de Europa pretende mostrar a presença da ideia de Europa no pensamento contemporâneo. Esta ideia nunca deixou de estar presente em Portugal, quer servindo como paradigma ao modo de pensar Portugal, quer servindo de retaguarda quando se privilegia o Atlântico, ou, simplesmente, para pensar a Europa. As Imagens da Europa apresentadas neste trabalho servem para Portugal se ver a si próprio, mostrando a posição de Portugal na Balança da Europa. A consciência de uma portugalidade vai sendo construída a partir da visão da Europa. As Imagens de Portugal são construídas a partir das Imagens da Europa, reconhecendo a europeidade de Portugal e a posição de Portugal perante a Europa. Por outro lado, a própria Europa precisa de encontrar um futuro e resolver a evidente crise europeia. A unidade das nações europeias parece ser o único caminho possível. Para alguns, a solução estava mesmo em chegar aos Estados Unidos da Europa, ideia acompanhada em Portugal com muito interesse no século XX, como mostram as fontes de imprensa e a documentação diplomática. Portugal é fatalmente europeu, a “cabeça da Europa”, mesmo para os não europeístas, os que mostram o outro olhar de Portugal, para o Atlântico. Portugal, tão pequeno e tão grande, com um “rosto europeu” e um corpo que se estende em todas as direções. Portugal é a Europa e o Mundo. Uma vocação universalista que sempre se conjugou com a sua identidade europeia.
Sobre a autora:
Isabel Baltazar é licenciada em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa (Lisboa, 1988), mestre em História Cultural e Política (1995), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e doutorada em História e Teoria das Ideias, Especialidade de História das Ideias Políticas (2008), pela mesma Universidade, com uma tese intitulada Portugal e a Ideia de Europa. Pensamento Contemporâneo.
É membro integrado do Instituto de História Contemporânea (IHC) da FCSH/NOVA e colaboradora do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS 20), da Universidade de Coimbra. Formadora da Rede do Centro de Informação Europeia Jacques Delors e do Team Europa da Comissão Europeia, ministrando palestras sobre Cidadania Europeia.
Foi professora da Universidade Católica Portuguesa (Polo de Leiria) de 1994 a 2005. Professora Convidada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, no Departamento de Estudos Políticos onde lecionou a disciplina de Construção Europeia no Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais, Especialização em Estudos Europeus. É docente das disciplinas de Cidadania, Ideia de Europa e Construção Europeia e tem orientado teses de Mestrado sobre Estudos Europeus, para além de fazer parte de Júris de Mestrado e de Doutoramento, em Portugal e Espanha. É autora de livros e artigos sobre a temática europeia, sendo de destacar a sua última obra de coordenação, o Dicionário das Grandes Figuras Europeias, que reúne os maiores especialistas da área e editado pela Assembleia da República.
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 2 | Sábado, 24 Janeiro, 16:00
Where did we land, Rabz Lansiquot, Reino Unido, 2019, 30′
Where did we land é uma experiência artística em curso que interroga o impacto das imagens disseminadas de violência anti-negra sobre a sociedade, a justiça e, sobretudo, sobre a psique das pessoas negras que as confrontam. O filme assume a forma de um ensaio em movimento, que aborda a problemática do espectáculo em torno dos corpos negros no ecrã. A obra apresenta 900 imagens fixas de arquivo, abstraídas e manipuladas, que atravessam a diáspora africana no tempo e no espaço, acompanhadas por um texto que convoca autoras como Tina Campt, Saidiya Hartman, Susan Sontag, Ruun Nuur, Guy Debord e Frank B. Wilderson III.
We Demand, Kevin Jerome Everson, Claudrena N. Harold, EUA, 2016, 11′
Em registo documental e performativo, We Demand recria a ocupação histórica do edifício de administração da Universidade da Virgínia em Maio de 1969, quando estudantes afro-americanos exigiram mudanças curriculares e maior representação institucional. Esta curta-metragem entrelaça encenação e arquivo para dar corpo às vozes da militância estudantil negra, evocando as tensões de uma época marcada pela luta pelos direitos civis e pelo fim da Guerra do Vietname. Mais do que um registo histórico, o filme funciona como exercício de memória colectiva, resgatando episódios de resistência que moldaram o percurso político e académico da universidade e ecoam ainda nas lutas contemporâneas contra o racismo.
Quem se move, Stephanie Ricci, Brasil, Portugal, 2025, 20′
Uma noite lisboeta é atravessada pela intensidade de René, uma jovem brasileira precária que aportou na cidade, mergulhada em conflitos pessoais e existenciais. Festas queer, amor, rejeição e solidão atravessam o seu corpo, deslocado entre dois continentes – entre a pertença e a não pertença, entre a precariedade e a esperança.
Ian Capillé conversa com Vânia Sanha. Moderação de Miguel Ribeiro
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum
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