
Quando os sujeitos pesam mais do que os objectos
Mai 3, 2019 | Capítulos, Publicações

Quando os sujeitos pesam mais do que os objectos: prática antropológica, políticas de memória e co-implicação
- Paula Godinho
- Insistir con la esperanza. El compromiso social y político del intelectual
- Pablo Pozzi & Paula Godinho (Orgs.)
- 2019
- Buenos Aires: CLACSO
- Idioma: Português
- ISBN: 978-987-722-411-5
- 81-112 p.
Excerto:
A finalidade deste texto é recolocar quem investiga homens, mulheres e momentos que puseram em causa o status quo, para compreender o lugar que as derrotas têm nas vitórias, numa perspectiva de co-implicação. Na antropologia utiliza-se a designada “observação participante” para a aproximação camaleónica ao objeto de estudo, conquanto assuntos não empáticos também sejam susceptíveis de abordagem (Esseveld & Eyer-man, 1992). Recentemente, com uma reconceptualização da disciplina centrada em questões éticas, surgiram abordagens em torno dos direitos humanos, em tempos de neoliberalismo, que nos recordam que foram poucos os bombardeamentos de países, as mortes de civis e as sanções humanitárias que não tiveram como objetivo o combate às forças do mal e a defesa dos direitos humanos (Kapferer e Gold, 2018). Uma teoria da história possível (Koselleck, 1979: 200) tem em conta que as fontes não relatam o que devemos saber, mas impedem-nos de fazer afirmações que não poderíamos fazer; ou seja, protegem-nos face aos erros, mas não decidem o que devemos dizer (Kosellek, 1979: 201).
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Detalhes do Evento
Três historiadores exploram o papel do exílio em França e da cultura na luta contra o salazarismo e o colonialismo. Iniciativa integrada no ciclo de cinema
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Três historiadores exploram o papel do exílio em França e da cultura na luta contra o salazarismo e o colonialismo. Iniciativa integrada no ciclo de cinema Lisboa, Capital da Intriga Internacional.
Dinâmicas Culturais Transnacionais: Cultura e luta entre duas capitais
Se Lisboa foi o décor de filme de espionagem, Paris foi o palco da liberdade. No âmbito do ciclo de cinema Lisboa, Capital da Intriga Internacional, e com o apoio do Institut Français, convidamo-vos a revisitar as relações culturais franco-portuguesas nos anos 1960-1970. Entre a gravação de “Grândola, Vila Morena” no Château d’Hérouville, os comícios anti-coloniais e a ocupação da Casa dos Estudantes Portugueses transformada em “primeiro território livre de Portugal”, três historiadores do Instituto de História Contemporânea exploram o papel do exílio em França e da cultura na luta contra o salazarismo e o colonialismo.
Oradores:
Luís Trindade: A Invenção Parisiense da Música Popular Portuguesa
Víctor Barros: “Tarde Anticolonial” em Paris com Militantes Independentistas, Desertores e Exilados Portugueses em França
Victor Pereira: O Maio de 1968 dos Portugueses em França
ENTRADA LIVRE
>> Consulte o programa completo do ciclo AQUI (PDF)
O ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional resulta de uma colaboração entre a Cinemateca Portuguesa, o Instituto de História Contemporânea (IHC) e o projecto ExPORT (baseado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), com apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, do Istituto Italiano di Cultura di Lisbona, do Institut français du Portugal, do Instituto Cervantes de Lisboa e da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa.
Tempo
(Sexta-feira) 6:00 pm - 8:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, Institut Français du Portugal e Casa do Comum
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