
Por uma outra crise da universidade
Jun 4, 2019 | Outras publicações, Publicações

Por uma outra crise da universidade a propósito de um ensaio de António Feijó e Miguel Tamen
- José Neves
- 2019
- Dobra
- Número 3
- Idioma: Português
- ISSN: 2184-206X
Excerto:
Autoria de dois professores da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, António Feijó e Miguel Tamen, A universidade como deve ser é um breve ensaio publicado em 2017 pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e que não se furta à polémica. No olhar que projecta sobre o Ensino Superior em Portugal, quase tudo parece tomar a forma de um alvo à espera de ser criticado pelos autores, que assim procuram abrir caminho à construção de uma universidade alternativa à que hoje habitamos. Entre os problemas que o livro identifica como sendo definidores do estado das actuais instituições universitárias, há três que se destacam à nossa leitura: a secundarização das Humanidades em prol das Ciências Sociais, tendência que, manifestando-se num quadro de proliferação de saberes especializados, discutirei na primeira parte deste meu texto; a instrumentalização da universidade ao serviço da empregabilidade, o que os autores atribuem a um excesso de intervencionismo do Estado na vida académica, conforme discutirei num segundo momento; e a defesa da autonomia da universidade contra aquele intervencionismo, ponto que abordarei na terceira parte do texto, na qual procurarei ainda apontar à necessidade de uma outra crítica da universidade. É que, apesar de eu partilhar algumas das preocupações veiculadas por Feijó e Tamen, nas linhas que se seguem procurarei, fundamentalmente, contribuir para a crítica do seu ensaio. As razões para esta crítica são diversas, como o leitor poderá ir verificando ao correr das páginas que se seguem, mas, somadas, apontam à formulação da seguinte hipótese geral: ao contrário do que Feijó e Tamen pretendem, o seu ideal de universidade será menos a promessa de uma outra universidade do que um elemento constituinte da universidade que temos.
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Detalhes do Evento
Conferência-exposição acerca de glossários, arquivos impossíveis, cine-geografias, práticas de resistência e exercícios de imaginação crítica. Conferência-Exposição do FILMASPORA O projeto FILMASPORA partiu da constatação de que
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Detalhes do Evento
Conferência-exposição acerca de glossários, arquivos impossíveis, cine-geografias, práticas de resistência e exercícios de imaginação crítica.
Conferência-Exposição do FILMASPORA
O projeto FILMASPORA partiu da constatação de que existe uma vasta produção audiovisual realizada por comunidades afro-diaspóricas na Área Metropolitana de Lisboa, desde filmes populares de baixo orçamento e vídeos caseiros até um extenso conjunto de videoclipes, que documentam experiências de migração, habitação, pertença, discriminação, resistência e violência. Frequentemente ausentes dos arquivos institucionais e das histórias do cinema português, estas imagens constituem importantes registos das transformações urbanas e sociais. Partindo deste corpus, o projeto procurou construir uma nova cine-geografia da Área Metropolitana de Lisboa a partir das imagens produzidas pelos próprios habitantes. FILMASPORA ensaiou formas de cartografar a cidade a partir daquilo que frequentemente é entendido como as suas margens, explorando o modo como as práticas audiovisuais vernaculares produzem leituras alternativas do espaço urbano.
Entre glossários, arquivos impossíveis, cine-geografias, práticas de resistência e exercícios de imaginação crítica, a conferência-exposição propõe uma reflexão coletiva sobre o papel destas imagens na produção de conhecimento e na construção de outros modos de pensar os futuros urbanos.
Programa
10h00 — Abertura (Maíra Zenun)
10h15 — O que foi o FILMASPORA? Desafios, Aprendizagens e (Im)Possibilidades (Catarina Laranjeiro)
11h00 — Glossário para uma Nova Cine-Geografia da Área Metropolitana de Lisboa (Gabriela Rocha e Fábian Cevallos)
12h00 — Saúde Mental, Diáspora e Estéticas da Resistência e da Sobrevivência (Fernanda Belizário e Fernando Moreira)
12h40 — Almoço
14h30 — Filmar a Diáspora Africana, Reconfigurar o Centro: Imagens a partir das Margens (Corsino Furtado, Fábio Silva, Fernando Moreira e Maíra Zenun)
15h30 — Escritas Radicais e Cine-Geografias: da Cidade da Praia às Diásporas Africanas da Área Metropolitana de Lisboa (Ana Rita Alves, Maíra Zenun e Max Ruben Ramos)
17h00 — Visita Guiada à Exposição (Corsino Furtado e Maíra Zenun)
Local: Espaço Mbongi 67. Praceta António Sérgio 4A, Monte Abraão, 2745-252 Queluz
Inscrições para almoço (cachupa de carne & vegetariana): filmaspora@gmail.com

Tempo
(Quarta-feira) 10:00 am - 5:00 pm
Localização
Espaço Mbongi 67. Praceta António Sérgio 4A, Monte Abraão, 2745-252 Queluz
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