
Contrabando e Contrabandistas
Mai 30, 2019 | Livros, Publicações

Contrabando e Contrabandistas. Elvas na Primeira Guerra Mundial
- Mariana Reis de Castro
- 2019
- Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais
- ISBN: 978-972-671-528-3
- Idioma: Português
- 243 p.
A preocupação com o contrabando, atividade comercial ilícita, adquiriu importância crescente ao longo do século XIX, acentuando-se nas décadas seguintes e especialmente durante a conjuntura da Grande Guerra, constituindo uma das principais preocupações dos países aliados. O conceito foi objeto de discussão nas Conferências da Haia (1899 e 1907) e de Londres (1908-1909). Durante a Primeira Guerra Mundial é criado o bloqueio económico com o intuito de reprimir o contrabando e a circulação de mercadorias com destino ao inimigo e, no contexto português, são implementadas medidas restritivas, principalmente, na intensificação da vigilância na fronteira com a Espanha.
Este livro teve como principal intuito compreender o significado, a importância e o impacto do contrabando, no concelho de Elvas, entre a Primeira Guerra Mundial e o período do pós-guerra (1919-1922). Destacando os atores, as dinâmicas de resistência e repressão, assim como as relações entre o poder central, poder local e contrabandistas, o tema abordado enquadra-se ainda noutra linha temática ligada à ação do corpo da Guarda Fiscal, como entidade responsável pelo controlo e repressão de formas de contrabando, descaminho e transgressões fiscais.
É neste diálogo entre discursos e práticas que a presente obra pretende ser um contributo para a história do contrabando em Portugal durante o século xx e promover a reflexão em torno das lógicas das economias ilegais realizadas em espaços de fronteira., se autodefiniam enquanto definiam os territórios das suas comunidades.
Sobre a autora:
Mariana Reis de Castro, mestre em História Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, investigadora do IHC — NOVA FCSH, Universidade Nova de Lisboa. O seu trabalho incide sobre a história de Portugal contemporâneo, história das instituições policiais em Portugal, em particular sobre a Guarda Fiscal, e a história do contrabando no século XX.
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 1 | Sábado, 17 Janeiro, 16:00
Chroniques fidèles survenues au siècle dernier à l’hôpital psychiatrique Blida-Joinville, Abdenour Zahzah, Algeria, França, 2024, 90’
1953, Argélia colonizada. Frantz Fanon, um jovem psiquiatra negro da Martinica, é nomeado médico-chefe do Hospital de Blida-Joinville. Ao pôr em prática as suas teorias de “psicoterapia institucional”, em oposição às teorias racistas da Escola de Psiquiatria de Argel, uma guerra irrompe dentro das próprias enfermarias. Esta longa-metragem centra-se nos métodos visionários de terapia social de Frantz Fanon durante o período em que trabalhou como psiquiatra na Argélia, entre 1953 e 1956.
Conversa com Ruth Wilson Gilmore, Mina Untalan e Lucas Manarte. Moderação de Manuela Ribeiro Sanches
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum
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