
Research on nineteenth-century caciquismo
Dez 27, 2019 | Capítulos, Publicações

Research on nineteenth-century caciquismo and the significance of family archives
- Nuno Pousinho
- Recovered voices, newfound questions: family archives and historical research
- Maria de Lurdes Rosa, Rita Sampaio da Nóvoa, Alice Borges Gago e Maria João da Câmara (Coords.)
- 2019
- Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra
- Idioma: Inglês
- ISBN: 978-989-26-1793-0 / 978-989-26-1794-7 (online)
- 279-286
Os arquivos de família, depositados em arquivos públicos ou em posse de privados, são uma das fontes fundamentais para o investigador que estuda as relações sociais, políticas, as eleições, o poder de determinados atores políticos e as suas redes clientelares, para o período contemporâneo. Este pequeno artigo procura mostrar como o uso desta valiosa documentação é preciosa para estudar os aspetos já referidos e que em Portugal tem sido pouco usada nos estudos já efetuados sobre as elites políticas, ao contrário do que sucede em Espanha. Desta forma, em primeiro lugar faremos a comparação entre os trabalhos desenvolvidos em Espanha e em Portugal com este tipo de fontes e, em segundo lugar, tentaremos evidenciar os vários obstáculos que se colocam a quem trabalha com estes espólios, os problemas metodológicos que se apresentam e que tipo de informação a que se pode aceder.
Palavras-chave:
arquivos privados; arquivos de família; caciquismo; notáveis; influência política
Sobre o livro:
O objectivo da obra é o de apresentar arquivos muito pouco conhecidos, ou mesmo desconhecidos, interrogá-los e analisá-los à luz de novas perspectivas históricas e arquivísticas, descobrir as “vozes” de quem os produziu – e formular, assim, novas questões de investigação. Divide-se em três partes: “Recovering, reconstructing and (re)discovering family and personal archives”; “From a social, political and cultural history of the families to a social history of the archives”; “Public preservation and promotion of family and personal archives”.
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 1 | Sábado, 17 Janeiro, 16:00
Chroniques fidèles survenues au siècle dernier à l’hôpital psychiatrique Blida-Joinville, Abdenour Zahzah, Algeria, França, 2024, 90’
1953, Argélia colonizada. Frantz Fanon, um jovem psiquiatra negro da Martinica, é nomeado médico-chefe do Hospital de Blida-Joinville. Ao pôr em prática as suas teorias de “psicoterapia institucional”, em oposição às teorias racistas da Escola de Psiquiatria de Argel, uma guerra irrompe dentro das próprias enfermarias. Esta longa-metragem centra-se nos métodos visionários de terapia social de Frantz Fanon durante o período em que trabalhou como psiquiatra na Argélia, entre 1953 e 1956.
Conversa com Ruth Wilson Gilmore, Mina Untalan e Lucas Manarte. Moderação de Manuela Ribeiro Sanches
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum
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