
Alfredo Augusto Machado e Costa
Mar 28, 2019 | Capítulos, Publicações

Alfredo Augusto Machado e Costa
- José Manuel Brandão & Vanda Santos
- Dicionário Quem é Quem na Museologia Portuguesa
- Emília Ferreira, Joana d’Oliva Monteiro & Raquel Henriques da Silva (Coords.)
- 2019
- Lisboa: Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/NOVA
- Idioma: Português
- ISBN: 978‑989‑54405‑0‑4
- 85-87 p.
Excerto:
Coimbra, 1870 – ? 1952
Machado e Costa diplomou -se em Filosofia Natural na faculdade de Matemática e Filosofia da Universidade de Coimbra (1896-97), complementando desta forma a sua formação militar em artilharia na Escola do Exército (Fig. 1). A par da docência das Ciências Naturais e Físico-Químicas no Colégio Militar, para onde fora nomeado pelo Ministério da Guerra como professor provisório, desenvolveu durante vários anos uma profunda atividade no respetivo museu, contribuindo para o desenvolvimento das coleções destinadas ao ensino prático das disciplinas da História Natural. Sublinhem-se as colaborações que granjeou junto de alunos e docentes, das autoridades da administração colonial e da própria Comissão Geológica (Costa, 1940, 77). Em paralelo, e desde 1923, Machado e Costa regia a cadeira de Mineralogia e Geologia no Instituto Industrial de Lisboa, onde colaborou igualmente na organização das coleções incorporadas no Museu de Mineralogia ali instalado.
Sobre o livro:
O Dicionário Quem é Quem na Museologia Portuguesa, acessível no site do Instituto de História de Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (IHA—FCSH/NOVA), é um projeto em curso da linha de investigação Estudos de Museus. Como objetivo fundamental, propõe-se facultar uma visão abrangente, um conhecimento preciso e uma valorização atualizada das personalidades ligadas à museologia portuguesa, atuantes em diferentes tipologias científicas. Visa contribuir, também, para uma mais ampla compreensão da história dos museus e da museologia. Inscrita na tipologia de iha-seed-projects (micro-projetos), uma das linhas estruturais estratégicas do IHA—FCSH/NOVA, aposta nas virtualidades da publicação online em acesso aberto, potenciadora de uma proveitosa interação entre utilizadores e recursos, em permanente atualização. O primeiro volume do Dicionário é dedicado a personalidades da museologia portuguesa que desenvolveram a sua atividade entre o século XVIII e os anos 1960. Esta delimitação temporal é meramente operativa e conjuntural: entendeu-se que é necessária maior distância cronológica para se estudar o impacto das ações e das contribuições teóricas e profissionais dos biografados que estão ainda em atividade ou deixaram de estar em tempos muito recentes. No entanto, considera-se que a continuação do projeto permitirá agendar a sua indispensável atualização
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O livro de José Pedro Castanheira vai ser apresentado no Museu do Aljube, em Lisboa, com apresentação de Emília Brederode dos Santos
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Detalhes do Evento
O livro de José Pedro Castanheira vai ser apresentado no Museu do Aljube, em Lisboa, com apresentação de Emília Brederode dos Santos e Rita Rato.
Histórias da PIDE
Quando o Salazar mandava. Volume 1
Em 1965, o General Humberto Delgado, inimigo público número 1 de Salazar, foi assassinado perto de Badajoz por uma brigada da PIDE. A chefiá‑la estava Rosa Casaco, que, fugido do país a seguir ao 25 de Abril de 1974, viria a ser condenado a oito anos de prisão e a tornar‑se, após uma entrevista incluída neste livro, um dos rostos mais emblemáticos desta força policial.
Sólido e temido bastião do Estado Novo, ninguém escapava ao raio de ação da PIDE: nem Calouste Gulbenkian, o homem mais rico do mundo, que foi preso em 1942; nem o ex‑Presidente da República Marechal Craveiro Lopes, vítima de chantagem de carácter sexual; nem sequer o bispo D. Eurico Dias Nogueira, submetido a constante vigilância, com cartas interceptadas até para o Vaticano e para o próprio Salazar.
Estas são algumas das Histórias da PIDE que José Pedro Castanheira investigou ao longo dos anos para o Expresso, todas reportando neste volume ao período de Salazar. O segundo volume incidirá sobre a época de Marcello Caetano.
Mais informações sobre o livro
«Fui certamente um dos primeiros jornalistas a mergulhar no Arquivo PIDE/DGS, a que se seguiram outros, igualmente depositados na Torre do Tombo. São um repositório ilimitado de histórias fantásticas, quase todas elas trágicas, e que ilustram muito bem o sistema de governo que dominou Portugal durante meio século, mas que agora muitos insistem em ignorar ou branquear.
A PIDE foi, antes de tudo o mais, o principal guardião da mais longa ditadura pessoal do século XX e um inimigo jurado da liberdade. Ao longo dos seus 41 anos de existência, sob as designações de PVDE, PIDE ou DGS, fez dezenas de milhares de vítimas. Só presos políticos nominais foram 29 510, o que dava para encher um estádio de futebol de média dimensão. E isto apenas em Portugal, já que nas colónias se ignora o seu número, mas que é seguramente muito superior, atendendo designadamente à extensão, violência e duração das três guerras coloniais.
Espero que este livro seja mais um contributo para preservar a memória desses tempos, para que não se voltem a repetir, e para que se conheça melhor a história da repressão, da resistência à ditadura e da conquista da liberdade.»
— José Pedro Castanheira
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