
O Afundamento do Caça-minas Roberto Ivens
Nov 20, 2018 | Capítulos, Publicações

O Afundamento do Caça-minas Roberto Ivens: Fontes para o seu estudo – As Versões da Imprensa, a Nota Oficiosa do Ministério da Marinha e o Diário Náutico do Rebocador Bérrio
- Paulo Costa
- A Marinha Portuguesa na Grande Guerra (1916-1918). O afundamento do caça-minas Roberto Ivens
- Carlos Valentim & Paulo Costa (Coords.)
- 2018
- Lisboa: Comissão Cultural de Marinha
- Idioma: Português
- ISBN: 978-989-8159-83-0
- Depósito legal: 449947/18
- 97-104 p.
Excerto do Prefácio:
Alguns dos factos apresentados neste livro demoraram mais de 100 anos para serem relatados…
Nesta obra, para além do seu enquadramento em todo o contexto da Grande Guerra, são registados vários factos, alguns dos quais ocultados aquando do seu acontecimento: o afundamento do um navio e a perda de vidas humanas, a sua descoberta e identificação, o reavivar da sua memória e dos que nele cumpriram a sua última missão.
Este livro resulta da conjugação de várias vontades e da colaboração entre diferentes instituições, militares e civis, nas diversas actividades do projecto de investigação relacionado com o afundamento do Caça-minas Roberto Ivens.
(…)
Os autores, com a publicação deste livro, dão um contributo importante para a compreensão do afundamento do primeiro navio, facto relevante na participação da Marinha Portuguesa na Grande Guerra.
Augusto Mourão Ezequiel
Vice-Almirante REF
Diretor da Comissão Cultural de Marinha
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 1 | Sábado, 17 Janeiro, 16:00
Chroniques fidèles survenues au siècle dernier à l’hôpital psychiatrique Blida-Joinville, Abdenour Zahzah, Algeria, França, 2024, 90’
1953, Argélia colonizada. Frantz Fanon, um jovem psiquiatra negro da Martinica, é nomeado médico-chefe do Hospital de Blida-Joinville. Ao pôr em prática as suas teorias de “psicoterapia institucional”, em oposição às teorias racistas da Escola de Psiquiatria de Argel, uma guerra irrompe dentro das próprias enfermarias. Esta longa-metragem centra-se nos métodos visionários de terapia social de Frantz Fanon durante o período em que trabalhou como psiquiatra na Argélia, entre 1953 e 1956.
Conversa com Ruth Wilson Gilmore, Mina Untalan e Lucas Manarte. Moderação de Manuela Ribeiro Sanches
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum
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