
António José Saraiva Centenário
Jul 1, 2018 | Livros, Publicações

António José Saraiva Centenário
- Ernesto Rodrigues & Tiago Rego Ramalho (Orgs.)
- 2018
- Lisboa: Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
- ISBN: 978-989-8814-99-9
- Idioma: Português
- 199 pp.
Nota introdutória:
«António José Saraiva centenário» deu nome ao colóquio internacional que decorreu, em 11 e 12 de Dezembro de 2017, no anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Organizado por Ernesto Rodrigues (CLEPUL-UL) e Tiago Rego Ramalho (IHC-UNL), teve, além destes, a participação de Antonio Augusto Nery, António Bento, Bernardo Vasconcelos e Sousa, Fernando Venâncio, Hermans Prins Salomon, José António Saraiva, José Neves, Maria Eduarda Vassallo-McGeoch, Miguel Real, Nuno Meireles, Paulo Borges e Susana Rosa. Teresa Rita Lopes coordenou mesa-redonda com Eduardo Lourenço, Fernando Venâncio, José Gil (e, na assistência, Jorge Martins).
António José Saraiva fez cem anos em 31 de Dezembro. Foi uma presença fecunda, cujas ideias borbulham, e nos questionam, em vários domínios: história da literatura, a par de monografias sobre autores ou obras de eleição; história da cultura e revisão de conceitos, com extensão ao entendimento de arte; pedagogia; ideologia, política, utopias…
Insatisfeito e sempre crítico – também de si mesmo –, de uma rara lucidez argumentativa que plasmava em prosa correntia e luminosa, continua vivo entre discípulos, alunos e leitores, tal a centralidade de um pensamento que a edição em curso das suas obras, incluindo a epistolografia (Gradiva Publicações), vem corroborando.
Este volume reúne 13 comunicações aí apresentadas, acrescidas do texto de Teresa Rita Lopes incluso no dossiê que o JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias de 20 de Dezembro lhe dedicou – com artigos, ainda, de Guilherme d’Oliveira Martins e Ernesto Rodrigues.
Fecho com dois agradecimentos especiais: a Tiago Rego Ramalho e Luís Pinheiro
Ernesto Rodrigues
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março, 2026
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Detalhes do Evento
Palestra acerca do projecto KNOW.AFRICA, que estuda o modo como grupos nativos participaram activamente no processo europeu de conhecimento da natureza africana. KNOW.AFRICA: Redes de
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Detalhes do Evento
Palestra acerca do projecto KNOW.AFRICA, que estuda o modo como grupos nativos participaram activamente no processo europeu de conhecimento da natureza africana.
KNOW.AFRICA: Redes de conhecimento na África Oitocentista
Uma abordagem das Humanidades Digitais dos encontros coloniais e do conhecimento local nas narrativas de expedições portuguesas (1853-1888)
É fácil pensar a África Oitocentista como um espaço colonial disputado por potências europeias com as suas agendas políticas, económicas e científicas. Além disto, a historiografia de eventos como a Corrida a África por vezes reforça a ideia de um continente impotente particionado por estados imperiais. Se, por um lado, não podemos negar a força e a arbitrariedade da violência colonial, por outro, a História há muito desconsiderou as formas como os povos africanos resistiram. Este viés eurocêntrico é notável na História das Ciências que frequentemente associou às expedições científicas em África uma imagem idealizada que realça ideais de coragem, aventura e pioneirismo. Ainda hoje é possível encontrar os resultados alcançados pelos naturalistas descritos como descobertas realizadas por indivíduos extraordinários. Apenas recentemente a pesquisa académica começou a se distanciar desta compreensão ao reavaliar as narrativas escritas pelos viajantes e perceber que a ciência praticada em campo no século XIX era profundamente colaborativa. Em campo, os naturalistas dependiam de redes de indivíduos que contribuíam com actividades como a navegação por rios, a movimentação pelas florestas, a procura por abrigos, a comunicação com a população local e com o trabalho científico de colheita, identificação e preparação de espécimes.
Nesta pesquisa, analisaremos quatro expedições portuguesas a África focando a sociabilidade do trabalho de campo para revelar como grupos nativos auxiliaram os viajantes, especialmente na colheita de espécimes. Ao investigar como os agentes locais contribuíram para o sucesso alcançado pelos viajantes, pretendemos revelar que, apesar das assimetrias sociais no espaço colonial, grupos nativos participaram activamente no processo europeu de conhecimento da natureza africana. Com isto, desmistificaremos a ideia do viajante heroico e solitário inserindo os naturalistas em processos sociais e históricos mais amplos, investigando como o conhecimento circulava entre império e colónia, compreendendo como as relações sociais eram formadas em campo e em que momentos os viajantes dependiam do apoio de redes locais. Além disto, também pretendemos lançar luz sobre os processos de formação das colecções e reflectir sobre o papel destes agentes locais na formação do património científico europeu.
Oradora e orador:
Sara Albuquerque e Anderson Antunes (Universidade de Évora / IHC / IN2PAST)
Tempo
(Quarta-feira) 5:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Universidade de Évora e Biblioteca Pública de Évora

Detalhes do Evento
Mesa-redonda que procura enquadrar o contexto de produção dos filmes que integram o ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional a partir da história política, económica e
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Detalhes do Evento
Mesa-redonda que procura enquadrar o contexto de produção dos filmes que integram o ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional a partir da história política, económica e legal do Franquismo.
Lisboa, Madrid, Europa
Entre crescimento económico, vigilância política e social e o desejo de reconhecimento europeu, o período do desarrollismo foi também um tempo de intensa produção simbólica. A partir da história política, económica e legal do Franquismo, bem como da circulação de imaginários cinéfilos entre as décadas de 1960 e 1980, esta conversa procura enquadrar o contexto de produção dos filmes que integram o ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional, a decorrer na Cinemateca Portuguesa entre os dias 2 e 31 de Março.
Oradores:
Ana Algara (ICS — Universidade de Lisboa), Manuel Loff (IHC — NOV AFCSH / IN2PAST / FLUP) e Rúben Pérez Trujillano (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST / Universidad de Granada), com moderação de Rita Luís (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
ENTRADA LIVRE
O evento será complementado, às 21h30, na Cinemateca Portuguesa, com a exibição da co-produção Espanha-Portugal-Alemanha Comando de Asesinos / Fim-de-Semana com a Morte (Julio Coll, 1966).
>> Consulte o programa completo do ciclo AQUI (PDF)
[Os horários das projecções podem sofrer alterações. Confirme sempre no site da Cinemateca]
O ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional resulta de uma colaboração entre a Cinemateca Portuguesa, o Instituto de História Contemporânea (IHC) e o projecto ExPORT (baseado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), com apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, do Istituto Italiano di Cultura di Lisbona, do Institut français du Portugal, do Instituto Cervantes de Lisboa e da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa.
Tempo
(Quarta-feira) 6:30 pm - 8:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Instituto Cervantes de Lisboa
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