
Igrejas e Ditaduras no Mundo Lusófono
May 5, 2019 | Books, Publications

Igrejas e Ditaduras no Mundo Lusófono [Churches and Dictatorships in the Lusophone World]
- Leandro Pereira Gonçalves & Maria Inácia Rezola (Orgs.)
- 2019
- Lisbon: Imprensa de Ciências Sociais
- ISBN: 978-972-671-524-5
- Language: Portuguese
- 341 p.
Tendo implícita a análise da natureza, dos propósitos e dos limites das competências do Estado e das Igrejas em diferentes contextos geográficos e temporais, o estudo das relações entre o Estado e as confissões religiosas sempre se revestiu de particular interesse. As profundas transformações (políticas, económicas, sociais e culturais) que se operam, no Brasil e em Portugal, sob o signo das ditaduras, complexificam a interação entre religião e política e, consequentemente, as relações entre as Igrejas e o Estado.
Esta realidade exige que se procurem novos ângulos de abordagem que ultrapassem a análise das relações institucionais, destacando, por exemplo, o lugar das Igrejas no espaço público ou o papel dos católicos na sociedade e no aparelho de Estado. Promovida pela Rede «Conexões Lusófonas: ditadura e democracia em português», a presente obra reúne estudos de académicos cujas obras constituem referências relevantes na temática em apreço (Bruno Cardoso Reis, Cândido Moreira Rodrigues, Gizele Zanotto, Hugo Gonçalves Dores, Leandro Pereira Gonçalves, Marcelo Timotheo da Costa, Maria da Conceição Neto, Maria Inácia Rezola, Nuno Estevão Ferreira, Paulo Fontes, Renato Amado Peixoto, Rita Almeida de Carvalho e Rodrigo Patto Sá Motta).
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Continuing the celebration of the centenary of Frantz Fanon's birth, this cycle proposes to reflect on his multiple legacies, from the anti-racist struggle to decolonisation movements, as well as his
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Detalhes do Evento
Continuing the celebration of the centenary of Frantz Fanon’s birth, this cycle proposes to reflect on his multiple legacies, from the anti-racist struggle to decolonisation movements, as well as his work as a psychiatrist.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 1 | Sábado, 17 Janeiro, 16:00
Chroniques fidèles survenues au siècle dernier à l’hôpital psychiatrique Blida-Joinville, Abdenour Zahzah, Algeria, França, 2024, 90’
1953, Argélia colonizada. Frantz Fanon, um jovem psiquiatra negro da Martinica, é nomeado médico-chefe do Hospital de Blida-Joinville. Ao pôr em prática as suas teorias de “psicoterapia institucional”, em oposição às teorias racistas da Escola de Psiquiatria de Argel, uma guerra irrompe dentro das próprias enfermarias. Esta longa-metragem centra-se nos métodos visionários de terapia social de Frantz Fanon durante o período em que trabalhou como psiquiatra na Argélia, entre 1953 e 1956.
Conversa com Ruth Wilson Gilmore, Mina Untalan e Lucas Manarte. Moderação de Manuela Ribeiro Sanches
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Institute of Contemporary History — NOVA School of Social Sciences and Humanities and Casa do Comum
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Jan 13, 2026
Distinguished social and cultural historian from the University of Oxford
IHC dedicates film cycle to Frantz Fanon
Jan 9, 2026
Film cycle focusing on the relationship between his work and this art form
TRANSMAT publication discusses the legacies and responsibilities of Portuguese museums
Jan 7, 2026
Special supplement to the journal História, Ciências, Saúde — Manguinhos
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