
‘Collective wisdom’
Feb 28, 2020 | Papers, Publications

‘Collective wisdom’ at the National Archaeological Museum in Portugal
- Elisabete J. Santos Pereira, Maria Margaret Lopes & Maria de Fátima Nunes
- 2019
- Museum History Journal
- Volume 12, Issue 2
- 171-191
- Language: English
- DOI: https://doi.org/10.1080/19369816.2019.1731148
- ISSN: 1936-9816 / 1936-9824 (online)
The aim of this article is to highlight the scientific practices of a range of ‘invisible technicians’ in order to provide a more complete understanding of the history of the National Archaeological Museum, in Portugal. At the meeting point of people, objects and knowledge, the history of its collections reveals the existence of local contexts and hitherto unknown individuals who were part of global communication networks. Thus there is a need for reassessing what is currently seen as the dominant role of a small number of actors at the national level. In the process of the construction of collections of archaeological objects, we argue that the scientific practices of local landowners, information providers and the many private collectors should be taken into account and their knowledge assigned due importance.
Key-words:
National museums, archaeology, history of collections, history of museums, invisible actors, objects biography, collective wisdom
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Detalhes do Evento
Opening session of the film cycle that showcases how Lisbon was a recurring presence in thrillers about espionage, criminal networks, and other types of conspiracy. Lisboa, Capital da Intriga
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Detalhes do Evento
Opening session of the film cycle that showcases how Lisbon was a recurring presence in thrillers about espionage, criminal networks, and other types of conspiracy.
Lisboa, Capital da Intriga Internacional
Ciclo de cinema
São várias as ligações de Lisboa ao cinema, tendo algumas delas já justificado ciclos passados na Cinemateca Portuguesa. Uma faceta pouco reconhecida é a inserção da cidade num sub-género do thriller, centrado em tramas de espionagem, redes criminosas e outros tipos de intriga internacional. São mais de meia centena as obras em que conspiradores, traficantes e agentes secretos de várias estirpes se perseguem e matam em Lisboa, que aparece ora como palco central ora como cenário passageiro, atraindo espiões fictícios e cineastas reais, ainda que em regra sob a forma de enredos mirabolantes e abertamente artificiais, desde grandes produções a filmes de série B. A maioria ficou excluída deste ciclo, as suas cópias perdidas ou demasiado deterioradas. Ainda assim, os vinte filmes incluídos, seleccionados pelo historiador Rui Lopes (IHC), percorrem grande parte do século XX, oriundos dos EUA, Itália, França, Espanha, Reino Unido, Alemanha e União Soviética, deixando entrever na sua diversidade uma continuidade cinematográfica, com situações, personagens-tipo e espaços recorrentes, do Terreiro do Paço ao Castelo de São Jorge.
Se encontramos Lisboa já num par de thrillers alemães dos anos 1930, é nas décadas seguintes que a cidade se afirma enquanto lugar estereotípico do género, fruto de três encontros entre geopolítica e economia do cinema. O primeiro encontro dá-se durante a II Guerra Mundial, quando refugiados e agentes dos dois campos se cruzam num Portugal oficialmente neutro. O governo americano estimula Hollywood a produzir obras que mobilizem o público para o esforço de guerra, elegendo Casablanca (cujos protagonistas procuram alcançar Lisboa) como exemplo máximo de sucesso financeiro, aclamação crítica e dramatização política. A tentativa de evocar um espírito de continuação dessa obra (até pelo retomar do elenco em The Conspirators), origina de imediato várias produções em que Lisboa é recriada nos estúdios de Los Angeles. É tão forte a associação a este conflito no grande ecrã (incluindo uma breve aparição noutro clássico do género: The House on 92nd Street) que a cidade manterá uma presença regular em narrativas posteriores sobre a guerra, como The Secret Door (1964), que vai ser apresentado pela primeira vez em salas portuguesas.
Por seu turno, a viragem para os anos 1950 é marcada por um declínio dos recursos de Hollywood, fruto de novas regras anti-monopolistas, optando muitos produtores americanos por rodar na Europa, onde os salários são mais baixos e as paisagens filmadas a cores proporcionam um espectáculo visual e ‘exótico’ com o qual a televisão ainda não pode competir. Estas ‘runaway productions’ gravitam até Lisboa, socorrendo-se da sua conotação com romance e espionagem, actualizada ao contexto da Guerra Fria, elo que se torna a tal ponto icónico que já o vemos parodiado neste ciclo por comediantes como Jerry Lewis. Vemos também, nas ruas da capital, adaptações dos dois extremos do espectro da ficção de espionagem: as aventuras de James Bond (On Her Majesty’s Secret Service) e o realismo psicológico de John le Carré (The Russia House).
Para além da luz fotogénica e custos reduzidos, a cidade oferece cada vez melhores condições às equipas vindas de fora, com o aparelho de propaganda do Estado Novo empenhado em promover o país, sobretudo o seu potencial turístico, importante fonte de receitas. As produtoras europeias aproveitam a oportunidade, desde thrillers próximos do film noir (Passaporto Falso) até policiais com contornos de giallo (Quel Ficcanaso Dell’Ispettore Lawrence). A série 007 origina uma vaga de imitações a meio dos anos 1960, com menor orçamento e, em regra, mais sexo e violência. É, portanto, uma Lisboa pop, moderna, dinâmica e erotizada a que aparece em filmes como Comando de Asesinos, em contraste com o cinzentismo frequentemente associado à memória desta época. De resto, o ciclo inclui duas obras portuguesas (Operação Dinamite e 7 Balas Para Selma) que aderem justamente a esse jogo, representando a capital sob o prisma das aventuras de super-espiões feitas lá fora. Por trás das bombásticas cenas de acção no Estoril e Alfama, paira a clandestinidade e o conflito político que eram há muito parte do quotidiano lisboeta. Com a exceção de La Vita È Bella, no entanto, essa realidade permanece secreta nas histórias levadas ao ecrã.
Este ciclo resulta de uma colaboração entre a Cinemateca Portuguesa, o Instituto de História Contemporânea (IHC) e o projecto ExPORT (baseado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), com apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, do Istituto Italiano di Cultura di Lisbona, do Institut français du Portugal, do Instituto Cervantes de Lisboa e da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa.
O programa cinematográfico é acompanhado de visitas guiadas e conversas em diferentes instituições sobre a evolução da imagem da cidade, da linguagem do cinema e das relações políticas e culturais entre Portugal e outros países ao longo século XX.
A sessão de abertura está agendada para as 19h de 2 de Março, com a exibição do filme Lisbon, de Ray Milland (Estados Unidos, 1956 – 91 min) e a presença do curador do ciclo, Rui Lopes.
Na mesma noite, às 21h30, será exibido 7 Balas Para Selma, de António de Macedo (Portugal, 1967 – 108 min).
>> Programa completo do ciclo e das actividades paralelas (PDF) <<
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(Segunda-feira) 7:30 pm - 9:00 pm
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