
Jacinto Pedro Gomes
Mar 28, 2019 | Chapters, Publications

Jacinto Pedro Gomes
- José Manuel Brandão & Vanda Santos
- Dicionário Quem é Quem na Museologia Portuguesa
- Emília Ferreira, Joana d’Oliva Monteiro & Raquel Henriques da Silva (Coords.)
- 2019
- Lisbon: Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/NOVA
- Language: Portuguese
- ISBN: 978‑989‑54405‑0‑4
- 134-136 p.
Excerpt:
Lisboa, 1844 – Lisboa, 1916
Nasce em Lisboa, a 29 de abril de 1844, e cedo é enviado para Inglaterra onde faz uma parte dos seus estudos secundários concluídos na Alemanha. Em 1861 ingressa na Academia de Minas de Freiberg, a mais antiga e famosa escola da especialidade na Europa e, quatro anos depois, obtém o título de engenheiro de minas. Após o seu regresso, trabalha em explorações mineiras de Portugal e Espanha e, em 1883, candidata -se ao lugar de naturalista da Secção Mineralógica do Museu Nacional anexo à Escola Politécnica de Lisboa (Faculdade de Ciências, após 1911). Assumiu continuadamente esse cargo até 1916, cumprindo igualmente as funções solicitadas aos detentores deste posto de trabalho, no âmbito da preparação prática dos alunos da Escola para os exames, complementando assim os cursos teóricos dos professores titulares (Choffat 1916, 128).
About the book:
O Dicionário Quem é Quem na Museologia Portuguesa, acessível no site do Instituto de História de Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (IHA—FCSH/NOVA), é um projeto em curso da linha de investigação Estudos de Museus. Como objetivo fundamental, propõe-se facultar uma visão abrangente, um conhecimento preciso e uma valorização atualizada das personalidades ligadas à museologia portuguesa, atuantes em diferentes tipologias científicas. Visa contribuir, também, para uma mais ampla compreensão da história dos museus e da museologia. Inscrita na tipologia de iha-seed-projects (micro-projetos), uma das linhas estruturais estratégicas do IHA—FCSH/NOVA, aposta nas virtualidades da publicação online em acesso aberto, potenciadora de uma proveitosa interação entre utilizadores e recursos, em permanente atualização. O primeiro volume do Dicionário é dedicado a personalidades da museologia portuguesa que desenvolveram a sua atividade entre o século XVIII e os anos 1960. Esta delimitação temporal é meramente operativa e conjuntural: entendeu-se que é necessária maior distância cronológica para se estudar o impacto das ações e das contribuições teóricas e profissionais dos biografados que estão ainda em atividade ou deixaram de estar em tempos muito recentes. No entanto, considera-se que a continuação do projeto permitirá agendar a sua indispensável atualização
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José Pedro Castanheira's second work about the political police of the Estado Novo during Caetano’s rule, will be launched at the Camões Secondary School in Lisbon,
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José Pedro Castanheira’s second work about the political police of the Estado Novo during Caetano’s rule, will be launched at the Camões Secondary School in Lisbon, with a presentation by Maria Inácia Rezola and Fernando Mendes.
Histórias da PIDE
Quando era a DGS de Caetano. Volume 2
A «evolução na continuidade» prometida em 1968 por Marcello Caetano nada alterou na temida e execrada polícia política da ditadura. Apenas mudou o nome: a salazarista PIDE passou a chamar‑se Direção‑Geral de Segurança (DGS). A «primavera marcelista», que desabrochara com o fim da deportação de Mário Soares em São Tomé, começou a murchar 18 meses depois, quando o socialista foi compelido ao exílio em Paris. Outra vítima foi Daniel Cabrita, militante clandestino do PCP, fundador e primeiro líder da Intersindical (atual CGTP), torturado, julgado e condenado, cuja mulher se suicidou quando ele estava preso na cadeia de Peniche. À atenção e vigilância da PIDE/DGS continuava a não escapar ninguém: nem os sucessivos patriarcas de Lisboa, nem os sete oficiais que viriam a fazer parte da Junta de Salvação Nacional do 25 de Abril de 1974. A violência da DGS atingiu o paroxismo nas colónias, testemunhada pela Cruz Vermelha Internacional: nas vésperas da revolução, em Moçambique a tortura prosseguia, em massa e até à morte.
Estas são algumas das Histórias da PIDE que José Pedro Castanheira investigou ao longo dos anos para o Expresso, e que ocorreram durante a governação de Marcello Caetano.
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