
Os futuros cientistas e o seu comprometimento cívico
Oct 8, 2019 | Chapters, Publications

Os futuros cientistas e o seu comprometimento cívico: alguns episódios ilustrativos da resistência ao Estado Novo
- Augusto Fitas
- Cultura Científica e Neo-Realismo. Cadernos Nova Síntese
- Augusto Fitas (Coord.)
- 2019
- Lisbon: Edições Colibri
- Language: Portuguese
- ISBN: 9789896898861
About the book:
Inspirado pela teoria do Materialismo Dialéctico, divulgada nos meios políticos e intelectuais portugueses nos anos 30 e princípios dos anos 40 do século passado, o Neo-Realismo é a designação de um amplo movimento cuja expressão se afirma nos campos cultural, literário e artístico, não sendo também nada negligenciáveis as expressões filosófica e cientifica, entendida esta última na acepção dos domínios afectos às Ciências da Natureza e Matemática, de uma parte dos seus participantes ou companheiros de geração. Parece corroborar este último ponto, ou a influência do Neo-Realismo nos meios científicos, a defesa da ideia, feita por alguns autores, de “uma interpretação cientista do marxismo” adoptada pelos intelectuais marxistas portugueses envolvidos nesse movimento. Assim, a acompanhar o activismo literário-artístico neo-realista, afirmavam-se também os seus compagnons de route que militavam de uma forma mais actuante nos domínios da Filosofia, da Matemática e das Ciências da Natureza, não se poupando a esforços de, na imprensa afecta ao movimento, defender e desenvolver a popularização de temas científicos bem como o relevo e alcance da prática da investigação científica (e.g. O Diabo, Sol Nascente, Síntese e Vértice ). Quase todos participavam, a bordo da fragata “Liberdade”, nos passeios culturais no Tejo. E também uma boa parte deles também fizera parte do grupo de “amigos” do jornal Liberdade que, em meados da década de trinta, tentara salvar este jornal estudantil que se afirmava como radical e pertencendo à esquerda republicana.
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Detalhes do Evento
Continuing the celebration of the centenary of Frantz Fanon’s birth, this cycle proposes to reflect on his multiple legacies, from the anti-racist struggle to decolonisation movements, as well as his
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Detalhes do Evento
Continuing the celebration of the centenary of Frantz Fanon’s birth, this cycle proposes to reflect on his multiple legacies, from the anti-racist struggle to decolonisation movements, as well as his work as a psychiatrist.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 2 | Sábado, 24 Janeiro, 16:00
Where did we land, Rabz Lansiquot, Reino Unido, 2019, 30′
Where did we land é uma experiência artística em curso que interroga o impacto das imagens disseminadas de violência anti-negra sobre a sociedade, a justiça e, sobretudo, sobre a psique das pessoas negras que as confrontam. O filme assume a forma de um ensaio em movimento, que aborda a problemática do espectáculo em torno dos corpos negros no ecrã. A obra apresenta 900 imagens fixas de arquivo, abstraídas e manipuladas, que atravessam a diáspora africana no tempo e no espaço, acompanhadas por um texto que convoca autoras como Tina Campt, Saidiya Hartman, Susan Sontag, Ruun Nuur, Guy Debord e Frank B. Wilderson III.
We Demand, Kevin Jerome Everson, Claudrena N. Harold, EUA, 2016, 11′
Em registo documental e performativo, We Demand recria a ocupação histórica do edifício de administração da Universidade da Virgínia em Maio de 1969, quando estudantes afro-americanos exigiram mudanças curriculares e maior representação institucional. Esta curta-metragem entrelaça encenação e arquivo para dar corpo às vozes da militância estudantil negra, evocando as tensões de uma época marcada pela luta pelos direitos civis e pelo fim da Guerra do Vietname. Mais do que um registo histórico, o filme funciona como exercício de memória colectiva, resgatando episódios de resistência que moldaram o percurso político e académico da universidade e ecoam ainda nas lutas contemporâneas contra o racismo.
Quem se move, Stephanie Ricci, Brasil, Portugal, 2025, 20′
Uma noite lisboeta é atravessada pela intensidade de René, uma jovem brasileira precária que aportou na cidade, mergulhada em conflitos pessoais e existenciais. Festas queer, amor, rejeição e solidão atravessam o seu corpo, deslocado entre dois continentes – entre a pertença e a não pertença, entre a precariedade e a esperança.
Ian Capillé conversa com Vânia Sanha. Moderação de Miguel Ribeiro
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:00 pm
Organizador
Institute of Contemporary History — NOVA School of Social Sciences and Humanities and Casa do Comum
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