
Setúbal e a política habitacional do Estado Novo na década de 1940
Jul 15, 2019 | Chapters, Publications

Setúbal e a política habitacional do Estado Novo na década de 1940: O Bairro Presidente Carmona (1948) e o Bairro de Casas Económicas da Nossa Senhora da Conceição (1949) [Setúbal and the housing policy of the Estado Novo in the 1940s: Bairro Presidente Carmona (1948) and Bairro de Casas Económicas of Nossa Senhora da Conceição (1949)]
- Diogo Ferreira & João Santos
- Património Arquitectónico Civil de Setúbal e Azeitão [Civil Architectural Heritage of Setúbal and Azeitão]
- António Cunha Bento, Inês Gato de Pinho, and Maria João Pereira Coutinho (Coords.)
- 2019
- Setúbal: LASA – Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão / Estuário
- Language: Portuguese
- ISBN: 978-972-8017-30-9
- 401-457 p.
Excerpt:
Desde os finais do século XIX que Portugal esteve perante um grave problema de habitação e a cidade de Setúbal, fruto do seu processo de industrialização e de um relevante crescimento demográfico, não se manteve alheia a essa realidade. Contudo, só a partir de 1933, com a fundação do Estado Novo, é que foi produzida a primeira tentativa de solução planificada e coerente através do programa de «casas económicas».
A historiografia tem-se focado com alguma profundidade em torno destes programas nas cidades de Lisboa e do Porto, mas no caso de Setúbal ainda são relativamente poucos os trabalhos que se têm debruçado sobre esta questão. Os importantes contributos de Paulo Guimarães, Carlos Vieira de Faria e de Alberto Pereira e José Madureira Lopes que, ao longo deste texto serão utilizados como bibliografia de enquadramento, são as principais referências locais. Assim, este texto pretende contribuir para o estudo da história habitacional setubalense na primeira metade do século XX.
About the book:
Continuando uma nova série de estudos iniciados em 2016 com o livro Casas Religiosas de Setúbal e Azeitão, a Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão (LASA) apresenta ao público uma nova obra colectiva subordinada ao tema Património Arquitectónico Civil, assunto que desperta desde logo e por si só, indiscutível interesse pela riqueza, valor cultural e histórico que o património edificado desta região integra em muitas frentes.
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Lecture on the KNOW.AFRICA project, which studies how indigenous groups actively participated in the European process of learning about African nature. KNOW.AFRICA: Redes de conhecimento na África Oitocentista
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Lecture on the KNOW.AFRICA project, which studies how indigenous groups actively participated in the European process of learning about African nature.
KNOW.AFRICA: Redes de conhecimento na África Oitocentista
Uma abordagem das Humanidades Digitais dos encontros coloniais e do conhecimento local nas narrativas de expedições portuguesas (1853-1888)
É fácil pensar a África Oitocentista como um espaço colonial disputado por potências europeias com as suas agendas políticas, económicas e científicas. Além disto, a historiografia de eventos como a Corrida a África por vezes reforça a ideia de um continente impotente particionado por estados imperiais. Se, por um lado, não podemos negar a força e a arbitrariedade da violência colonial, por outro, a História há muito desconsiderou as formas como os povos africanos resistiram. Este viés eurocêntrico é notável na História das Ciências que frequentemente associou às expedições científicas em África uma imagem idealizada que realça ideais de coragem, aventura e pioneirismo. Ainda hoje é possível encontrar os resultados alcançados pelos naturalistas descritos como descobertas realizadas por indivíduos extraordinários. Apenas recentemente a pesquisa académica começou a se distanciar desta compreensão ao reavaliar as narrativas escritas pelos viajantes e perceber que a ciência praticada em campo no século XIX era profundamente colaborativa. Em campo, os naturalistas dependiam de redes de indivíduos que contribuíam com actividades como a navegação por rios, a movimentação pelas florestas, a procura por abrigos, a comunicação com a população local e com o trabalho científico de colheita, identificação e preparação de espécimes.
Nesta pesquisa, analisaremos quatro expedições portuguesas a África focando a sociabilidade do trabalho de campo para revelar como grupos nativos auxiliaram os viajantes, especialmente na colheita de espécimes. Ao investigar como os agentes locais contribuíram para o sucesso alcançado pelos viajantes, pretendemos revelar que, apesar das assimetrias sociais no espaço colonial, grupos nativos participaram activamente no processo europeu de conhecimento da natureza africana. Com isto, desmistificaremos a ideia do viajante heroico e solitário inserindo os naturalistas em processos sociais e históricos mais amplos, investigando como o conhecimento circulava entre império e colónia, compreendendo como as relações sociais eram formadas em campo e em que momentos os viajantes dependiam do apoio de redes locais. Além disto, também pretendemos lançar luz sobre os processos de formação das colecções e reflectir sobre o papel destes agentes locais na formação do património científico europeu.
Oradora e orador:
Sara Albuquerque e Anderson Antunes (Universidade de Évora / IHC / IN2PAST)
Tempo
(Quarta-feira) 5:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Institute of Contemporary History — University of Évora and Évora Public Library

Detalhes do Evento
Round table discussion seeking to contextualise the production of the films that make up the cycle Lisbon, Capital of International Intrigue, based on the political, economic
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Detalhes do Evento
Round table discussion seeking to contextualise the production of the films that make up the cycle Lisbon, Capital of International Intrigue, based on the political, economic and legal history of Francoism.
Lisboa, Madrid, Europa
Entre crescimento económico, vigilância política e social e o desejo de reconhecimento europeu, o período do desarrollismo foi também um tempo de intensa produção simbólica. A partir da história política, económica e legal do Franquismo, bem como da circulação de imaginários cinéfilos entre as décadas de 1960 e 1980, esta conversa procura enquadrar o contexto de produção dos filmes que integram o ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional, a decorrer na Cinemateca Portuguesa entre os dias 2 e 31 de Março.
Oradores:
Ana Algara (ICS — Universidade de Lisboa), Manuel Loff (IHC — NOV AFCSH / IN2PAST / FLUP) e Rúben Pérez Trujillano (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST / Universidad de Granada), com moderação de Rita Luís (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
ENTRADA LIVRE
O evento será complementado, às 21h30, na Cinemateca Portuguesa, com a exibição da co-produção Espanha-Portugal-Alemanha Comando de Asesinos / Fim-de-Semana com a Morte (Julio Coll, 1966).
>> Consulte o programa completo do ciclo AQUI (PDF)
[Os horários das projecções podem sofrer alterações. Confirme sempre no site da Cinemateca]
O ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional resulta de uma colaboração entre a Cinemateca Portuguesa, o Instituto de História Contemporânea (IHC) e o projecto ExPORT (baseado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), com apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, do Istituto Italiano di Cultura di Lisbona, do Institut français du Portugal, do Instituto Cervantes de Lisboa e da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa.
Tempo
(Quarta-feira) 6:30 pm - 8:00 pm
Organizador
Institut of Contemporary History — NOVA School of Social Sciences and Humanities and the Instituto Cervantes
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Between 2 and 31 March, at the Portuguese Cinematheque
Anita Buhin is on a research mission in Italy
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