A História está na Escola! — Programa escolar do IHC para 2026/2027
O Programa de História na Esfera Pública do IHC retoma o projecto neste ano lectivo
IHC vai acolher 13 novos contratos CEEC da FCT
Seis na categoria de Investigador Júnior e sete na categoria Investigador Auxiliar
IHC renova os seus Órgãos Sociais e Coordenações
Rui Lopes é o novo Presidente da Direcção do IHC
PHONLAB dá origem a exposição permanente na Universidade de Coimbra
‘Ala Armando de Lacerda’ é inaugurada a 17 de Setembro
Notícias
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O Programa de História na Esfera Pública do IHC retoma o projecto neste ano lectivo -
Seis na categoria de Investigador Júnior e sete na categoria Investigador Auxiliar -
Exposição será inaugurada a 29 de Setembro na FCSH
Agenda
novembro , 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
Workshop

Detalhes do Evento
Congresso que propõe uma reflexão historiográfica e um debate multidisciplinar e transdisciplinar que enquadre o Hospital de São José nas dinâmicas internacionais do conhecimento médico e científico e nas transformações
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Detalhes do Evento
Congresso que propõe uma reflexão historiográfica e um debate multidisciplinar e transdisciplinar que enquadre o Hospital de São José nas dinâmicas internacionais do conhecimento médico e científico e nas transformações da medicina europeia.
250 anos do Hospital de São José:
Ciência, Saúde, Ensino e Inovação
Inaugurado em Abril de 1775, o Hospital Real de São José resultou da transferência do Hospital Real de Todos-os-Santos para o antigo Colégio de Santo Antão-o-Novo. Ao longo de dois séculos e meio de actividade clínica ininterrupta, esta instituição conheceu diferentes enquadramentos administrativos e designações – inicialmente como Hospital Real de São José e Anexos, constituindo posteriormente os Hospitais Civis de Lisboa, mais tarde Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central, reflectindo as sucessivas reformas da assistência pública e da organização hospitalar em Portugal. Actualmente, integra a Unidade Local de Saúde de São José, assegurando a continuidade de uma missão assistencial, científica e formativa iniciada no século XVIII.
No contexto das comemorações do seu 250.º aniversário, o Hospital de São José (HSJ), em parceria com o Instituto de História Contemporânea (IHC) e com o laboratório associado IN2PAST, organiza o congresso 250 anos do Hospital de São José: Ciência, Saúde, Ensino e Inovação, a realizar-se nos dias 5 e 6 de Novembro de 2026, no Salão Nobre do Hospital de São José, em Lisboa.
Com papel ímpar na História da Medicina Portuguesa, o Hospital afirmou-se como uma instituição central na assistência hospitalar portuguesa, em estreita articulação com os grandes centros médicos europeus. Inserido nas redes internacionais de circulação do conhecimento, foi receptor e difusor de inovações científicas – nas práticas clínicas, nas técnicas médicas e cirúrgicas, na organização hospitalar e nas políticas de saúde pública, acompanhando as transformações científicas, políticas e socio-culturais dos séculos XVIII, XIX e XX, tendo desempenhando um papel determinante na modernização da medicina em Portugal.
A sua dimensão formativa esteve intimamente ligada à criação da Real Escola de Cirurgia de Lisboa (1825), à fundação da Escola Médico-Cirúrgica (1836) e, em 1911, com a Primeira República, à criação da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, sua herdeira directa. Ao longo deste percurso, o Hospital destacou-se como espaço de formação e de experimentação, contribuindo para o desenvolvimento e consolidação de diversas especialidades médicas e biomédicas, bem como para a definição do perfil das profissões da área da saúde.
A história institucional do Hospital, nas suas várias configurações administrativas, reflecte amplos processos de internacionalização científica, de circulação do conhecimento e de institucionalização de modelos médicos e hospitalares. A instituição afirmou-se, assim, como um verdadeiro laboratório clínico e pedagógico, acompanhando as transformações do ensino médico e contribuindo para a integração de Portugal nas redes transnacionais da ciência e da medicina modernas.
Oradoras convidadas: Leonor Manaças (ULS São José) e Marta Lourenço (MUHNAC / ULisboa)
Chamada para comunicações
Este congresso propõe uma reflexão historiográfica e um debate multidisciplinar e transdisciplinar que enquadre o Hospital nas dinâmicas internacionais do conhecimento médico e científico e nas transformações da medicina europeia. Incentiva-se, em particular, o estudo dos processos de transferência e adaptação de inovações científicas e técnicas; a recepção de influências externas; o posicionamento institucional e dos seus actores; as práticas médicas; as reformas e regulamentos sanitários; e os modelos hospitalares associados à instituição ao longo do tempo.
Convida-se todos os interessados/as a submeter propostas no âmbito dos seguintes eixos temáticos:
- Circulação e transmissão do conhecimento médico e científico
- Redes transnacionais e intercâmbios científicos e profissionais
- Espaços e actores científicos
- Inovação científica e técnica na prática hospitalar
- Formação, desenvolvimento e consolidação de áreas científicas e especialidades médicas
- O Hospital de São José no contexto internacional
- Articulação entre dinâmicas locais e correntes internacionais da medicina
- Formação e ensino numa perspetiva transnacional
- Museus e Património Histórico Hospitalar
A selecção das propostas será realizada pelos membros da Comissão Científica, sendo orientada pelo objectivo de garantir o máximo de qualidade, relevância e originalidade dos trabalhos.
As propostas de comunicação devem ter até 300 palavras e ser acompanhadas de uma breve nota biográfica do/a/s autor/a/s (máximo de 150 palavras), com indicação da afiliação institucional e contactos.
As propostas devem ser submetidas através do formulário disponível NESTE LINK.
Calendário:
Data limite de submissão: 27 Abril 2026 31 Maio 2026 [nova data]
Notificação de aceitação: 29 Maio 2026 30 Junho 2026
Comissão Organizadora:
Alexandra Marques, IHC – Universidade de Évora / IN2PAST
Ângela Salgueiro, Universidade de Évora / IHC / IN2PAST
Carlos Boavida, ULS São José
Fátima Palmeiro, ULS São José
Quintino Lopes, Universidade de Évora / IHC / IN2PAST
Tempo
5 (Quinta-feira) 10:00 am - 7 (Sábado) 12:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Universidade de Évora e Unidade Local de Saúde de São José

Detalhes do Evento
Lançamento do mais recente livro da colecção Estratégica da Imprensa de História Contemporânea, da autoria de Fátima Sá e Melo Ferreira. Apresentação
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Detalhes do Evento
Lançamento do mais recente livro da colecção Estratégica da Imprensa de História Contemporânea, da autoria de Fátima Sá e Melo Ferreira. Apresentação por Miriam Halpern Pereira, José Neves, Javier Fernández Sebastián e Jordi Canal, na Biblioteca Nacional de Portugal.
Revolução, Contra-Revolução e Política Popular em Portugal
Nesta coletânea reúnem-se textos de Fátima Sá e Melo Ferreira escritos ao longo de cerca de quarenta anos e publicados em revistas, livros e dicionários em Portugal, Espanha, França, Itália e América Latina. Muitos tinham-se tornado de difícil acesso. O que os une é a longa fidelidade da autora a um conjunto de temas: a mobilização e a política populares, a cultura plebeia e a contra-revolução, entre os finais do século XVIII e o século XIX.
O livro está organizado em quatro partes. A primeira trata da política popular e da politização, da revolta da Maria da Fonte às festas liberais e contra-revolucionárias. A segunda ocupa-se das relações entre religião e política, como a luta contra os cemitérios públicos e os «cismas» da Igreja portuguesa. A terceira é dedicada a D. Miguel e ao miguelismo, com os seus exílios, duplos e o «terror miguelista». A última explora os conceitos e a linguagem política de Oitocentos: revolução, ordem, povo, povos e multidão. São abordagens que vão da história política à história cultural e à história dos conceitos.
Com prefácio de Jordi Canal (EHESS) e posfácio de Javier Fernández Sebastián, o volume oferece uma visão moderna e contextualizada internacionalmente da contra-revolução e da política popular em Portugal. Edição da Imprensa de História Contemporânea, disponível também em acesso aberto.
Estará brevemente disponível no website da Imprensa de História Contemporânea do IHC.
Tempo
(Terça-feira) 6:00 pm - 7:30 pm
Organizador
Imprensa de História Contemporânea e Biblioteca Nacional de Portugal

Detalhes do Evento
Grupo de discussão de ficção científica aberto a toda a comunidade NOVA, com o foco em obras que interroguem o futuro e o próprio processo de ficcionar. Nas Margens
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Detalhes do Evento
Grupo de discussão de ficção científica aberto a toda a comunidade NOVA, com o foco em obras que interroguem o futuro e o próprio processo de ficcionar.
Nas Margens do Possível:
um grupo de discussão de ficção científica
Nas Margens do Possível é um grupo de discussão de ficção científica dirigido aos membros da comunidade alargada da Universidade NOVA de Lisboa. Uma vez por mês, investigadores/as, estudantes e outros trabalhadores/as interessados na ficção científica enquanto categoria literária, histórica, e artística, reúnem-se para explorar as dimensões narrativas e visuais de obras seleccionadas. O foco do grupo será em obras que interroguem o futuro e o próprio processo de ficcionar, tanto através da especulação perspectiva como da prospectiva. Interessa-nos examinar tanto a sua dimensão histórica como o seu potencial para imaginar o futuro, mapeando os padrões complexos de relação entre humanos e mais-que-humanos que estão na génese de muitas destas histórias e da sua articulação com a sociedade. O programa alterna entre livros, ensaios e filmes para permitir uma discussão sobre as formas diversas de narração deste género, procurando, também, uma justaposição de temas, abordagens e metodologias para pensar as paisagens temporais expressas na ficção científica que permitam, por um lado, análises contextuais e cumulativas e, por outro, a construção de novos processos colaborativos de trabalho entre os intervenientes.
Curadoria: Hélia Marçal e Rui Lopes
Organização: Instituto de História da Arte e Instituto de História Contemporânea (NOVA FCSH)
Programa 2026
14 de Outubro: Os Despossuídos (The Dispossessed), Ursula K. Le Guin (1974). Introdução por Rui Lopes.
11 de Novembro: “Venus in Two Acts,” Small Axe, Saidiya Hartman (2008). Introdução por Hélia Marçal
9 de Dezembro: Quest, realizado por Saul Bass, Elaine Bass (1984). Com visualização do filme. Introdução por Rui Lopes e Hélia Marçal.
Apoios: Este grupo é apoiado pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito dos projectos UID/00417/2025 (DOI https://doi.org/10.54499/UID/00417/2025), UID/04209/2025 (DOI: https://doi.org/10.54499/UID/04209/2025), LA/P/0132/2020 (DOI: https://doi.org/10.54499/LA/P/0132/2020), e contratos 2023.11076.TENURE.193 e 2023.11076.TENURE.202.
Tempo
(Quarta-feira) 6:30 pm - 8:00 pm
Localização
NOVA FCSH, Colégio Almada Negreiros, Sala 215
Campus de Campolide da NOVA — 1099-085 Lisboa
Organizador
Instituto de História Contemporânea — NOVA FCSH e Instituto de História da Arte — NOVA FCSH

Detalhes do Evento
Encontro informal organizado pelo Grupo de Investigação em Cultura. Conversa com Raquel Schefer durante um almoço na copa do Colégio Almada Negreiros. Inquietações Apetitosas O encontro
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Detalhes do Evento
Encontro informal organizado pelo Grupo de Investigação em Cultura. Conversa com Raquel Schefer durante um almoço na copa do Colégio Almada Negreiros.
Inquietações Apetitosas
O encontro Inquietações Apetitosas é um novo evento organizado pelo Grupo de Investigação “Cultura: Poder, Mediações e Artes” do Instituto de História Contemporânea. Aberto a todas as pessoas do grupo, mas também a qualquer pessoa que deseje participar, o encontro será a ocasião para uma breve apresentação da pessoa convidada, geralmente de passagem ou recém chegada ao IHC, e que partilhará a seguir algumas “inquietações” dos seus trabalhos de investigação.
O primeiro encontro será com Raquel Schefer (Université Sorbonne Nouvelle / Universidade NOVA de Lisboa) e terá lugar entre as 12h30 e as 14h no dia 12 de Novembro, na copa do Colégio Almada Negreiros (3º andar).
Tragam o vosso almoço!
Tempo
(Quinta-feira) 12:30 pm - 2:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea da Universidade NOVA de Lisboa e Universidade de Évora

Detalhes do Evento
Com vista à profusão de questionamentos, mais do que à sua resolução, a IV Counter-Image propõe explorar a terra não como tema, mas como onto-episteme. Counter-Image International Conference
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Detalhes do Evento
Com vista à profusão de questionamentos, mais do que à sua resolução, a IV Counter-Image propõe explorar a terra não como tema, mas como onto-episteme.
Counter-Image International Conference 2026
Como falar com(o) a terra? Conhecimentos situados, métodos para desnomear e visões do umbral
A pergunta “Como falar com(o) a terra?” não é uma metáfora, mas uma urgência política, ontológica e epistémica diante do colapso ecológico, do esgotamento das gramáticas antropocêntricas e dos modelos de representação do regime colonial-capitalista e o seu paradigma de expansão e ocupação da terra – a plantação, cuja lógica de extração, objetificação e extinção perdura (Le Petitcorps et al. 2023; Bastos 2020; Thomas 2019; Haraway 2015; Tsing 2015, McKittrick 2013; Mirzoeff 2011; Stoler 2008, 2016; Hartman 2007). Os Pós com que insistimos em nomear um mundo (ainda) não superado – pós-colonialismo, pós-modernismo, pós-humanismo estão a ser substituídos pelo prefixo Geo (Pratt 2025, 2022; Coelho & Ponce de Léon 2025; Krieger 2022; Ray 2019, 2026; Latour 2018; Povinelli 2016). O “advento do Geo”, esclarece Mary Louise Pratt (2025), marca uma mudança de escala (do global para o planetário), de imaginário (do político para o ecológico) e de tempo (do histórico para o “tempo profundo” geológico). Esta condição requer o questionamento do que tomamos por garantido e formas outras de pensar e produzir conhecimento que Gabriela Milone e Franca Maccioni, em “The Land of Language, the Language of the Earth” (2025), iluminaram como “geo-logia” (a linguagem da terra) e “geo-grafia” (a escrita da terra). Tal implica “falar com a terra” em vez de “sobre a terra” e em termos de “semelhança” em vez de “diferença” – um “trabalho de imaginação” e “experimentação”. De subjetivação em vez de objetificação (Kopenawa 2010). De fusão em vez de ocupação (Krenak 2022).
“Como falar com(o) a terra” é então inseparável da questão de como a terra foi constituída como objeto, recurso e imagem e disso nos fala o conto de Ursula K. Le Guin, Ela tira-lhes os nomes (1985). Sobre o impulso colonial de nomear e identificar sem cuidado, criando fronteiras artificiais, ao mesmo tempo que nos exorta a encontrar formas de falar com outras criaturas. Falar “com” ou “como” em vez de “sobre” sinaliza um deslocamento epistemológico e exige-nos repensar a sua nomeação, mediação e representação. E se a terra não fosse o referente do discurso, mas a sua condição? E se a possibilidade de falar com(o) ela abrisse um espaço entre o individual e o múltiplo, entre o território situado e a totalidade planetária? Esta dialética é metodológica: uma prática de “desnomeação” – de erosão da semântica objetificante, extrativista e extintora. Se a terra foi mapeada, renomeada e cercada (e a propriedade privada criada), ela é também resistência, cosmopercepção e ritual.
A IV Counter-Image propõe explorar a terra não como tema, mas como onto-episteme. Não a linguagem universal e logocêntrica (que teima em separar o sujeito do objeto), mas antes conhecimentos situados, enraizados nos territórios, corpos e relações que habitam as frestas da colónia e do capital. Não a semântica antropocêntrica da ciência positivista e da sua fictícia objetividade, mas antes métodos para desnomear que suspendam as taxonomias coloniais e permitam que o solo, o fóssil, o animal, a planta, a pedra, a árvore, o rio, a montanha, o líquen, o fungo se apresentem na sua singularidade irredutível e também em proximidade. Não a pseudo “visão de lugar nenhum”, mas antes as visões do umbral, aquelas fabricadas a partir do pial das casas das nossas avós ou nas horas crepusculares, em imagens dialéticas e incandescentes de sínteses impossíveis.
Palestrantes:
Gabriela Milone e Franca Maccioni (Universidade Nacional de Córdoba, Argentina)
Felipe Milanez (Universidade Federal da Bahia, Brasil)
Chamada para comunicações
Com vista à profusão de questionamentos, mais do que à sua resolução, a IV Counter-Image pergunta: o que significa pensar com(o) a terra em vez de sobre ela? É possível traduzir a linguagem da terra, dos animais, das plantas, dos minerais? É a “desnomeação” um método filosófico-estético? Como é que as visões do umbral suspendem os regimes extrativos de representação? Que práticas artísticas resistem, reconfiguram ou perturbam os regimes coloniais sobre a terra? Como dar vida a formas de pertença, cuidado e reparação com vista a um mundo pós-extrativista? Ancorada no território do Algarve, mas expandindo ligações a outros territórios, convidamos investigadores, artistas, ativistas e ensaístas a submeterem propostas que dialoguem com os seguintes eixos temáticos:
1. Conhecimentos Situados
Como e o que é que a terra lembra? Este eixo acolhe trabalhos ancorados em composições relacionais e geo-subjectividades que desafiam a “visão de lugar nenhum”, bem como a incerteza, a falha e a contradição, encorajando a conexão entre pesquisa e experiência vivida.
- Terricidio” (Millán 2024) e buen vivir
- Epistemologias artesanais (Farago et al 2025) e epistemologias do Sul
- Ecologias decoloniais, anti-extrativistas, ecofeministas, queer e trans
- “Ecologias exílicas” (Marder 2023)
- Cosmopolíticas indígenas e afro-diaspóricas
- O baldio e o quilombo/quilombismo (B. Nascimento 1977, A. Nascimento 1980)
- “Arquivos Insurgentes” (Biehl 2022) e contra-cartografias
- Lutas ambientais, os seus lutos e justiça multiespécie
- Crítica às taxonomias Lineanas e biopolíticas
- Histórias ambientais, políticas da paisagem e “piropolítica” (Marder 2020)
2. Métodos para Desnomear
Se nomear é colonizar, como podemos desnomear para aproximar? Este eixo acolhe trabalhos sobre geo-semânticas e experimentações metodológicas e pedagógicas que erodam o olhar extrativista e especista.
- Desnomear como método filosófico-estético
- Poéticas do silêncio e escuta profunda
- Caminhar como método e “ver com o corpo todo” (Cusicanqui 2015)
- Ontologias fósseis (Castro 2023), minerais e animais
- Geo-estéticas (Coelho & Ponce de Léon 2025; Krieger 2022; Ray 2019), incluindo vulcânicas e das ervas ditas daninhas
- Estéticas e “alianças líquidas” (Mendes & Garcia-Antón 2026)
- Narrativas de relacionalidade e métodos multiespécie
- Contracolonizar (Nêgo Bispo 2015)
- Arte como laboratório de pensamento (e não como representação)
- Cinema animista e montagens visuais anti-extrativistas e anti-especistas
3. Visões do Umbral
Como habitar o umbral e mover-se entre mundos? Neste eixo acolhemos as formas que excedem os preceitos dualistas do Plantationoceno/Capitaloceno – as geo-coreografias que nos conduzem ao alargamento de afinidades e alianças.
- Epistemologias do umbral
- “Dark ecology” (Morton 2016), deep time e temporalidades submersas
- Ecologia popular
- Agência não-humana e a redistribuição do sensível
- “Ruínas do Plantationoceno/Capitaloceno” (Tsing 2015)
- “Zonas intersticiais” (Gomez-Barris 2017), conhecimentos ribeirinhos e da beira-mar
- Imagens dialéticas (Benjamin 1940) e “peles de imagens” (Kopenawa 2010)
- Visões “ch’ixi” (Cusicanqui 2015)
- “Alianças afetivas” (Krenak 2022)
- “Florestania” (Krenak 2022) e “lutas com a floresta” (Milanez 2024)
Datas importantes:
25 de Maio | envio de propostas
30 de Junho | notificação de aceitação
18-20 de Novembro | conferência
Formatos de submissão:
1. Comunicações (pesquisas teóricas ou empíricas): sumário até 300 palavras
2. Intervenções artísticas (performances, leituras poéticas): memória descritiva até 300 palavras
3. Rodas de conversa, oficinas, caminhadas de escuta, cartografias afetivas: memória descritiva até 300 palavras
O sumário (em português, espanhol ou inglês) deve fazer-se acompanhar de uma biografia breve (até 100 palavras) para: counterimageconference@fcsh.unl.pt
>> Descarregar a chamada para comunicações (PDF) <<
Comissão organizadora
Inês Beleza Barreiros (ICNOVA — NOVA FCSH / CIAC — Universidade do Algarve)
Liliana Coutinho (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Maria do Carmo Piçarra (ICNOVA — NOVA FCSH)
Salomé Lopes Coelho (ICON — Utrecht University / ICNOVA — NOVA FCSH)
Sílvia Leiria Viegas (CIAC — Universidade do Algarve)
Teresa Castro (IRCAV — Sorbonne Nouvelle / ICNOVA — NOVA FCSH)
Teresa Mendes Flores (ICNOVA — NOVA FCSH)
Comissão Científica
Ana Lúcia Marsillac (Universidade Federal de Santa Catarina)
Bruno Mendes da Silva (CIAC, Universidade do Algarve)
Cristiana Bastos (Instituto de Ciências Sociais)
Filippo Di Tomasi (ICNOVA — NOVA FCSH)
Iacã Macerata (Universidade Federal de Santa Catarina)
Isabel Stein (ICNOVA — NOVA FCSH)
Leila Lehnen (Brown University)
Luís Trindade (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Margarida Brito Alves (IHA — NOVA FCSH)
Margarida Mendes (ICNOVA — NOVA FCSH)
María Gloria Robalino (Washington University St. Louis)
Maria Teresa Cruz (ICNOVA — NOVA FCSH)
Marita Sturken (New York University)
Maura Castanheira Grimaldi (ICNOVA — NOVA FCSH)
Mirian Nogueira Tavares (CIAC — Universidade do Algarve)
Patrícia Martins Marcos (University of Oklahoma)
Patrícia Martinho Ferreira (Brown University)
Paulo Nuno Vicente (ICNOVA — NOVA FCSH)
Rui Gomes Coelho (Durham University)
Susanne Knittel (ICON — Utrecht University)
Tempo
novembro 18 (Quarta-feira) - 20 (Sexta-feira)
Organizador
Várias instituições

Detalhes do Evento
Colóquio que visa alimentar a reflexão sobre diferentes temas relacionados com a história da migração portuguesa durante o período do entre-guerras. Prazo: 30 Abril 2026 Entre guerras e paz:
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Detalhes do Evento
Colóquio que visa alimentar a reflexão sobre diferentes temas relacionados com a história da migração portuguesa durante o período do entre-guerras. Prazo: 30 Abril 2026
Entre guerras e paz:
novos olhares e desafios das migrações portuguesas (1919-1945)
Este colóquio tem como objectivo reunir académicos dedicados ao estudo da história da migração portuguesa durante o período do entre-guerras e, neste sentido, criar um espaço de diálogo e de debate científico sustentado por uma abordagem multi-direccional e multi-escalar das migrações. Mais do que uma simples síntese do estado da investigação sobre a migração portuguesa, procura-se articular e discutir de forma crítica os trabalhos recentes, promovendo o intercâmbio de perspectivas e uma reflexão colectiva sobre o tema.
O século XIX e o período das Trente Glorieuses têm sido tradicionalmente privilegiados nos estudos sobre a migração portuguesa. Apesar de existir estudos centrados nas duas guerras mundiais e no período do entre-guerras, o seu conhecimento permanece lacunar, fragmentado e, em alguns casos, desactualizado. Torna-se, portanto, imperativo aprofundar a compreensão das características específicas desta migração, bem como dos seus desafios e impactos, considerando um contexto político nacional e internacional marcado por transformações profundas e estruturais.
De facto, o período do entre-guerras configura-se como uma fase crucial na história da migração portuguesa, marcado pela intensificação dos fluxos migratórios internacionais a partir da Primeira Guerra Mundial, pela forte atracção exercida sobre os trabalhadores migrantes por países transatlânticos, nomeadamente os Estados Unidos e o Brasil, bem como pela abertura a novos destinos, como a França, que, a partir da década de 1960, se consolidará como o principal país de instalação dos migrantes portugueses. O período do entre-guerras coincide, igualmente, com a implementação de políticas de reforço no controlo das entradas e da presença dos migrantes, particularmente no contexto da crise económica de 1929 e da Grande Depressão.
Este colóquio visa, assim, alimentar a reflexão sobre diferentes temas relacionados com a história da migração portuguesa, mobilizando abordagens multidisciplinares e perspectivas que permitam compreender e questionar o fenómeno. Destina-se a académicos/as que trabalhem sobre a migração portuguesa em contextos transatlânticos ou europeus.
Chamada para comunicações
Temas possíveis a abordar:
- Guerras mundiais e migração portuguesa
- Exílio, oposição e resistência
- Redes de acolhimento e apoio
- Engajamento político e sindical
- Emigração irregular
- Migração, migrantes, gestão policial e administrativa
- Políticas e/imigratórias
- Políticas e práticas de rejeição
- Agencialidade dos migrantes
- Estruturas comunitárias
- Saúde e migração portuguesa
- Migração, retornos voluntários e forçados
- Migração Memória da migração portuguesa e imprensa
- Qualquer outro tema considerado de interesse científico para a compreensão da história da migração portuguesa.
Submissão de propostas
As propostas de comunicação devem incluir um resumo (até 250 palavras), um título, o nome do autor/a, a sua afiliação institucional e uma curta nota biográfica (até 200 palavras). São aceites propostas em francês, inglês e português.
As propostas devem ser enviadas para o e-mail histmigport@gmail.com até ao dia 30 de Abril de 2026.
>> Descarregar a chamada para comunicações (PFD) <<
Organização
Cristina Clímaco (Universidade Paris 8 / LER)
Yvette dos Santos (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Comité científico
Alberto Pena Rodriguez (Universidad de Vigo)
Armelle Enders (Université Paris 8 / IFG Lab)
Delphine Diaz (Université de Reims / CERHIC / IUF)
Érica Sarmiento (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Heloisa Paulo (Universidade de Coimbra)
Irene dos Santos (CNRS / URMIS)
Marcelo Borges (Dickinson College, Carlisle)
Marie-Christine Volovitch Tavares (CERMI)
Philippe Rygiel (ENS Lyon / INRIA)
Sónia Ferreira (CRIA — NOVA FCSH / IN2PAST)
Sylvie Aprile (ISP)
Victor Pereira (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Tempo
novembro 19 (Quinta-feira) - 20 (Sexta-feira)
Organizador
Instituto de História Contemporânea da Universidade NOVA de Lisboa e Laboratoire d'Etudes Romanes - Université Paris 8
Publicações
Emoções e Poder na Península Ibérica: Ensaios de Sociologia Histórica
História Pública em Portugal: Desafios, Práticas e Experiências
Recensão a ‘Women’s History at the Cutting Edge’
Recensão crítica de Giulia Strippoli ao livro Women’s History at the Cutting Edge, editado por Teresa Bertilotti, sobre história das mulheres.
Recensão a ‘Subterranean Fanon’
Recensão crítica de Manuela Ribeiro Sanches à obra Subterranean Fanon, escrita por Gavin Arnall, sobre Frantz Fanon.
A propósito dos debates sobre o populismo
Artigo de Fernando Dores Costa, publicado na revista Práticas da História, que analisa o fenómeno do populismo.
Administrar para manter o regime
Capítulo da Ana Carina Azevedo, incluído no livro Construção do Estado, Movimentos Sociais e Economia Política, sobre a reforma da administração pública.
Pesquisa
Notícias
A História está na Escola! — Programa escolar do IHC para 2026/2027
12 Out 2026
O Programa de História na Esfera Pública do IHC retoma o projecto neste ano lectivo
IHC vai acolher 13 novos contratos CEEC da FCT
9 Out 2026
Seis na categoria de Investigador Júnior e sete na categoria Investigador Auxiliar
IHC apoia exposição sobre a Guerra Civil de Espanha
24 Set 2026
Exposição será inaugurada a 29 de Setembro na FCSH
Oportunidades
Investigador/a Júnior — Projecto PETROSINES
30 Out
Prazo: 30 Outubro 2026




