Víctor Barros e Aurora Almada e Santos contribuem para nova exposição no Museu do Aljube
Abr 22, 2025 | Notícias

Víctor Barros e Aurora Almada e Santos foram dois dos investigadores convidados a colaborar na elaboração da exposição “Antes de ser independência foi luta de libertação”, recentemente inaugurada no Museu do Aljube — Resistência e Liberdade, com curadoria de Rita Rato.
Surgindo na sequência de uma outra — “Ato (DES)colonial” —, a exposição está integrada na programação que assinala os 50 anos das independências das colónias portuguesas, “trazendo à tona as múltiplas formas de resistências que se levantaram contra o colonialismo”. Resultou do trabalho de exploração dos fundos dos documentais doados ao Museu, “desejando que gere mais pensamento e acção anti-colonial e anti-racista, abolicionista de todas as formas de violência”.
Em entrevista à Bantumen, Victor Barros considerou que foi um desafio comunicar para um público não académico “um conjunto de ideias e reflexões para nós pensarmos como é que a ideia ou a memória da luta pela independência pode nos inspirar para nós repensarmos as cosmologias políticas e a forma de conectarmos novas lutas contra sistemas e contra a reprodução de desigualdades estruturais, inclusive da própria dominação global, do qual o próprio racismo é um dos pontos fulcrais dessa pós-colonialidade em que nós vivemos actualmente”. Já Aurora Almada e Santos realçou que “não conseguimos perceber o 25 de Abril sem perceber a luta anti-colonial, sem perceber a luta armada em Angola, Moçambique e Guiné”.
Além dos investigadores do IHC, colaboraram também na exposição Kitty Furtado e Miguel de Barros. A exposição contou também com o apoio da Associação Tchiweka de Documentação e do African Activist Archive. Estará patente até 31 de Janeiro de 2026.
Foto: Rita Rato, Víctor Barros e Aurora Almada e Santos na inauguração da exposição (Crédito: José Frade / EGEAC).
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