A Formação do Poder de Estado em Portugal: Processos de Institucionalização de 1890 a 1986
Coordenador:
José Neves
Financiamento:
Fundação para a Ciência e Tecnologia (Ref. PTDC/HIS-HIS/104166/2008)
Duração:
Abril 2010 — Setembro 2013
Equipa:
Jorge Ramos do Ó, Joana Estorninho de Almeida, Luís Trindade, Ricardo Noronha, Victor Pereira, Marcos Cardão, Tiago Avó, Pedro Martins, Diogo Duarte, Diego Palacios Cerezales, Frederico Ágoas, Elisa Lopes da Silva
Outras instituições participantes:
Universidad Complutense de Madrid e Birkbeck, University of London
Objectivos alcançados pelo projecto:
- Foram identificados os processos mais decisivos para a constituição dos poderes de Estado no Portugal Contemporâneo, processos que se aproximaram independentemente da sua natureza temática e na medida em que constituíram, em conjunto, capítulos distintos mas complementares de uma narrativa mais vasta: a da construção do Portugal contemporâneo. Esta narrativa encontra-se consubstanciada, de forma mais sistemática, no livro The Making of Modern Portugal, editado por Luís Trindade em 2013 (Cambridge Scholars Publishing).
- A nível da análise dos domínios específicos da actuação do Estado, não apenas contribuiu para aprofundar o conhecimento dos domínios inicialmente indicados, como também foram investigadors domínios inicialmente pouco considerados no projecto; a este nível, devem ser destacados, nomeadamente, os contributos do projecto para o estudo das relações entre Estado e movimentos sociais. Estes contributos, em termos de publicações, encontram-se consubstanciados de forma mais visível no livro publicado Portugal à Coronhada – Protesto Popular e Ordem Pública no Portugal Contemporâneo (de Diego Palacios Cerezales, 2011) e no livro Estranhos Corpos Políticos – O Nascimento do Movimento Social em Portugal (também de Diego Palacios Cerezales, 2014).
- O projecto contribuiu para o estudo das relações entre Estado e Saberes, quer através das publicações realizadas (com destaque para o livro Estado, Ciência e Sociedade – Contributos para a História da Sociologia em Portugal (no prelo), quer da reunião de materiais que formam uma base de dados disponível a futuras investigações
(website Memory Bank for the Portuguese Bureaucracy). - O projecto contribuiu para o cruzamento entre alguns dos principais contributos bibliográficos no âmbito da História Social e da História do Poder e investigações relativas ao Portugal Contemporâneo, deste modo participando nos debates internacionais inscrevendo nos mesmos o caso português. A face mais visível deste trabalho é o livro Da Economia Moral da Multidão à Arte de Não Ser Governado – E.P.Thompson e James C. Scott na Ibéria (organizado por Diego Palacios Crezales, Fátima Sá e Melo Ferreira, José Neves, 2013).
Outros Projectos
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo e Paula Meireles
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Coordenação: Irene Flunser Pimentel
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Coordenação: Victor Pereira
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo
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Coordenação: Luís Mendonça de Carvalho
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo
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Coordenação: Manuel Loff
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Coordenação: Nuno Severiano Teixeira
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Coordenação: Raquel Varela
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Coordenação: coord
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo
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Coordenação: Ana Isabel Queiroz
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo, José Maria Brandão de Brito e Alice Cunha
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Coordenação: Jorge Custódio
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Coordenação: Rui Lopes
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Coordenação: Rita Luís
Pesquisa
Agenda
janeiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 3 | Sábado, 31 Janeiro, 16:00
Burn!, Gillo Pontecorvo, Itália, França, 1969, 112’
Descrito como uma epopeia luxuriante “contada de um ponto de vista neo-marxista e fanoniano”, o filme de Pontecorvo que sucede a A Batalha de Argel (1966) é um drama anti-colonial situado no século XIX. Marlon Brando interpreta William Walker, um agente provocador enviado pelo governo britânico para fomentar a mudança de regime na ilha caribenha fictícia de Queimada. Walker é um mercenário ao serviço do imperialismo europeu que acaba envolvido num confronto direto com um revolucionário negro chamado José Dolores (interpretado pelo actor não profissional Evaristo Márquez). Com as suas imagens intensas e saturadas de cor, acompanhadas pela música de Ennio Morricone, Queimada! oferece uma visão contundente de uma rebelião de escravos que constitui uma ameaça existencial ao sistema colonial-capitalista.
Conversa com Rui Lopes e Rebeca Ávila
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum
Notícias
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