Política externa e regimes políticos: Portugal 1890-2010
Coordenador:
Nuno Severiano Teixeira
Financiamento:
Fundação para a Ciência e Tecnologia (Ref. PTDC/HIS-HIS/119671/2010)
Duração:
Março 2012 – Agosto 2015
Equipa:
António Costa Pinto, Pedro Tavares de Almeida, Daniel Marcos, Ana Mónica Fonseca, Patrícia Daehnhardt, Isabel Alcario, Edalina Sanches, Sónia Rodrigues, Júlia Korobtchenko
Outras instituições participantes:
Instituto Português de Relações Internacionais
Resumo:
A produção historiográfica sobre a política externa portuguesa tem-se centrado exclusivamente na análise dos resultados e do seu impacto político. Este projecto desloca o centro de análise dos resultados para o processo de formulação da política externa portuguesa. O Projecto cobre o período cronológico entre 1890 e 2010 e identifica as tendências de continuidade e mudança na política externa portuguesa, através dos diferentes regimes políticos. Neste sentido, desenvolve-se uma análise em três níveis fundamentais: os agentes, as estruturas institucionais e os processos de decisão política. Quem é o Ministro dos Negócios Estrangeiros em Portugal? Para responder a esta questão procede-se a uma análise prosopográfica para identificar o perfil dos responsáveis políticos do Ministério dos Negócios Estrangeiros (Ministros e Secretários de Estado). E quem são os embaixadores de Portugal? Mais uma vez, a análise prosopográfica permitirá desenhar o perfil dos chefes de legação (embaixadores) portugueses.
Caracterizada a elite política e diplomática, cumpre-se o objectivo de conhecer os principais agentes da formulação da política externa portuguesa. Que instrumentos têm para a execução da política externa portuguesa? Onde estão as embaixadas e os consulados de Portugal? Para responder a esta questão, analisa-se a evolução da estrutura orgânica do Ministério dos Negócios Estrangeiros e a evolução geográfica das redes diplomática e consular.
Como decidiu Portugal a entrada na Grande Guerra? Como decidiu entrar na NATO? E na Comunidade Europeia? Em síntese, como se tomam as decisões de política externa em Portugal. Para responder a esta pergunta, com base nas áreas sectoriais de interesse estratégico para Portugal e num conjunto de estudos de caso, proceder-se-á a uma análise das tomadas de decisão, no período considerado. O modelo da foreign policy analysis constituirá a referência teórica central para a interpretação do material empírico. O corpus documental será extensivamente de base arquivística, sem esquecer a bibliografia de referência. Este projecto reúne uma equipa multidisciplinar oriunda de história, de ciência política, de sociologia e de relações internacionais, o que contribuirá para uma análise mais integrada dos resultados do projecto.
Foram realizadas as seguintes iniciativas:
- Curso de Verão “Políticos e Diplomatas: Quem são as elites portuguesas que fazem a política externa” – Óbidos, 16 a 18 de Setembro de 2013.
- Curso de Verão “Os instrumentos da política externa Portuguesa: estrutura, representação e desafios de futuro” – Óbidos, 25 a 27 de Setembro de 2014.
- Conferência Internacional “The Politics of Foreign Policy-Making in Southern Europe” – Fundação Calouste Gulbenkian, 21 de Maio de 2015.
Outros Projectos
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo e Paula Meireles
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Coordenação: Irene Flunser Pimentel
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Coordenação: Victor Pereira
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo
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Coordenação: Luís Mendonça de Carvalho
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo
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Coordenação: Manuel Loff
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Coordenação: Nuno Severiano Teixeira
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Coordenação: Raquel Varela
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Coordenação: coord
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo
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Coordenação: Ana Isabel Queiroz
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Coordenação: Maria Fernanda Rollo, José Maria Brandão de Brito e Alice Cunha
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Coordenação: Jorge Custódio
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Coordenação: Rui Lopes
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Coordenação: Rita Luís
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Coordenação: Bárbara Direito
Pesquisa
Agenda
setembro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
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Detalhes do Evento
O segundo volume do livro de José Pedro Castanheira vai ser lançado no Liceu Camões, em Lisboa, com apresentação de Maria Inácia
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Detalhes do Evento
O segundo volume do livro de José Pedro Castanheira vai ser lançado no Liceu Camões, em Lisboa, com apresentação de Maria Inácia Rezola e Fernando Mendes.
Histórias da PIDE
Quando era a DGS de Caetano. Volume 2
A «evolução na continuidade» prometida em 1968 por Marcello Caetano nada alterou na temida e execrada polícia política da ditadura. Apenas mudou o nome: a salazarista PIDE passou a chamar‑se Direção‑Geral de Segurança (DGS). A «primavera marcelista», que desabrochara com o fim da deportação de Mário Soares em São Tomé, começou a murchar 18 meses depois, quando o socialista foi compelido ao exílio em Paris. Outra vítima foi Daniel Cabrita, militante clandestino do PCP, fundador e primeiro líder da Intersindical (atual CGTP), torturado, julgado e condenado, cuja mulher se suicidou quando ele estava preso na cadeia de Peniche. À atenção e vigilância da PIDE/DGS continuava a não escapar ninguém: nem os sucessivos patriarcas de Lisboa, nem os sete oficiais que viriam a fazer parte da Junta de Salvação Nacional do 25 de Abril de 1974. A violência da DGS atingiu o paroxismo nas colónias, testemunhada pela Cruz Vermelha Internacional: nas vésperas da revolução, em Moçambique a tortura prosseguia, em massa e até à morte.
Estas são algumas das Histórias da PIDE que José Pedro Castanheira investigou ao longo dos anos para o Expresso, e que ocorreram durante a governação de Marcello Caetano.
Mais informações sobre o livro
Tempo
(Quarta-feira) 6:30 pm - 8:00 pm
Organizador
Edições Tinta da China e Escola Secundária de Camões
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