Bárbara Direito

Biografia
Bárbara Direito, doutorada pela Universidade de Lisboa, é, desde Dezembro de 2025, Investigadora Auxiliar no Instituto de História Contemporânea, onde integra o grupo de investigação em História da Ciência, da Tecnologia e do Ambiente.
Entre Setembro de 2017 e Agosto de 2019 foi investigadora de pós-doutoramento, e, entre Setembro de 2019 e Outubro de 2025, investigadora contratada CEEC no CIUHCT — NOVA FCT, onde desenvolveu uma investigação sobre pecuária e políticas veterinárias em Moçambique colonial. Tem-se interessado por diferentes temas relacionados com a história de Moçambique nos séculos XIX e XX e, mais recentemente, com a história de Portugal no mesmo período, cruzando reflexões sobre ambiente, economia, saúde e ciência. Em 2020, publicou o livro Terra e colonialismo em Moçambique – A região de Manica e Sofala sob a Companhia de Moçambique, 1892-1942 (Lisboa, ICS), baseado na sua pesquisa de doutoramento. Tem vindo a participar em diversos projectos de investigação nacionais e estrangeiros, entre os quais, mais recentemente, o projecto CATTLE IN MOTION: Knowledge, circulation and environments in the history of cattle in Portugal, 1750-1960, do qual é investigadora principal.
Áreas de Investigação
- Colonialismo em África
- História ambiental
- História da ciência
- História económica e social
Publicações destacadas
- Direito, Bárbara, “From Squatters to Smallholders? Configurations of African Land Access in Central and Southern Colonial Mozambique,” in Colonial Land Legacies in the Portuguese-Speaking World, editado por Susanna Barnes e Laura S. Meitzner Yoder, 41-62. Calgary: University of Calgary Press, 2025. [PDF]🔓
- Direito, Bárbara. “Cattle Circulation, Beef Market Control Strategies, and African Agropastoralists in Southern Mozambique, 1900s–30s,” The Journal of African History 65 (2024): 191-206. [link]
- Direito, Bárbara. “ ‘A Livestock Country Cannot Be Improvised’: Cattle Improvement, Economic Ambitions, and the Environment in Southern Mozambique, 1910s–1940s,” South African Historical Journal 74 (2022): 205-230. [link]
- Direito, Bárbara. Terra e Colonialismo em Moçambique. A região de Manica e Sofala sob a Companhia de Moçambique, 1892-1942. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2020. [link]
Projectos principais
- Coordenadora do projecto “CATTLE IN MOTION: Conhecimento, circulação e ambiente na história do gado bovino em Portugal, 1750-1960” — Acolhido pelo CIUHCT e IHC e financiado pela Fundação para a Ciência Tecnologia (2023.12421.PEX). 2025-2026
- Colaboradora no projecto “Constructing climate coloniality: Histories, knowledges and materialities of climate adaptation in southern Africa” — Coordenado por Matthew Hannaford (University of Nottingham) e financiado pelo UK Research and Innovation (UKRI, MR/Y018281/1). 2024-2025
- Investigadora no projecto “Climate history of nineteenth-century Mozambique” — Coordenado por Matthew Hannaford (University of Nottingham) e financiado pela British Academy e Leverhulme Small Research Grants (SRG22\220361). 2023-2024
Pesquisa
Agenda
abril, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Conferência de homenagem a Marc Bloch, no ano da sua entrada no Panteão da República Francesa, onde será reavaliada criticamente a força operatória da sua obra no nosso presente.
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Detalhes do Evento
Conferência de homenagem a Marc Bloch, no ano da sua entrada no Panteão da República Francesa, onde será reavaliada criticamente a força operatória da sua obra no nosso presente.
Marc Bloch, renovador da História
Marc Bloch será solenemente homenageado com a sua entrada no Panteão da República Francesa, em Junho de 2026. Este gesto simbólico representa muito mais do que uma consagração póstuma: é o reconhecimento de uma personalidade singular cuja vida e a obra marcaram de forma indelével a historiografia contemporânea e, com ela, a própria ideia de compromisso intelectual no século XX. Esta conferência associa-se a estas comemorações não apenas para celebrar o autor, mas para reavaliar criticamente a força operatória da sua obra no nosso presente.
O encontro propõe uma reflexão sobre o lugar da história como ciência social e sobre a actualidade do pensamento de Marc Bloch. Para além da dimensão comemorativa, a conferência centra-se na análise crítica do seu legado, tendo em conta questões contemporâneas como a relação entre passado e presente, o uso público da história e os desafios colocados à produção do conhecimento histórico. Com contributos de investigadores/as de diferentes áreas das ciências sociais e humanas, pretende-se contribuir para um diálogo interdisciplinar, enquadramento que permitirá discutir métodos, objectos e abordagens da história em articulação com outras disciplinas.
Os trabalhos organizam-se em torno de vários eixos temáticos, incluindo a história como ciência social, a problemática do tempo histórico, a história do presente, a obra medievalista de Bloch, bem como questões de método e de epistemologia. Estes temas retomam aspectos centrais do seu pensamento e incentivam a sua reavaliação no contexto atual.
A conferência contribui para o intercâmbio académico e para a discussão de linhas de investigação em curso, com particular relevância para o contexto português. Ao mesmo tempo, sublinha a importância do papel do historiador na análise crítica do presente e na construção do conhecimento histórico.
Programa:
9 de Abril
10h30 – Sessão de abertura
Suzette Bloch – Marc Bloch, genealogia e legado familiar
Diogo Ramada Curto (BNP) – Marc Bloch e os Annales durante a Ocupação
11h30 – A história como ciência do presente
Christophe Prochasson (EHESS) – Marc Bloch et le temps présent
12h30 – Almoço
14h00 – A história como ciência social. O advento de um novo paradigma e a sua persistência em nossos dias
Luís Reis Torgal (Universidade de Coimbra), Marc Bloch e nós. Reflexões sobre a História, com Memória
Maria de Lurdes Rosa (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST), Repensando e reconfigurando o método histórico na Apologia da História
Tommaso di Carpegna Falconieri (Universidade de Urbino) – Teaching Historical Research Methodology with Bloch’s ‘The Historian’s Craft’: some notes after almost thirty years of experience
15h20 – Pausa
15h40 – Recepção e atualidade da obra
João Paulo Avelãs Nunes (Universidade de Coimbra) – Marc Bloch observado a partir da Universidade de Coimbra: do pós-Primeira Grande Guerra ao pós-Guerra Fria
Pedro Martins (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST) – Marc Bloch e Vitorino Magalhães Godinho: diálogos e convergências
Victor Pereira (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST) – Marc Bloch em Portugal: A Sociedade Portuguesa de História da Civilização
10 de Abril
10h30 – Abertura do segundo dia
Jean-Claude Schmitt (EHESS) – Marc Bloch, pionnier de l’histoire des mentalités ?
11h30 – Marc Bloch, medievalista. Aportes e balanços da obra empírica
Luís Miguel Duarte (Universidade do Porto), Os inclassificáveis Reis taumaturgos
André Evangelista Marques (IEM – NOVA FCSH), March Bloch ruralista, ou sempre o ogre farejador de homens: em torno dos Caractères originaux de l’histoire rurale française
Luís Filipe Oliveira (IEM – NOVA FCSH), Comparar na sincronia e na diacronia: Os senhorios franceses e ingleses
Maria João Branco (IEM – NOVA FCSH), La Société Féodale, então e agora: continuidades e rupturas
13h10 – Almoço
14h40 – Aberturas historiográficas
Felipe Brandi (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST) – O ‘erro’ como ‘sintoma’ de um estado social: Marc Bloch frente aos rumores, às alucinações e às fausses nouvelles
Miguel Palmeira (USP), Interrogar o passado e interpelar o presente: Marc Bloch e o bom uso da erudição
João Luís Lisboa (CHAM – NOVA FCSH), Marc Bloch e a renovação dos estudos históricos em França e alhures
16h00 – Pausa
16h20 – Resistência, testemunho e memória: o intelectual e o combate no século
Filipe Themudo Barata (Universidade de Évora) – Um historiador, um cientista social e, acima de tudo, um cidadão
Gerardo Vidal (Associação de História e Arqueologia de Sabrosa, AHAS) – Seguir Marc Bloch: entre a História e a esperança
17h20 – Encerramento
Peter Schöttler (Freie Universität Berlin) – Marc Bloch, la politique et le nazisme
Suzette Bloch – Panteonização: uma segunda vida para Marc Bloch?
>> Descarregar o programa (PDF) <<
Organização: IHC, com a colaboração do CHAM, do IFP, do IEM e da BNP
Tempo
9 (Quinta-feira) 10:30 am - 10 (Sexta-feira) 6:00 pm
Organizador
Várias instituições

Detalhes do Evento
Conversa entre Aurora Almada e Santos e Hélène Dumas sobre o massacre dos Tutsis no Ruanda. Conversa entre Aurora Almada e Santos e Hélène Dumas sobre o massacre dos
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Detalhes do Evento
Conversa entre Aurora Almada e Santos e Hélène Dumas sobre o massacre dos Tutsis no Ruanda.
Conversa entre Aurora Almada e Santos e Hélène Dumas sobre o massacre dos Tutsis no Ruanda
Sobre Hélène Dumas:
Hélène Dumas é historiadora e investigadora no Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS-CESPRA-EHESS) de França. A sua investigação centra-se na história do genocídio contra os Tutsis no Ruanda. Após uma primeira fase de investigação dedicada às dinâmicas da violência ao nível micro, através da análise das audiências dos tribunais gacaca, dedica-se agora à história das vítimas e sobreviventes, com especial foco nas experiências das crianças. Publicou Beyond Despair. The Rwanda Genocide against the Tutsi through the Eyes of Children, traduzido por Catherine Porter, Nova Iorque, Fordham UP, 2024.
Tempo
(Sexta-feira) 3:00 pm - 4:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboacomunicacao.ihc@fcsh.unl.pt Avenida de Berna, 26C — 1069-061 Lisboa
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