
Entre 2 e 31 de Março, a Cinemateca Portuguesa vai acolher o ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional, com curadoria de Rui Lopes. O ciclo mostra como Lisboa foi uma presença recorrente em thrillers sobre espionagem, redes criminosas e outros tipos de conspiração.
A inserção da capital portuguesa num sub-género do thriller, centrado em tramas de espionagem, redes criminosas e outros tipos de intriga internacional é uma faceta menos conhecida das muitas ligações de Lisboa ao cinema — e tem sido objecto de estudo por parte de Rui Lopes. Nos 20 filmes seleccionados para este ciclo, Lisboa “aparece ora como palco central ora como cenário passageiro, atraindo espiões fictícios e cineastas reais, ainda que em regra sob a forma de enredos mirabolantes e abertamente artificiais, desde grandes produções a filmes de série B.” As fitas “percorrem grande parte do século XX, oriundos dos EUA, Itália, França, Espanha, Reino Unido, Alemanha e União Soviética, deixando entrever na sua diversidade uma continuidade cinematográfica, com situações, personagens-tipo e espaços recorrentes, do Terreiro do Paço ao Castelo de São Jorge.”
Para a sessão de abertura do ciclo, agendada para o final da tarde de 2 de Março e que contará com a presença do historiador do IHC, foi seleccionado o filme Lisbon, de Ray Milland (Estados Unidos, 1956 – 91 min). Protagonizado pelo próprio Ray Milland, Maureen O’Hara, Yvonne Furneaux e Claude Rains, relata a aventura de um contrabandista americano baseado em Lisboa que é contratado para resgatar um rico industrial por trás da Cortina de Ferro. Nessa noite, pelas 21h30, será também exibido 7 Balas Para Selma, de António de Macedo (Portugal, 1967 – 108 min) — um de dois filmes portugueses integrados no ciclo, que representa a capital sob o prisma das aventuras de super-espiões.
Em conjunto com a exibição dos filmes, o ciclo compreende também um conjunto de actividades paralelas em diferentes locais da cidade:
- 6 de Março, na Casa do Comum, às 18h: Dinâmicas Culturais Transnacionais: Cultura e luta entre duas capitais, uma conversa sobre Paris e a resistência ao Estado Novo, com Luís Trindade, Víctor Barros e Victor Pereira; organizada em colaboração com o Institut Français;
- 7 de Março, na Cinemateca, às 16h: Olhares sobre Lisboa, Capital do Cinema de Intriga Internacional, uma mesa-redonda sobre a relação entre Lisboa, cinema, espionagem e turismo, com Rui Lopes, Inês Sapeta Dias, Sofia Sampaio e Richard Rhys Davies;
- 10 de Março, no Goethe Institut, às 18h30: Encontros clandestinos na capital da espionagem: As relações luso-alemãs em Lisboa entre as décadas de 1940 e 1970, uma conversa sobre momentos de secretismo nas relações luso-alemãs, da diplomacia ao teatro e literatura, com Fernando Clara, Vera San Payo de Lemos, Jürgen Bock e Manuela Ribeiro Sanches; organizada com colaboração com o Goethe Institut Lissabon;
- 11 de Março, no Instituto Cervantes, às 18h: Lisboa, Madrid, Europa, conversa sobre o contexto do desarrollismo na Espanha franquista e o seu imaginário cinematográfico, com Ana Algara, Manuel Loff, Rúben Pérez Trujillano e Rita Luís; organizada em colaboração com o Instituto Cervantes de Lisboa.
- 17 de Março, na FLAD, às 17h30: Between Culture and Diplomacy: US / Portugal relations in the 1940s-70s, um workshop sobre a diplomacia cultural do Estado Novo na relação com os Estados Unidos da América, com Frédéric Vidal, Miguel Moniz, Sara Antunes, Annarita Gori e Rui Lopes; inclui ainda a exibição do documentário Adventures in the Empire: a mistold story (Rui Lopes, 2024); organizada em colaboração com a FLAD, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.
- 13 e 21 de Março, às 17h00: duas visitas guiadas, com João Rosmaninho e Rui Lopes, respectivamente, por lugares de rodagem e acção dos filmes do ciclo, com ponto de encontro e de partida no Largo de Santo Estêvão.
O ciclo terá ainda um prólogo, com a realização de uma conferência final, a ter lugar no dia 20 de Maio no Istituto Italiano di Cultura di Lisbona. Sob o mote Decifrar o século XX entre Itália e Portugal, irá revisitar os temas do ciclo, com destaque para pontos de contacto entre a história e cultura de Portugal e Itália, do cinema à militância política.
Este conjunto de iniciativas resultaram de uma colaboração entre a Cinemateca Portuguesa, o Instituto de História Contemporânea e o projecto ExPORT (baseado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), com apoio da Fundação Luso-America para o Desenvolvimento, do Istituto Italiano di Cultura di Lisbona, do Institut français du Portugal, do Instituto Cervantes de Lisboa e da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa.
O programa completo pode ser consultado neste link (PDF).
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