Victor Pereira

Economia e Sociedade
Contacto:
victorpereira_ihc@fcsh.unl.pt
Biografia
Victor Pereira é doutorado em História Contemporânea pelo Institut d’Études Politiques de Paris (2007). Professor Auxiliar na Université de Pau et des Pays de l’Adour entre 2010 e 2021, é actualmente Investigador Principal no Instituto de História Contemporânea.
Integra o conselho de redacção de várias revistas científicas (Lusotopie, Histoire@politique, Análise social, Exils et migrations ibériques au XXème siècle). Coordenou, com Nuno Domingos, o livro O Estado Novo em questão (Edições 70, 2010) e publicou A ditadura de Salazar e a emigração. O Estado português e os migrantes em França (1957-1974) (Temas e debates, 2014). Colaborou com o Musée National de l’histoire de l’Immigration (Paris) e participou na construção de exposições (Refuser la guerre coloniale, Paris, 2019, 1940 : l’exil pour la vie, Bordeaux, 2020-2021).
Áreas de Investigação
- Migrações
- Exílio
- Estado Novo
- História do desporto
Publicações destacadas
- Pereira, Victor. “Les Portugais en France pendant mai-juin 1968,” Revista de História das Ideias 38 (2020): 269-305. [PDF]
- Pereira, Victor, “Portugal and Human Trafficking (1822–2018),” in The Palgrave International Handbook of Human Trafficking, editado por John Winterdyk e Jackie Jones, 355-364. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2019: https://doi.org/10.1007/978-3-319-63192-9_115-1. [link]
- Pereira, Victor. A ditadura de Salazar e a emigração. O Estado português e os seus migrantes (1957-1974). Lisboa: Temas e Debates, 2014. [link]
- Pereira, Victor. “Emigração e desenvolvimento da previdência social em Portugal,” Análise Social 192 (2009): 471-510. [PDF]
Projectos principais
- Investigador principal do projecto “Whites who sell everything’. Portuguese shopkeepers in Rio de Janeiro, Kinshasa and Paris (XIXth-XXIth century)” — Acolhido pelo IHC – NOVA FCSH e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (2020.03576.CEECIND). 2021-
- Investigador no projecto “RECURUT – Recuperación histórica de las rutas migratorias” — Coordenado por Roberto Ceamanos Llorens e Julián Casanova (Universidad de Zaragoza) e Laurent Jalabert (Université de Pau et des Pays de l’Adour) e financiado pelo programa POCTEFA – Programa INTERREG V-A España-Francia-Andorra. 2014-2015 [link]
- Coordenador do projecto “Além do fracasso e do maquiavelismo. A emigração irregular portuguesa para a França, 1957-1974” — Acolhido pelo IHC – NOVA FCSH e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (PTDC/HIS-HIS/103810/2008). 2010-2013
- Investigador no projecto “A Formação do Poder de Estado em Portugal: Processos de Institucionalização de 1890 a 1986” — Coordenado por José Neves (IHC – NOVA FCSH) e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (PTDC/HIS/HIS/104166/2008). 2010-2013
- Investigador no projecto “Imaginando o Portugal Moderno? O papel do futebol na construcäo de comunidades e “Portugalidade” em seis contextos diaspóricos” — Coordenado por Nina Clara Tiesler (ICS – ULisboa) e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (PTDC/SDE/75437/2006). 2007-2010
Pesquisa
Agenda
maio, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária e do seu papel na leitura dos processos
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Conferência que tem como objectivo examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária e do seu papel na leitura dos processos sociais.
Literatura e Sociedade
As ciências sociais podem ser literárias, propôs Ivan Jablonka, com o derrubamento da fronteira entre a literatura e a História. Para explorar essa relação feliz, convidámos um conjunto de pesquisadores/as a examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária, escolhida pelos participantes, e do seu papel na leitura dos processos sociais. A etnografia, a história, a sociologia, a ciência política, os estudos culturais, contribuem com factos e conceitos, a literatura trabalha-os pela escrita, para ultrapassar as fronteiras entre o íntimo e subjetivo, os temas graves e colectivos, os acontecimentos, as sociedades, as instituições, as resistências e os movimentos sociais. Como recordava Maurice Godelier, a ficção contém mais do que o imaginado e imaginário, porque ajusta ao suporte de um livro vários componentes dos mundos, reais e irreais, com personagens, acontecimentos, símbolos, conferindo legibilidade às sociedades e suas dimensões. Quer o passado, cujo conhecimento resulta do trabalho sobre fontes de diversa etiologia, que abrem o campo das possibilidades do conhecimento, quer os futuros em disputa, de modo prospectivo, confrontam quem investiga com campos de possibilidades. Seja pela base documental, seja pelo encadeamento causal, a literatura não é só um mundo de seres imaginários, oposto ao mundo da realidade efectiva. Com Jacques Rancière, consideramos que a ficção é uma estrutura de racionalidade que permite comparar traços esparsos na construção de situações e de personagens identificáveis, designar acontecimentos, estabelecer ligações entre esses acontecimentos e dar-lhes um sentido. É dessa matéria que partimos nesta conferência.
Organização:
Maria Alice Samara (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Débora Dias (CHAM — NOVA FCSH)
Elena Freire (USC)
Paula Godinho (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Locais:
Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa
Casa da Achada — Centro Mário Dionísio, Lisboa
Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira
Tempo
14 (Quinta-feira) 9:30 am - 16 (Sábado) 5:00 pm
Localização
Vários locais
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e CHAM - Centro de Humanidades

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Espaço de discussão sobre os processos de internacionalização da ciência e seus impactos na produção e circulação do conhecimento. Ciência e Internacionalização: A Pesquisa no Jardim do Mundo O seminário
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Espaço de discussão sobre os processos de internacionalização da ciência e seus impactos na produção e circulação do conhecimento.
Ciência e Internacionalização: A Pesquisa no Jardim do Mundo
O seminário A Ciência e a Internacionalização: a pesquisa no jardim do mundo propõe um espaço de discussão sobre os processos de internacionalização da ciência e seus impactos na produção e circulação do conhecimento. A programação contará com a participação de grupos de pesquisa que apresentarão seus projetos, destacando experiências, parcerias institucionais e estratégias de inserção em redes académicas nacionais e internacionais. As exposições visam evidenciar práticas, desafios e perspectivas no desenvolvimento de pesquisas em diálogo com diferentes contextos globais.
O encontro destina-se a investigadores/as, estudantes e demais interessados/as na temática, promovendo a troca de conhecimentos e o fortalecimento de iniciativas colaborativas no campo científico.
Tempo
(Sexta-feira) 5:00 pm - 10:00 pm
Localização
Link a divulgar a quem se inscrever
Plataforma Zoom
Organizador
Várias instituições

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Uma conversa entre Anna Dobrowolska, autora do livro "Polish Sexual Revolutions", Anita Buhin e Giulia Strippoli. Polish Sexual Revolutions: Negotiating Sexuality and Modernity behind the Iron Curtain A conversation
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Uma conversa entre Anna Dobrowolska, autora do livro “Polish Sexual Revolutions”, Anita Buhin e Giulia Strippoli.
Polish Sexual Revolutions:
Negotiating Sexuality and Modernity behind the Iron Curtain
A conversation between Anna Dobrowolska, author of the book Polish Sexual Revolutions (Oxford University Press, 2025), and Anita Buhin and Giulia Strippoli.
About the book:
Polish Sexual Revolutions: Negotiating Sexuality and Modernity behind the Iron Curtain studies the history of sexuality in state-socialist Poland in its European and global contexts, focusing on how communism transformed both sexual discourses and intimate practices between 1945 and 1989. It reconfigures our understanding of the sexual revolution, departing from the case study of Poland to complicate the oversimplified and much-misused concepts of ‘sexual modernity’ and ‘progress’. Engaging with the most recent scholarship on sexuality in East Central Europe and a wide range of unused primary material, including visual and material sources, the monograph reassesses the role played by communist states in modernising their citizens’ approaches to sex. Contrary to the stereotype which perceives the region as ‘lagging behind’ the West in sexual matters and having to ‘catch up’ after 1989, the book sheds light on the ambiguous and progressive histories of state-socialist entanglements with sex to showcase alternative visions of sexual liberation. In so doing, and by focusing on forgotten genealogies of discussions of sexuality, the monograph historicises the roots of contemporary debates on sex education, LGBTQ+ and women’s rights in the region.
Tempo
(Sexta-feira) 6:00 pm - 7:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Livraria Tigre de Papel

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O novo livro de Francisco Bairrão Ruivo, sobre as FP-25, vai ser lançado na Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa, com apresentação de
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O novo livro de Francisco Bairrão Ruivo, sobre as FP-25, vai ser lançado na Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa, com apresentação de Luís Trindade.
As FP-25 e o Pós-Revolução. «Normalização» e violência política
Acontece no dia 15 de Maio, às 18h30, na Biblioteca Palácio Galveias, em Lisboa, o lançamento do livro “As FP-25 e o Pós-Revolução”, de Francisco Bairrão Ruivo. Com apresentação de Luís Trindade.
Sobre o livro:
«E depois da revolução?» é a questão de partida para um livro onde, a partir das FP‑25 e da pesquisa para o filme Projecto Global, se olha para o fim dos anos 70 e início dos anos 80 do século XX, que já não são de Revolução, mas de uma dita «normalização democrática». Um tempo em que o recuo da violência terrorista de extrema‑direita se cruza com o início da violência terrorista da extrema‑esquerda. Uma espécie de Anos de Chumbo portugueses. Desvenda‑se aqui a história violenta e perturbante das FP‑25, em muitos aspectos ainda por conhecer, quem eram os seus militantes, quais as suas origens, como foram as suas acções, quais as suas vítimas e qual o seu fim. Inevitavelmente, faz‑se também uma reflexão sobre a forma como as FP‑25 são pensadas agora, 46 anos depois.
Mais informações sobre o livro
Tempo
(Sexta-feira) 6:30 pm - 7:30 pm
Organizador
Edições Tinta da China e Biblioteca Palácio Galveias
Notícias
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