Rubén Pérez Trujillano

História Política — Regimes, Transições e Memória
Contacto:
rtrujillano@fcsh.unl.pt
Biografia
Rubén Pérez Trujillano (1991) licenciou-se em Direito na Universidad de Granada (2014) e completou o mestrado em Direito Constitucional na Universidad de Sevilla (2015). Concluiu o seu Doutoramento em História Legal em 2019 na Universidad de Sevilla. Foi docente na Universidad de Sevilla, University of Sheffield, Universidad Internacional de La Rioja e Universidad de Granada. Recebeu o Prémio Memorial Blas Infante em 2016.
Investiga e publica, sobretudo, sobre a história legal e política da Espanha contemporânea. Actualmente, está a estudar as relações entre as práticas judiciais e o poder político no quadro do projecto de investigação “Constitutionalism and Justice: Bureaucracy, Army and Rule of Law during the Spanish Second Republic in Peace and War (1931-1939)“.
Áreas de Investigação
- História da justiça
- História constitucional
- História do pensamento político e legal
- História do colonialismo
Publicações destacadas
- Pérez Trujillano, Rubén. “Los nacionalismos en el banquillo: la represión de los movimientos nacionalistas y autonomistas durante la Segunda República,” Ayer 135 (2024): 159–185. [link] 🔓
- Pérez Trujillano, Rubén. “Las reformas judiciales del primer bienio republicano (1931-1933),” Historia Constitucional 25 (2024): 399-466. [link] 🔓
- Pérez Trujillano, Rubén. Jueces contra la República: el poder judicial frente a las reformas republicanas. Madrid: Editorial Dykinson / Universidad Carlos III de Madrid, 2024. [link] 🔓
- Pérez Trujillano, Rubén. Ruido de togas. Justicia política y polarización social durante la República (1931-1936). Valência: Tirant lo Blanch, 2024. [link]
Projectos principais
- Projecto individual “Constitutionalism and Justice: Continuities and Ruptures between Social Movements, Bureaucracy and Army during the Spanish Second Republic in Peace and War (1931-1939)” — Acolhido pelo IHC e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (2022.08421.CEECIND). 2024-2030
- Projecto individual de pós-doutoramento “Interwar Constitutionalism, Labour Market and Justice: Continuities and Ruptures between Social Movements and Bureaucracy during the Spanish Second Republic (1931-1936)” — Acolhido e financiado pelo IHC, através de fundos da Fundação para a Ciência e Tecnologia (UIDB/04209/2020). 2021-2022
- Membro do grupo “Seminario Permanente de Estudios Contemporáneos” — Coordenado por Ángel Luis López Villaverde (Universidad de Castilla-La Mancha) e financiado pela Universidad de Castilla-La Mancha.
Pesquisa
Agenda
fevereiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 5 | Sábado, 14 Fevereiro, 16:00
You hide me, Nii Kwate Owoo, Gana, Reino Unido, 1970, 17’
Esta curta-metragem revela de forma crua e directa as contradições de um sistema museológico que legitima séculos de violência colonial. A câmara percorre vitrinas, depósitos e corredores dos acervos do Museu Britânico em Londres, transformando o inventário em denúncia: cada objecto exposto é também um testemunho das condições em que foi retirado do seu contexto original. O gesto do realizador, simples mas radical, assume-se como um show-and-tell político, convocando tanto a urgência da restituição material quanto a necessidade de repensar narrativas históricas dominantes. Proibido em território ganês mas hoje visto como um marco do cinema anti-colonial, este filme recorda-nos que a luta pela devolução do património não é apenas simbólica, mas profundamente ligada a questões de justiça histórica.
Soleil Ô, Med Hondo, 1970, França, Mauritania, 112’
Um grito de resistência contra a opressão racista e um marco revolucionário do cinema político, esta primeira longa-metragem do realizador mauritano Med Hondo constitui um ataque ao capitalismo e ao colonialismo. Soleil Ô acompanha a trajectória de um jovem imigrante que parte rumo a Paris em busca de trabalho e de uma comunidade. Rapidamente descobre uma sociedade hostil, onde a sua simples presença gera medo e desconfiança. Hondo recorre a uma linguagem cinematográfica experimental para denunciar as contradições da metrópole pós-colonial: a promessa de integração convive com mecanismos de exclusão sistemática. O filme não só denuncia as condições de marginalização vividas por milhares de migrantes africanos em França, como se afirma como um manifesto artístico de emancipação e resistência. Meio século depois da sua estreia, Soleil Ô permanece uma obra de referência incontornável, cuja energia estética e política continua a interpelar espectadores de diferentes gerações.
Conversa com Ângela Ferreira, Flávio Almada, Henrique Entratice, Víctor Barros. Moderação de Sofia Victorino
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Cinema Fernando Lopes
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