Maíra Zenun

Cultura — Poder, Mediações e Artes
Contacto:
mairazenun@gmail.com
Biografia
Maíra Zenun (1982) é socióloga e artista transdisciplinar, curadora e poeta brasileira em trânsito, cuja trajetória articula ciências sociais, maternar, artes visuais e cinematográficas. Possui Mestrado em Fotografia Artística (IPCI/2022); Doutorado em Sociologia do Cinema, com a tese “A CIDADE E O CINEMA NEGRO: o caso FESPACO” (UFG/2019); Mestrado em Sociologia (UnB/2007). Integra o projeto FILMASPORA como bolseira.
Em 2016, participou da criação da Nêga Filmes, colectivo de mulheres negras que produz filmes, ensaios fotográficos, performances, livros, ministra cursos e organiza ciclos de cinema negro. Em 2020, teve publicado os ensaios “Boa sessão de cinema negro, Portugal” e “Feliz, cidade, Félicité? – ou notas breves sobre um filme anticolonialista”. Também passou a integrar como pesquisadora convidada, do projecto Memórias que vêm das palavras: olhares museológicos para as literaturas de mulheres negras da UFPA; e do grupo “Memória, Arte e Alteridade” da UFT. Em 2021, teve publicado o artigo “Cinemas negros: do recôncavo à kova” no livro Cinema Negro Baiano. Em 2023, teve o ensaio crítico “Sobre como o tempo encontra a água em Filhas de Lavadeiras” publicado no Caderno de Crítica, e também o artigo “Sobre a Produção de Conhecimento em Diálogo com a Vida ou pela Existência Negra Materna como Método de Escrita sobre um Cinema Anti Racista”, publicado no livro Diálogos de Campo – Pesquisas de Campo Participativas em Debate, lançado em Novembro de 2023.
Áreas de Investigação
- Sociologia da cultura
- Sociologia do cinema
- Metodologias científicas
Publicações destacadas
- Almada, Maíra Zenun, “Sobre como o tempo encontra a água em Filhas de Lavadeiras,” in Caderno de Crítica. Oralidade e escrita em narrativas audiovisuais contemporâneas realizadas por mulheres, organizado por Glaura Cardoso Vale et al., 25-28. Belo Horizonte: Filmes de Quintal e Rosa de Areia, 2023. [PDF]🔓
Projectos principais
- Bolseira no projecto “FILMASPORA — Filmes Populares na Diáspora: para uma nova cine-geografia da área metropolitana de Lisboa” — Coordenado por Catarina Laranjeiro (IHC — NOVA FCSH) e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (2023.11438.PEX). 2025-2026
Pesquisa
Agenda
maio, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária e do seu papel na leitura dos processos
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Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária e do seu papel na leitura dos processos sociais.
Literatura e Sociedade
As ciências sociais podem ser literárias, propôs Ivan Jablonka, com o derrubamento da fronteira entre a literatura e a História. Para explorar essa relação feliz, convidámos um conjunto de pesquisadores/as a examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária, escolhida pelos participantes, e do seu papel na leitura dos processos sociais. A etnografia, a história, a sociologia, a ciência política, os estudos culturais, contribuem com factos e conceitos, a literatura trabalha-os pela escrita, para ultrapassar as fronteiras entre o íntimo e subjetivo, os temas graves e colectivos, os acontecimentos, as sociedades, as instituições, as resistências e os movimentos sociais. Como recordava Maurice Godelier, a ficção contém mais do que o imaginado e imaginário, porque ajusta ao suporte de um livro vários componentes dos mundos, reais e irreais, com personagens, acontecimentos, símbolos, conferindo legibilidade às sociedades e suas dimensões. Quer o passado, cujo conhecimento resulta do trabalho sobre fontes de diversa etiologia, que abrem o campo das possibilidades do conhecimento, quer os futuros em disputa, de modo prospectivo, confrontam quem investiga com campos de possibilidades. Seja pela base documental, seja pelo encadeamento causal, a literatura não é só um mundo de seres imaginários, oposto ao mundo da realidade efectiva. Com Jacques Rancière, consideramos que a ficção é uma estrutura de racionalidade que permite comparar traços esparsos na construção de situações e de personagens identificáveis, designar acontecimentos, estabelecer ligações entre esses acontecimentos e dar-lhes um sentido. É dessa matéria que partimos nesta conferência.
Organização:
Maria Alice Samara (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Débora Dias (CHAM — NOVA FCSH)
Elena Freire (USC)
Paula Godinho (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Locais:
Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa
Casa da Achada — Centro Mário Dionísio, Lisboa
Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira
Tempo
14 (Quinta-feira) 9:30 am - 16 (Sábado) 5:00 pm
Localização
Vários locais
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e CHAM - Centro de Humanidades
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