Nuno Silas

Biografia
Nuno Silas é curador e director artístico, investigador multidisciplinar e artista cujo trabalho se centra na prática curatorial e na história das colecções museológicas. É doutorando em História e Filosofia da Ciência, com especialização em Museologia, na Universidade de Évora.
Colaborou com instituições de renome, tais como o Humboldt Forum, Iwalewahaus Bayreuth, Haus der Kulturen der Welt (HKW) em Berlim, EGEAC, CCFMA e Goethe Maputo. É licenciado pela Escola Superior de Artes e Design (Instituto Politécnico de Leiria, Caldas da Rainha) e frequentou um mestrado em Artes Verbais e Visuais Africanas na Universidade de Bayreuth (UB). Na UB, colaborou com projectos de investigação financiados pela DFG, tais como “‘Black Atlantic Revisited’ – African and South American UNESCO – World Heritage Sites and ‘Shadowed Spaces’ of Performative Memory” e “Multiple Artworks – Multiple Indian Ocean“. Foi co-curador e director artístico do projeto “Black Skin, White Masks: The Black Body in Presence” nas Galerias Municipais (EGEAC, Lisboa) e curador do projeto expositivo “Olhares Críticos sobre o Arquivo: Sombras e Memórias” (Memórias Difíceis e Descolonização em Portugal), organizado em colaboração com o Plano Nacional das Artes (PNA), o Instituto Paulo Freire de Berlim e o Instituto Goethe de Lisboa.
Áreas de Investigação
- Museologia
- Património colonial
- Prática artística
- Curadoria e arte contemporânea
Publicações destacadas
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Projectos principais
- “Revisiting colonial collections and cultural heritage in the post-colonial context: Slave trade memories in ethnographic collections in Mozambique, Portugal, Germany” — Dissertação de Doutoramento a ser apresentada à Universidade de Évora, sob orientação de Elisabete Pereira (IHC — Universidade de Évora) e Ute Fendler (University of Bayreuth).
- Colaborador no projecto “‘Black Atlantic Revisited’ – African and South American UNESCO World Heritage Sites and ‘Shadowed Spaces’ of Performative Memory” — Coordenado por Ute Fendler (University of Bayreuth) e financiado pela German Research Foundation. [link]
- Colaborador no projecto “Multiple Artworks – Multiple Indian Ocean” — Coordenado por Ute Fendler (University of Bayreuth) e financiado pela German Research Foundation. [link]
Pesquisa
Agenda
janeiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
Workshop
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 1 | Sábado, 17 Janeiro, 16:00
Chroniques fidèles survenues au siècle dernier à l’hôpital psychiatrique Blida-Joinville, Abdenour Zahzah, Algeria, França, 2024, 90’
1953, Argélia colonizada. Frantz Fanon, um jovem psiquiatra negro da Martinica, é nomeado médico-chefe do Hospital de Blida-Joinville. Ao pôr em prática as suas teorias de “psicoterapia institucional”, em oposição às teorias racistas da Escola de Psiquiatria de Argel, uma guerra irrompe dentro das próprias enfermarias. Esta longa-metragem centra-se nos métodos visionários de terapia social de Frantz Fanon durante o período em que trabalhou como psiquiatra na Argélia, entre 1953 e 1956.
Conversa com Ruth Wilson Gilmore, Mina Untalan e Lucas Manarte. Moderação de Manuela Ribeiro Sanches
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum
Notícias
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Ciclo de cinema em torno das relações entre a sua obra e esta forma de arte
Publicação do TRANSMAT debate legados e responsabilidades de museus portugueses
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Suplemento especial da revista História, Ciências, Saúde — Manguinhos
