Miguel Carmo

História da Ciência, da Tecnologia e do Ambiente
Contacto:
miguelcarmo@fcsh.unl.pt
Biografia
Miguel Carmo é Investigador Integrado no Instituto de História Contemporânea desde 2021, onde trabalha sobre história do fogo, história do arroz e história do solo, entre o período moderno e o século XX, procurando conectar dinâmicas ambientais, políticas, sociais e tecnocientíficas. Licenciou-se em engenharia do ambiente (IST, 2005) e fez o mestrado em Gestão do Território (NOVA FCSH, 2009), onde estudou as “preferências” de propagação dos incêndios rurais, ao norte de Portugal, sobre o mosaico de uso solo e características do terreno.
Após um período de interregno académico (2009-2012), durante o qual trabalhou em Moçambique e na Guiné-Bissau, fez o doutoramento em engenharia agronómica (ISA, 2018). Na dissertação, apresentou uma história ambiental da agricultura portuguesa, entre finais do século XIX e 1960, focada na expansão da cerealicultura, na transição dos sistemas de fertilização orgânica para a adubação química e na deterioração da fertilidade do solo agrícola, durante a Campanha do Trigo.
Foi membro da equipa do projeto “Amílcar Cabral, da História Política às Políticas da Memória” (PTDC/EPH-HIS/6964/2014), entre 2016 e 2019, e bolseiro de investigação no projeto “FIRESTORM – A Meteorologia e o Comportamento de Tempestades de Fogo” (PCIF/GFC/0109/2017), entre 2019 e 2021. É Investigador Principal no projecto “Paisagens de fogo: Uma história política e ambiental dos grandes incêndios em Portugal (1950-2020)” (PTDC/HAR-HIS/4425/2021), desde 2022, e Investigador Júnior contratado (CEECIND/07362/2023), desde 2024.
Áreas de Investigação
- História ambiental
- História rural
- História da agricultura
- Ciências ambientais
Publicações destacadas
- Sousa, Joana, Can Çinar, Miguel Carmo & Marco A. S. Malagoli. “Social and historical dimensions of wildfire research and the consideration given to practical knowledge: a systematic review,” Natural Hazards 114 (2022). [link]
- Carmo, Miguel, João Ferreira, Manuel Mendes, Álvaro Silva, Pedro Silva, Daniela Alves, Luís Reis, Ilda Novo & Domingos Xavier Viegas. “The climatology of extreme wildfires in Portugal, 1980–2018: Contributions to forecasting and preparedness,” International Journal of Climatology 42 (2022). [link] 🔓
- Carmo, Miguel & Tiago Domingos. “Agricultural expansion, soil degradation, and fertilization in Portugal, 1873-1960: From history to soil and back again,” Social Science History 45 (2021). [link]
- Carmo, Miguel, Joana Sousa, Pedro Varela, Ricardo Ventura & Manuel Bivar. “African knowledge transfer in Early Modern Portugal: Enslaved people and rice cultivation in Tagus and Sado rivers,” Diacronie 44 (2020): 45-66. [link] 🔓
Projectos principais
- Co-coordenador, com Ana Isabel Queiroz, do projecto “FIREUSES — Paisagens de fogo: Uma história política e ambiental dos grandes incêndios em Portugal (1950-2020)” — Acolhido pelo IHC e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (PTDC/HAR-HIS/4425/2021; https://doi.org/10.54499/PTDC/HAR-HIS/4425/2021). 2022-2025 [link]
- Projecto individual de pós-doutoramento “Planting fire, banning fire: The disputed historical grounds of large wildfires in Portugal, 1950-2020” — Acolhido e financiado pelo IHC, com fundos da Fundação para a Ciência e Tecnologia (UIDB/04209/2020). 2021-2024
- Bolseiro no projecto “FIRESTORM — A Meteorologia e o Comportamento de Tempestades de Fogo” — Coordenado por Domingos Xavier Viegas (ADAI) e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (PCIF/GFC/0109/2017).
Pesquisa
Agenda
abril, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
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Sessão de cinema
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Detalhes do Evento
Conferência de homenagem a Marc Bloch, no ano da sua entrada no Panteão da República Francesa, onde será reavaliada criticamente a força operatória da sua obra no nosso presente.
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Detalhes do Evento
Conferência de homenagem a Marc Bloch, no ano da sua entrada no Panteão da República Francesa, onde será reavaliada criticamente a força operatória da sua obra no nosso presente.
Marc Bloch, renovador da História
Marc Bloch será solenemente homenageado com a sua entrada no Panteão da República Francesa, em Junho de 2026. Este gesto simbólico representa muito mais do que uma consagração póstuma: é o reconhecimento de uma personalidade singular cuja vida e a obra marcaram de forma indelével a historiografia contemporânea e, com ela, a própria ideia de compromisso intelectual no século XX. Esta conferência associa-se a estas comemorações não apenas para celebrar o autor, mas para reavaliar criticamente a força operatória da sua obra no nosso presente.
O encontro propõe uma reflexão sobre o lugar da história como ciência social e sobre a actualidade do pensamento de Marc Bloch. Para além da dimensão comemorativa, a conferência centra-se na análise crítica do seu legado, tendo em conta questões contemporâneas como a relação entre passado e presente, o uso público da história e os desafios colocados à produção do conhecimento histórico. Com contributos de investigadores/as de diferentes áreas das ciências sociais e humanas, pretende-se contribuir para um diálogo interdisciplinar, enquadramento que permitirá discutir métodos, objectos e abordagens da história em articulação com outras disciplinas.
Os trabalhos organizam-se em torno de vários eixos temáticos, incluindo a história como ciência social, a problemática do tempo histórico, a história do presente, a obra medievalista de Bloch, bem como questões de método e de epistemologia. Estes temas retomam aspectos centrais do seu pensamento e incentivam a sua reavaliação no contexto atual.
A conferência contribui para o intercâmbio académico e para a discussão de linhas de investigação em curso, com particular relevância para o contexto português. Ao mesmo tempo, sublinha a importância do papel do historiador na análise crítica do presente e na construção do conhecimento histórico.
Programa:
9 de Abril
10h30 – Sessão de abertura
Suzette Bloch – Marc Bloch, genealogia e legado familiar
Diogo Ramada Curto (BNP) – Marc Bloch e os Annales durante a Ocupação
11h30 – A história como ciência do presente
Christophe Prochasson (EHESS) – Marc Bloch et le temps présent
12h30 – Almoço
14h00 – A história como ciência social. O advento de um novo paradigma e a sua persistência em nossos dias
Luís Reis Torgal (Universidade de Coimbra), Marc Bloch e nós. Reflexões sobre a História, com Memória
Maria de Lurdes Rosa (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST), Repensando e reconfigurando o método histórico na Apologia da História
Tommaso di Carpegna Falconieri (Universidade de Urbino) – Teaching Historical Research Methodology with Bloch’s ‘The Historian’s Craft’: some notes after almost thirty years of experience
15h20 – Pausa
15h40 – Recepção e atualidade da obra
João Paulo Avelãs Nunes (Universidade de Coimbra) – Marc Bloch observado a partir da Universidade de Coimbra: do pós-Primeira Grande Guerra ao pós-Guerra Fria
Pedro Martins (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST) – Marc Bloch e Vitorino Magalhães Godinho: diálogos e convergências
Victor Pereira (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST) – Marc Bloch em Portugal: A Sociedade Portuguesa de História da Civilização
10 de Abril
10h30 – Abertura do segundo dia
Jean-Claude Schmitt (EHESS) – Marc Bloch, pionnier de l’histoire des mentalités ?
11h30 – Marc Bloch, medievalista. Aportes e balanços da obra empírica
Luís Miguel Duarte (Universidade do Porto), Os inclassificáveis Reis taumaturgos
André Evangelista Marques (IEM – NOVA FCSH), March Bloch ruralista, ou sempre o ogre farejador de homens: em torno dos Caractères originaux de l’histoire rurale française
Luís Filipe Oliveira (IEM – NOVA FCSH), Comparar na sincronia e na diacronia: Os senhorios franceses e ingleses
Maria João Branco (IEM – NOVA FCSH), La Société Féodale, então e agora: continuidades e rupturas
13h10 – Almoço
14h40 – Aberturas historiográficas
Felipe Brandi (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST) – O ‘erro’ como ‘sintoma’ de um estado social: Marc Bloch frente aos rumores, às alucinações e às fausses nouvelles
Miguel Palmeira (USP), Interrogar o passado e interpelar o presente: Marc Bloch e o bom uso da erudição
João Luís Lisboa (CHAM – NOVA FCSH), Marc Bloch e a renovação dos estudos históricos em França e alhures
16h00 – Pausa
16h20 – Resistência, testemunho e memória: o intelectual e o combate no século
Filipe Themudo Barata (Universidade de Évora) – Um historiador, um cientista social e, acima de tudo, um cidadão
Gerardo Vidal (Associação de História e Arqueologia de Sabrosa, AHAS) – Seguir Marc Bloch: entre a História e a esperança
17h20 – Encerramento
Peter Schöttler (Freie Universität Berlin) – Marc Bloch, la politique et le nazisme
Suzette Bloch – Panteonização: uma segunda vida para Marc Bloch?
>> Descarregar o programa (PDF) <<
Organização: IHC, com a colaboração do CHAM, do IFP, do IEM e da BNP
Tempo
9 (Quinta-feira) 10:30 am - 10 (Sexta-feira) 6:00 pm
Organizador
Várias instituições
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