Maria do Mar Gago

História da Ciência, da Tecnologia e do Ambiente
Contacto:
mariagago@fcsh.unl.pt
Biografia
Maria do Mar Gago é historiadora da ciência e da tecnologia, interessada na história global das culturas, nomeadamente do café. Formou-se como bióloga, mas desde cedo se apercebeu de que não poderia compreender a prática contemporânea da ciência sem estudar a sua história.
De 2020 a 2022, foi bolseira Max Weber no Instituto Universitário Europeu em Florença, Itália. Está actualmente a trabalhar num livro baseado na sua tese de doutoramento, “Robusta Empire: Coffee, Scientists and the Making of Colonial Angola (1898-1961)“. Nesta obra, reúne a história da ciência e da tecnologia, a história ambiental e a história imperial para produzir uma narrativa matizada do café Robusta e do colonialismo português em Angola.
O seu projecto actual explora ainda mais as formas como o café e os cientistas moldaram a ordem social e política, mas desta vez a partir de uma perspectiva transnacional para além do caso português. Ao considerar as colecções de café como formas de geopoder, o projecto discute o papel dos cientistas na construção de agendas internacionais, nacionais e coloniais, e também a forma como as próprias plantas de café moldaram essas agendas. Os seus interesses anteriores incluem a relação entre a ciência e o regime autoritário de António Salazar.
Áreas de Investigação
- História
Publicações destacadas
- Gago, Maria, “Moving Coffee from the Cloud Forests of Colonial Angola to the Breakfast Tables of Main Street America, 1940–1961,” in Knowledge Flows in a Global Age. A Transnational Approach, editado por John Krige, 231-252. Chicago: University of Chicago Press, 2022. [link]
- Gago, Maria do Mar, “Logística e agronomia: imperialismo português, hegemonia norte-americana e a coprodução do café angolano (1945-1956),” in A produção do mundo. Problemas logísticos e sítios críticos, organizado por Andrea Pavoni e Franco Tomassoni, 299-317. Lisboa: Livros Outro Modo, 2022. [link]
- Gago, Maria do Mar, “How green was Portuguese colonialism? Agronomists and coffee in interwar Angola,” in Changing Societies: Legacies and Challenges, vol.III. The diverse worlds of sustainability, editado por Ana Delicado, Nuno Domingos e Luís de Sousa, 229-246. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2018. [link]🔓
- Gago, Maria do Mar. “Things of Darkness: Genetics, Melanins and the Regime of Salazar (1936–1952),” Centaurus 57 (2015): 1-27. [link]
Projectos principais
- Projecto individual “Making Coffee Global: World Collections, African Forests and Geopower (1933-1961)” — Acolhido pelo IHC e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (2020.03783.CEECIND). 2021-2027
- “Robusta empire : coffee, scientists and the making of colonial Angola (1898-1961)” — Dissertação no âmbito Programa Doutoral em História da Universidade de Lisboa, orientada por Tiago Saraiva (ICS — ULisboa) e Staffan Müller-Wille (University of Cambridge). Projecto individual financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.
- Investigadora na equipa de produção da exposição “A Evolução de Darwin” — Coordenada por José Feijó e financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. 2009
Pesquisa
Agenda
janeiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 1 | Sábado, 17 Janeiro, 16:00
Chroniques fidèles survenues au siècle dernier à l’hôpital psychiatrique Blida-Joinville, Abdenour Zahzah, Algeria, França, 2024, 90’
1953, Argélia colonizada. Frantz Fanon, um jovem psiquiatra negro da Martinica, é nomeado médico-chefe do Hospital de Blida-Joinville. Ao pôr em prática as suas teorias de “psicoterapia institucional”, em oposição às teorias racistas da Escola de Psiquiatria de Argel, uma guerra irrompe dentro das próprias enfermarias. Esta longa-metragem centra-se nos métodos visionários de terapia social de Frantz Fanon durante o período em que trabalhou como psiquiatra na Argélia, entre 1953 e 1956.
Conversa com Ruth Wilson Gilmore, Mina Untalan e Lucas Manarte. Moderação de Manuela Ribeiro Sanches
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum
Notícias
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Suplemento especial da revista História, Ciências, Saúde — Manguinhos
