Jacqueline S. Silva

História da Ciência, da Tecnologia e do Ambiente
Contacto:
jacsouza@gmail.com
Biografia
Jacqueline S. Silva é museóloga e doutoranda em História e Filosofia da Ciência na Universidade de Évora. A sua investigação centra-se na história das instituições científicas e na trajectória das suas colecções, a circulação de saberes e práticas museológicas e os processos de patrimonialização científica. Integra o quadro do Museu Câmara Cascudo (UFRN), onde actua na documentação, preservação e divulgação de acervos científicos e culturais. Os seus interesses incluem a intersecção entre história da ciência, museologia e políticas de ciência e tecnologia, com foco especial no papel dos museus universitários na construção de identidades regionais e na educação científica. Participa em projetos de modernização de infraestrutura museológica e de digitalização de acervos, com ênfase na democratização do acesso ao património científico.
Áreas de Investigação
- História da ciência
- História das instituições científicas
- História das colecções
- Circulação de saberes e práticas científicas
Publicações destacadas
- Silva, Jacqueline Souza & Glaudson Freire de Albuquerque. “Contornando velhas dificuldades perante novas demandas: o Museu Câmara Cascudo da UFRN como estudo de caso,” Revista CPC 16 (2021): 112-143. [link] 🔓
- Silva, Jacqueline Souza, ““Os sábios da ciência” e a criação de um instituto científico no Rio Grande do Norte, Nordeste brasileiro (1950-1960),” in História Biográfica e Intelectual da Ciência e da Tecnologia: Atores, Ideias e Identidades, organizado por Tiago Bradão, 281-302. Lisboa: Instituto de História Contemporânea, 2017. [link] 🔓
- Silva, Jacqueline Souza. “Instituto de antropologia: um espaço para ciência no Rio Grande do Norte (1960-1973).” Dissertação de Mestrado em História, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2014. [link] 🔓
Projectos principais
- “De Instituto de Antropologia a Museu Câmara Cascudo – Trajetórias Científicas no Rio Grande do Norte, Brasil (1950-2010)” — Dissertação de Doutoramento orientada Maria de Fátima Nunes e Elisabete Pereira (IHC — Universidade de Évora).
- Membro da equipa do projecto “Modernização da Infraestrutura de Preservação e de Divulgação dos Acervos do Museu Câmara Cascudo” — Coordenado por Olivia Morais de Medeiros Neta (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP, Brasil). 2025-2028
- Co-coordenadora, com Claude Luiz Aguilar Santos, do projecto “Explorando as Cavernas do Rio Grande do Norte: Conservação, Pesquisa e Divulgação do Patrimônio Espeleológico no Museu Câmara Cascudo/UFRN” — Acolhido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e financiado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Brasil). 2023-2027
- Coordenadora do projecto “Qualificação dos Processos de Conservação dos Acervos do Museu Câmara Cascudo/UFRN” — Acolhido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Brasil). 2022-2025
Pesquisa
Agenda
janeiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 1 | Sábado, 17 Janeiro, 16:00
Chroniques fidèles survenues au siècle dernier à l’hôpital psychiatrique Blida-Joinville, Abdenour Zahzah, Algeria, França, 2024, 90’
1953, Argélia colonizada. Frantz Fanon, um jovem psiquiatra negro da Martinica, é nomeado médico-chefe do Hospital de Blida-Joinville. Ao pôr em prática as suas teorias de “psicoterapia institucional”, em oposição às teorias racistas da Escola de Psiquiatria de Argel, uma guerra irrompe dentro das próprias enfermarias. Esta longa-metragem centra-se nos métodos visionários de terapia social de Frantz Fanon durante o período em que trabalhou como psiquiatra na Argélia, entre 1953 e 1956.
Conversa com Ruth Wilson Gilmore, Mina Untalan e Lucas Manarte. Moderação de Manuela Ribeiro Sanches
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum
Notícias
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Suplemento especial da revista História, Ciências, Saúde — Manguinhos
