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outubro

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Encontro com Davi Kopenawa, líder espiritual e político do povo Yanomami, que visita Lisboa pela primeira vez. Davi Kopenawa: a Escola Yanomami dos Sonhos Xamã, líder espiritual e político do
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Encontro com Davi Kopenawa, líder espiritual e político do povo Yanomami, que visita Lisboa pela primeira vez.
Davi Kopenawa: a Escola Yanomami dos Sonhos
Xamã, líder espiritual e político do povo Yanomami, o autor de “A Queda do Céu: Palavras de um Xamã Yanomami”, Davi Kopenawa estará, pela primeira vez, em Lisboa, vindo à NOVA FCSH para conversar com a comunidade da Universidade Nova de Lisboa e o público em geral.
Esta conversa, que se realiza dia 21 de Outubro, às 15h, no campus da Avenida de Berna, examinará como, para os Yanomami, os sonhos são uma escola para saber realmente as coisas e uma orientação para a vida, tornando-se uma disciplina a ser cultivada. Enquanto na epistemologia ocidental, o conhecimento, fragmentado e hierarquizado, se tornou uma mercadoria, um recurso, na epistemologia Yanomami – que subjetiva em vez de vez de objectificar – o conhecimento é holístico: está ligado a tudo e todos são importantes. Não há categorização nem hierarquização. Rios, montanhas, árvores e animais são considerados “parentes” e não objectos de análise ou recursos a consumir. No Antropoceno, a visão Yanomami permite perspectivar outros modos de fazer face à crise ambiental.
A conversa com Davi Kopenawa é um pré-evento da Conferência Internacional “Counter-Image”, que acontecerá em Novembro, e que terá como tema “Como falar com(o) a terra? Conhecimentos situados, métodos para desnomear e visões do umbral”. Mais informação aqui.
Programa:
15h00-15h15: Abertura: Alexandra Curvelo (Diretora da NOVA FCSH) e Maria do Carmo Piçarra (ICNOVA)
15h15-15h25: Apresentação de Davi Kopenawa por Susana de Matos Viegas (EDGES/ICS)
15h25-17h30: Conversa | Davi Kopenawa: a Escola Yanomami dos Sonhos
Biografia:
Davi Kopenawa Yanomami é xamã, escritor e uma das principais lideranças do povo Yanomami do Barsil. Presidente de honra da Hutukara Associação Yanomami (HAY), é reconhecido internacionalmente pela luta em defesa da Terra Indígena Yanomami e contra o garimpo ilegal. É autor, com o antropólogo Bruce Albert, das obras: “A Queda do Céu: Palavras de um Xamã Yanomami”, “O Espírito da Floresta” e “Në Rope – Economia da Natureza Viva”. O seu percurso já lhe rendeu o Prémio Global 500 da ONU (1988), o Prémio Right Livelihood, conhecido como o “Nobel Alternativo” (2019), a Ordem do Rio Branco (1999) e a Legião de Honra da França (2025). A sua luta inspira povos e comunidades na construção de um mundo onde a floresta permaneça viva e o céu não caia. Um mundo que, como ele ensina, só será saudável e firme se aprendermos a sonhar longe.
Esta é uma iniciativa da NOVA FCSH, com co-organização do ICNOVA, CHAM, IHA, IHC, CRIA, LER DEVAGAR, FOLIO e da Embaixada do Brasil em Lisboa.
Tempo
(Quarta-feira) 3:00 pm - 5:30 pm
Organizador
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novembro

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Com vista à profusão de questionamentos, mais do que à sua resolução, a IV Counter-Image propõe explorar a terra não como tema, mas como onto-episteme. Counter-Image International Conference
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Com vista à profusão de questionamentos, mais do que à sua resolução, a IV Counter-Image propõe explorar a terra não como tema, mas como onto-episteme.
Counter-Image International Conference 2026
Como falar com(o) a terra? Conhecimentos situados, métodos para desnomear e visões do umbral
A pergunta “Como falar com(o) a terra?” não é uma metáfora, mas uma urgência política, ontológica e epistémica diante do colapso ecológico, do esgotamento das gramáticas antropocêntricas e dos modelos de representação do regime colonial-capitalista e o seu paradigma de expansão e ocupação da terra – a plantação, cuja lógica de extração, objetificação e extinção perdura (Le Petitcorps et al. 2023; Bastos 2020; Thomas 2019; Haraway 2015; Tsing 2015, McKittrick 2013; Mirzoeff 2011; Stoler 2008, 2016; Hartman 2007). Os Pós com que insistimos em nomear um mundo (ainda) não superado – pós-colonialismo, pós-modernismo, pós-humanismo estão a ser substituídos pelo prefixo Geo (Pratt 2025, 2022; Coelho & Ponce de Léon 2025; Krieger 2022; Ray 2019, 2026; Latour 2018; Povinelli 2016). O “advento do Geo”, esclarece Mary Louise Pratt (2025), marca uma mudança de escala (do global para o planetário), de imaginário (do político para o ecológico) e de tempo (do histórico para o “tempo profundo” geológico). Esta condição requer o questionamento do que tomamos por garantido e formas outras de pensar e produzir conhecimento que Gabriela Milone e Franca Maccioni, em “The Land of Language, the Language of the Earth” (2025), iluminaram como “geo-logia” (a linguagem da terra) e “geo-grafia” (a escrita da terra). Tal implica “falar com a terra” em vez de “sobre a terra” e em termos de “semelhança” em vez de “diferença” – um “trabalho de imaginação” e “experimentação”. De subjetivação em vez de objetificação (Kopenawa 2010). De fusão em vez de ocupação (Krenak 2022).
“Como falar com(o) a terra” é então inseparável da questão de como a terra foi constituída como objeto, recurso e imagem e disso nos fala o conto de Ursula K. Le Guin, Ela tira-lhes os nomes (1985). Sobre o impulso colonial de nomear e identificar sem cuidado, criando fronteiras artificiais, ao mesmo tempo que nos exorta a encontrar formas de falar com outras criaturas. Falar “com” ou “como” em vez de “sobre” sinaliza um deslocamento epistemológico e exige-nos repensar a sua nomeação, mediação e representação. E se a terra não fosse o referente do discurso, mas a sua condição? E se a possibilidade de falar com(o) ela abrisse um espaço entre o individual e o múltiplo, entre o território situado e a totalidade planetária? Esta dialética é metodológica: uma prática de “desnomeação” – de erosão da semântica objetificante, extrativista e extintora. Se a terra foi mapeada, renomeada e cercada (e a propriedade privada criada), ela é também resistência, cosmopercepção e ritual.
A IV Counter-Image propõe explorar a terra não como tema, mas como onto-episteme. Não a linguagem universal e logocêntrica (que teima em separar o sujeito do objeto), mas antes conhecimentos situados, enraizados nos territórios, corpos e relações que habitam as frestas da colónia e do capital. Não a semântica antropocêntrica da ciência positivista e da sua fictícia objetividade, mas antes métodos para desnomear que suspendam as taxonomias coloniais e permitam que o solo, o fóssil, o animal, a planta, a pedra, a árvore, o rio, a montanha, o líquen, o fungo se apresentem na sua singularidade irredutível e também em proximidade. Não a pseudo “visão de lugar nenhum”, mas antes as visões do umbral, aquelas fabricadas a partir do pial das casas das nossas avós ou nas horas crepusculares, em imagens dialéticas e incandescentes de sínteses impossíveis.
Palestrantes:
Gabriela Milone e Franca Maccioni (Universidade Nacional de Córdoba, Argentina)
Felipe Milanez (Universidade Federal da Bahia, Brasil)
Chamada para comunicações
Com vista à profusão de questionamentos, mais do que à sua resolução, a IV Counter-Image pergunta: o que significa pensar com(o) a terra em vez de sobre ela? É possível traduzir a linguagem da terra, dos animais, das plantas, dos minerais? É a “desnomeação” um método filosófico-estético? Como é que as visões do umbral suspendem os regimes extrativos de representação? Que práticas artísticas resistem, reconfiguram ou perturbam os regimes coloniais sobre a terra? Como dar vida a formas de pertença, cuidado e reparação com vista a um mundo pós-extrativista? Ancorada no território do Algarve, mas expandindo ligações a outros territórios, convidamos investigadores, artistas, ativistas e ensaístas a submeterem propostas que dialoguem com os seguintes eixos temáticos:
1. Conhecimentos Situados
Como e o que é que a terra lembra? Este eixo acolhe trabalhos ancorados em composições relacionais e geo-subjectividades que desafiam a “visão de lugar nenhum”, bem como a incerteza, a falha e a contradição, encorajando a conexão entre pesquisa e experiência vivida.
- Terricidio” (Millán 2024) e buen vivir
- Epistemologias artesanais (Farago et al 2025) e epistemologias do Sul
- Ecologias decoloniais, anti-extrativistas, ecofeministas, queer e trans
- “Ecologias exílicas” (Marder 2023)
- Cosmopolíticas indígenas e afro-diaspóricas
- O baldio e o quilombo/quilombismo (B. Nascimento 1977, A. Nascimento 1980)
- “Arquivos Insurgentes” (Biehl 2022) e contra-cartografias
- Lutas ambientais, os seus lutos e justiça multiespécie
- Crítica às taxonomias Lineanas e biopolíticas
- Histórias ambientais, políticas da paisagem e “piropolítica” (Marder 2020)
2. Métodos para Desnomear
Se nomear é colonizar, como podemos desnomear para aproximar? Este eixo acolhe trabalhos sobre geo-semânticas e experimentações metodológicas e pedagógicas que erodam o olhar extrativista e especista.
- Desnomear como método filosófico-estético
- Poéticas do silêncio e escuta profunda
- Caminhar como método e “ver com o corpo todo” (Cusicanqui 2015)
- Ontologias fósseis (Castro 2023), minerais e animais
- Geo-estéticas (Coelho & Ponce de Léon 2025; Krieger 2022; Ray 2019), incluindo vulcânicas e das ervas ditas daninhas
- Estéticas e “alianças líquidas” (Mendes & Garcia-Antón 2026)
- Narrativas de relacionalidade e métodos multiespécie
- Contracolonizar (Nêgo Bispo 2015)
- Arte como laboratório de pensamento (e não como representação)
- Cinema animista e montagens visuais anti-extrativistas e anti-especistas
3. Visões do Umbral
Como habitar o umbral e mover-se entre mundos? Neste eixo acolhemos as formas que excedem os preceitos dualistas do Plantationoceno/Capitaloceno – as geo-coreografias que nos conduzem ao alargamento de afinidades e alianças.
- Epistemologias do umbral
- “Dark ecology” (Morton 2016), deep time e temporalidades submersas
- Ecologia popular
- Agência não-humana e a redistribuição do sensível
- “Ruínas do Plantationoceno/Capitaloceno” (Tsing 2015)
- “Zonas intersticiais” (Gomez-Barris 2017), conhecimentos ribeirinhos e da beira-mar
- Imagens dialéticas (Benjamin 1940) e “peles de imagens” (Kopenawa 2010)
- Visões “ch’ixi” (Cusicanqui 2015)
- “Alianças afetivas” (Krenak 2022)
- “Florestania” (Krenak 2022) e “lutas com a floresta” (Milanez 2024)
Datas importantes:
25 de Maio | envio de propostas
30 de Junho | notificação de aceitação
18-20 de Novembro | conferência
Formatos de submissão:
1. Comunicações (pesquisas teóricas ou empíricas): sumário até 300 palavras
2. Intervenções artísticas (performances, leituras poéticas): memória descritiva até 300 palavras
3. Rodas de conversa, oficinas, caminhadas de escuta, cartografias afetivas: memória descritiva até 300 palavras
O sumário (em português, espanhol ou inglês) deve fazer-se acompanhar de uma biografia breve (até 100 palavras) para: counterimageconference@fcsh.unl.pt
>> Descarregar a chamada para comunicações (PDF) <<
Comissão organizadora
Inês Beleza Barreiros (ICNOVA — NOVA FCSH / CIAC — Universidade do Algarve)
Liliana Coutinho (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Maria do Carmo Piçarra (ICNOVA — NOVA FCSH)
Salomé Lopes Coelho (ICON — Utrecht University / ICNOVA — NOVA FCSH)
Sílvia Leiria Viegas (CIAC — Universidade do Algarve)
Teresa Castro (IRCAV — Sorbonne Nouvelle / ICNOVA — NOVA FCSH)
Teresa Mendes Flores (ICNOVA — NOVA FCSH)
Comissão Científica
Ana Lúcia Marsillac (Universidade Federal de Santa Catarina)
Bruno Mendes da Silva (CIAC, Universidade do Algarve)
Cristiana Bastos (Instituto de Ciências Sociais)
Filippo Di Tomasi (ICNOVA — NOVA FCSH)
Iacã Macerata (Universidade Federal de Santa Catarina)
Isabel Stein (ICNOVA — NOVA FCSH)
Leila Lehnen (Brown University)
Luís Trindade (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Margarida Brito Alves (IHA — NOVA FCSH)
Margarida Mendes (ICNOVA — NOVA FCSH)
María Gloria Robalino (Washington University St. Louis)
Maria Teresa Cruz (ICNOVA — NOVA FCSH)
Marita Sturken (New York University)
Maura Castanheira Grimaldi (ICNOVA — NOVA FCSH)
Mirian Nogueira Tavares (CIAC — Universidade do Algarve)
Patrícia Martins Marcos (University of Oklahoma)
Patrícia Martinho Ferreira (Brown University)
Paulo Nuno Vicente (ICNOVA — NOVA FCSH)
Rui Gomes Coelho (Durham University)
Susanne Knittel (ICON — Utrecht University)
Tempo
novembro 18 (Quarta-feira) - 20 (Sexta-feira)
Organizador
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Décima edição do congresso que o se propõe como espaço de debate, partilha e problematização em torno da história local enquanto campo historiográfico. X Congresso de História Local
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Décima edição do congresso que o se propõe como espaço de debate, partilha e problematização em torno da história local enquanto campo historiográfico.
X Congresso de História Local
História local hoje: escalas, territórios, arquivos, comunidades e governação
O X Congresso de História Local constitui um marco relevante no percurso de uma iniciativa que, ao longo de mais de dez anos, se afirmou como espaço de referência para o debate historiográfico em torno da história local. Reunindo investigadores/as de diferentes gerações, filiações institucionais e áreas de especialidade, este encontro tem dado expressão à vitalidade de um campo em permanente renovação, como o demonstram as dezenas de comunicações apresentadas nas edições anteriores, a pluralidade de temas abordados e a diversidade de perspetivas metodológicas e epistemológicas mobilizadas. A sua continuidade, bem como o envolvimento de diferentes instituições organizadoras e de comissões científicas de reconhecida qualidade, confirmam a consolidação de uma comunidade de investigação atenta aos desafios conceptuais, documentais e públicos da história local.
A história local vive hoje um momento de renovação historiográfica particularmente estimulante. O estudo do local afirma-se como um observatório privilegiado para compreender processos históricos amplos, articular escalas de análise, testar interpretações consolidadas e aprofundar o conhecimento sobre fenómenos sociais, políticos, económicos, culturais e ambientais tal como se inscrevem em territórios, instituições e experiências situadas. Nesta perspectiva, a história local ganha especial relevância enquanto campo capaz de pôr em relação o micro, o regional, o nacional, o imperial e o global, contribuindo para uma historiografia mais densa, mais relacional e mais atenta à pluralidade dos contextos.
Neste quadro, a história local dialoga de forma cada vez mais intensa com a micro-história, a história regional, a história urbana e rural, a história ambiental, a história pública, a história oral, os estudos do património, as humanidades digitais e as abordagens comparativas e conectadas. O estudo de comunidades, paisagens, redes, poderes, arquivos, bibliotecas, memórias, conflitos, práticas de governação e usos públicos do passado permite compreender o local como lugar de densidade analítica, mediação social e produção crítica de conhecimento.
Este processo convida igualmente a repensar os suportes e as infraestruturas da investigação. Arquivos, bibliotecas, centros de documentação, colecções locais, repositórios digitais e redes locais de memória e conhecimento assumem um papel crescente na preservação, organização, mediação e democratização do saber histórico. A expansão da história oral, da participação comunitária, dos arquivos comunitários, da cartografia digital e das humanidades espaciais tem, por seu turno, vindo a alargar os métodos, os públicos e os modos de circulação da história local.
O X Congresso de História Local, a realizar no Porto, entre 24 e 26 de Novembro de 2026, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, pretende acompanhar e estimular esta renovação.
Chamada para comunicações
Dando continuidade às edições anteriores, o congresso propõe-se como espaço de debate, partilha e problematização em torno da história local enquanto campo historiográfico, prática de investigação e forma de mediação entre conhecimento académico, comunidades e território. Acolherá, por isso, contributos de natureza empírica, teórica e metodológica, bem como propostas que promovam o diálogo entre investigação histórica, ensino, história oral, arquivos, bibliotecas, património e participação pública.
A edição de 2026 reveste-se ainda de particular significado por coincidir com os 50 anos das primeiras eleições autárquicas democráticas. Esta efeméride convida a revisitar o poder local em democracia, a formação e consolidação das autarquias, o papel dos municípios e das freguesias, os processos de participação e representação, as transformações da administração local e as mudanças ocorridas nos territórios ao longo de meio século. Ao mesmo tempo, oferece uma oportunidade para analisar, à escala local, os modos concretos de construção da democracia, os seus ritmos, tensões, assimetrias e legados.
Convidam-se, assim, historiadores/as, investigadores/as, professores/as, estudantes, profissionais de arquivos, bibliotecas e património, bem como demais estudiosos/as, a submeter propostas de comunicação no amplo domínio da história local. Serão particularmente bem-vindas propostas que contribuam para aprofundar o lugar da história local na historiografia contemporânea, os seus instrumentos conceptuais, os seus desafios metodológicos e as suas articulações com outras escalas, campos e práticas de investigação.
- Teoria, historiografia, epistemologia e metodologias da história local
- História local entre o micro, o regional, o nacional, o imperial e o global
- Circulações, redes, conexões e abordagens comparativas, conectadas ou translocais
- Território, paisagem, ambiente, recursos e transformações socio-ecológicas
- História rural, urbana e regional em perspetiva renovada
- Municípios, freguesias, poder local, administração e governação territorial
- 50 anos das eleições autárquicas democráticas: participação, representação, cidadania e transformação local
- Comunidades, identidades, pertenças, memória e património
- História oral, testemunho, memória e conhecimento situado
- Arquivos, bibliotecas, centros de documentação, coleções locais e redes territoriais de conhecimento
- História pública, mediação cultural, participação comunitária e usos públicos do passado local
- Elites, sociabilidades, instituições, associativismo e trajetórias locais
- Trabalho, economia, mobilidades, infraestruturas, desigualdades e conflito social
- Violência política, resistência, repressão e democratização à escala local
- Perspetivas decoloniais, histórias situadas e crítica das narrativas hegemónicas
- Ferramentas digitais, cartografia histórica, SIG, bases de dados e humanidades espaciais
O congresso acolherá com particular interesse propostas que articulem investigação histórica rigorosa com reflexão conceptual, inovação metodológica e atenção às formas contemporâneas de preservação, circulação e uso do conhecimento histórico.
Serão igualmente valorizadas comunicações que explorem o potencial da história local para compreender problemas mais vastos, produzir conhecimento socialmente relevante e reforçar a ligação entre investigação, território e cidadania.
Painel para jovens investigadores: à semelhança das edições anteriores, o congresso pretende também incentivar a participação de estudantes em início de percurso académico, promovendo a sua integração em contextos de discussão científica exigentes e formativos.
Envio de propostas
Todas as propostas deverão ser submetidas através do formulário disponível 🔗neste link. até 31 de Julho de 2026.
Inscrições
A inscrição no congresso é individual e gratuita e deverá ser feita através do formulário disponível 🔗neste link até ao dia 23 de Novembro de 2026.
Calendarização
Submissão de propostas: até 31 de Julho de 2026
Notificação de aceitação de propostas: 20 de Setembro de 2026
Divulgação do Programa: 20 de Setembro de 2026
Prazo para inscrições: até 23 de Novembro de 2026
Congresso: 24 a 26 de Novembro de 2026
Contacto: congressohistorialocal@gmail.com
Comissão Organizadora
Catarina Pimentel Neto (CEF — NOVA FCSH)
Catarina Veiga dos Santos (CEF — NOVA FCSH)
Diogo Ferreira (CEF — NOVA FCSH)
Eunice Relvas (CEF — NOVA FCSH / GEO-CML)
Guilherme Sequeira (CEF — NOVA FCSH)
Inês José ( IHC — NOVA FCSH / IN2PAST / CEF — NOVA FCSH)
João Francisco Pereira (CEF — NOVA FCSH / CEHR-UCP)
João Pedro Santos (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST)
Liliana Caldeira (CEF — NOVA FCSH)
Maria Fernanda Rollo (CEF — NOVA FCSH)
Maria Miguel Fresco (CEF — NOVA FCSH)
Mariana Reis de Castro (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST / CEF — NOVA FCSH)
Pedro Serra (CEF — NOVA FCSH)
Tempo
novembro 24 (Terça-feira) - 26 (Quinta-feira)
Localização
Biblioteca Municipal Almeida Garrett
Rua de D. Manuel II, Jardins do Palácio de Cristal — 4050-239 Porto
Organizador
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janeiro

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A quarta edição do Congresso Karl Marx tem como objectivo analisar a crise do capitalismo neoliberal (anos 80 do século XX – primeiro quartel do século XXI). IV
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A quarta edição do Congresso Karl Marx tem como objectivo analisar a crise do capitalismo neoliberal (anos 80 do século XX – primeiro quartel do século XXI).
IV Congresso Karl Marx
A Crise do Capitalismo Neoliberal e a Necropolítica
O IV Congresso Karl Marx realiza-se a 22 e 23 de Janeiro de 2027 na NOVA FCSH (campus da Av. de Berna, Lisboa) organizado pelas seguintes entidades: Associação Portuguesa de Economia Política (APEcPol); Centro Interdisicplinar de Ciências Sociais – CICS.NOVA; CULTRA – Associação Cultural; Instituto de História Contemporânea (IHC) da Universidade NOVA/FCSH; Instituto de Sociologia da Universidade do Porto (IS-UP), ERC-STEXEU (The Constitutional Road to Dictatorship: States of Exception and Authoritarianism in Europe, 1900–39).
O objectivo do congresso é analisar a crise do capitalismo neoliberal (anos 80 do século XX – primeiro quartel do século XXI) numa dupla perspectiva: a da perspectiva histórica e a do debate teórico sobre a crise nas suas diversas dimensões e do estudo das experiências de activismo social, político ou cultural com ela relacionadas.
Nesse sentido, o congresso decorrerá organizado em torno de sessões plenárias (conferências de palestrantes convidados) e das sete secções temáticas seguintes:
- Secção I: A crise económica-financeira do capitalismo neoliberal (natureza e características da crise do capitalismo tardio; taxas de lucro e acumulação; centro e periferia; revolução tecnológica e tecnoligarquias; financiarização; criptomoedas; ofensiva privatizadora; velhas e novas formas de extracção da mais valia e problemas afins)
- Secção II: Política, hiperpolítica e necropolítica (crise de legitimidade/representatividade dos sistemas liberais; a rendição do liberalismo; declínio do rotativismo entre social-democracia e forças liberais e conservadoras; a ameaça neo-fascista e as suas características na época atual; a radicalização das direitas tradicionais; o trumpismo e fenómenos afins; lutas e impasses das esquerdas emancipatórias).
- Secção III: Transformações e lutas sociais (mudanças estruturais e comportamentais nas classes trabalhadoras, segmentação, precarização, sindicalização; as novas relações de força no mundo laboral: “o pacote laboral” de 2025-26 em Portugal no contexto internacional de contra-reforma dos direitos do trabalho; trabalho imigrante; migrações, divisão internacional do trabalho e regimes racializados de acumulação; medo e insegurança nas classes intermédias e marginalizadas; processos de pauperização; as mudanças nas classes dominantes, a tecnoligarquia; o novo papel da manipulação algorítmica e das redes sociais; heteronormatividade e marxismo queer; experiências de luta no trabalho, na habitação, na saúde, na educação, etc.)
- Secção IV: Capitalismo tardio, desastre ecológico-ambiental e eco-socialismo (as políticas ambientais do capitalismo; a crise ecológica e ambiental e a sua evolução; crescimento e decrescimento, antropoceno e capitaloceno, extractivismo; experiências do activismo ambientalista nas suas várias correntes e expressões).
- Secção V: Feminismos, emancipação e reprodução social (o patriarcado e a situação das mulheres na sociedade, na política, na cultura do capitalismo tardio; trabalho reprodutivo e lutas em torno da reprodução social; direitos LGBTQIA+ e discriminação, sobre-exploração, violência, poder masculino: convivências, impunidades, conquistas políticas, a situação actual; neo-fascismo, ultramontanismo, anti-feminismo; experiências de combate feministas; a esquerda emancipatória e o movimento feminista; as várias correntes e expressões dos feminismos atuais).
- Secção VI: Cultura e contra-revolução cultural (o papel da contra-revolução cultural na emergência da nova extrema-direita neo-fascista; as várias dimensões do revisionismo cultural conservador e fascizante: na História, na memória, na política, no discurso social, na ideologia; o novo papel da cultura democrática e de massas no entendimento transformador das realidades presentes)
- Secção VII: Imperialismo, guerra e genocídio (novos e velhos imperialismos; as guerras de agressão e disputa imperial: Ucrânia, Palestina, Líbano, Irão; colapso do multilateralismo e do direito internacional; o regresso impune das políticas das canhoneiras e da lei do mais forte; trumpismo e América Latina: Cuba, Venezuela e afins; a corrida aos armamentos; a ameaça da III Guerra Mundial; as lutas contra as necropolíticas imperais).
Chamada para comunicações
As propostas de comunicação ao congresso só serão consideradas pela Comissão Científica nas seguintes condições:
a) Respeitarem no seu conteúdo os âmbitos temáticos das sete secções do congresso;
b) Terem a forma de resumos, em português ou inglês, com o máximo de 2000 caracteres, incluindo uma muito breve nota identificadora e curricular das e dos seus autores;
c) Serem submetidas através deste formulário online.
Todas as propostas de comunicação deverão ser recebidas até 30 de Junho de 2026.
As propostas serão apreciadas pela Comissão Científica do congresso e as/os proponentes serão disso notificados até dia 30 de Setembro de 2026. A lotação das salas disponíveis na FCSH poderá condicionar um número limite das propostas de comunicação a aceitar.
O IV Congresso Karl Marx é aberto ao público e de acesso gratuito.
Os keynote speakers são: Virgínia Fontes – Universidade Federal Fluminense; Vivek Chibber – Universidade de New York; Andrej Grubacic – Universidade da Califórnia.
Comissão Organizadora
Arturo Zoffmann Rodriguez, IHC — NOVA FCSH / IN2PAST
Fernando Rosas, IHC — NOVA FCSH / IN2PAST / CULTRA
Giulia Strippoli, IHC — NOVA FCSH / IN2PAST
Jonas Van Vossole, CES — Universidade de Coimbra
José Soeiro, Instituto de Sociologia — FLUP
Luís Trindade, IHC — NOVA FCSH / IN2PAST
Manuel Loff, FLUP / IHC — NOVA FCSH / IN2PAST
Mariana Mortágua, DINÂMIA’CET — Iscte
Comissão Científica
Adriana Valobra, UNLP
Alexis Cukier, UPoitiers
Alexandre Abreu, ISEG
Ana Alves da Silva, APEP
Ana Sofia Ferreira, IS-UP
André Vianna Matos, Fiocruz
Ankica Čakardić, UZagreb
António Pedro Pita, CES/UC
Aurélie Andry, IHC — NOVA FCSH / IN2PAST
Bernardo Ferro, IEF/UC
Carme Molinero, UAB
Carla Luciana Silva, UNIOESTE
Carlos Zacarias de Sena Júnior, UFBA
Cátia Guimarães, Fiocruz
Cecília Honório, CULTRA
Emanuele Leonardo, UBologna
Fernando Bessa Ribeiro, CICS.NOVA
Fernando Oliveira Baptista, ISA/UL
Francisco Louçã, ISEG/UL
Geo Britto, ETP-RJ
George Souvlis, IHC — NOVA FCSH / IN2PAST
Gilberto Calil, UNIOESTE
Hernán Camarero, UBA-CEHTI
Inês Barbosa, IS-UP
Javier Tébar, UB
Joana Dias Pereira, IHC — NOVA FCSH / IN2PAST
João Leonardo Medeiros, UFF
João Mineiro, CRIA/ISCTE
João Rodrigues, FE/UC
João Teixeira Lopes, IS-UP
Lígia Ferro, IS-UP
Manuel Carlos Silva, CICS/UMinho
Marcela Uchoa, IEF/UC
Marcelo Badaró Mattos, UFF
Mariana Mortágua, ISCTE
Miguel Cardina, CES/UC
Olivier Neveux, ENS Lyon
Paula Godinho, IHC — NOVA FCSH / IN2PAST
Pere Ysàs, UAB
Ricardo Noronha, IHC — NOVA FCSH / IN2PAST
Sílvia Correia, IS-UP
Simone Tulumello, APEP
>> Descarregar a chamada para comunicações (PDF) <<

Tempo
janeiro 22 (Sexta-feira) - 23 (Sábado)
Organizador
Várias instituições


