Ana Margarida Ferreira

Biography
Bachelor’s degree in History, specialising in Archaeology, University of Coimbra (1989). Postgraduate degree in Cultural Affairs in Local Government, University of Coimbra (1991). She studied conservation of archaeological and ethnographic materials at the UCL Institute of Archaeology (1994–1995). Master’s degree in Museology and Heritage from NOVA University Lisbon (1997). PhD student in the History and Philosophy of Science — Museology programme at the University of Évora (2023-2025).
Curator of the Santos Rocha Municipal Museum, Figueira da Foz, Portugal (1991–2025). Head of service at the Santos Rocha Municipal Museum (2018-2022); Director of the Aveiro Museum (2004-2011); Director of the Francisco Tavares Proença Júnior Museum, Castelo Branco (1999-2004).
Research fields
- Archaeology
- Museology
- History of science
- 19th century
Selected publications
- Batista, Carlos, Ana-Margarida Ferreira & Raquel Vilaça. “Un ídolo-placa inédito del dolmen de Facho (Figueira da Foz, Portugal) en su contexto local y regional.” Cuadernos de Arqueología de la Universidad de Navarra 33 (2025): 213-240. [link] 🔓
- Ferreira, Ana Margarida & Raquel Vilaça (Coords.). Santos Rocha, Arqueologia e Territórios da Figueira da Foz. Figueira da Foz / Coimbra: Município da Figueira da Foz / Instituto de Arqueologia da Universidade de Coimbra, 2021.
- Ferreira, Ana Margarida & Raquel Vilaça, “Santos Rocha, arqueólogo de corpo inteiro e, portanto, também protector dos monumentos megalíticos da Figueira da Foz,” in Santos Rocha, Arqueologia e Territórios da Figueira da Foz, coordinated by Ana Margarida Ferreira and Raquel Vilaça, 76-95. Figueira da Foz / Coimbra: Município da Figueira da Foz / Instituto de Arqueologia da Universidade de Coimbra, 2021.
- Ferreira, Ana Margarida (Coord.). Arqueologia: colecções de Francisco Tavares Proença Júnior. Lisbon: Instituto Português de Museus, 2004.
Main projects
- “Arqueologia comparativa em museus de finais do século XIX e inícios do século XX: o Museu Municipal da Figueira da Foz como estudo de caso” [Comparative archaeology in museums of the late 19th and early 20th centuries: the Municipal Museum of Figueira da Foz as a case study] — PhD thesis to be presented to the University of Évora, supervised by Elisabete Pereira (IHC — University of Évora) and Raquel Vilaça (Instituto de Arqueologia — University of Coimbra).
- Researcher in the project ‘TRANSMAT — Transnational Materialities (1850-1930): Reconstituting collections and connecting histories’ — Coordinated by Elisabete Pereira (IHC — University of Évora) and funded by the Foundation for Science and Technology (PTDC/FER-HFC/2793/2020). [link]
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fevereiro, 2026
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Detalhes do Evento
Continuing the celebration of the centenary of Frantz Fanon’s birth, this cycle proposes to reflect on his multiple legacies, from the anti-racist struggle to decolonisation movements, as well as his
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Detalhes do Evento
Continuing the celebration of the centenary of Frantz Fanon’s birth, this cycle proposes to reflect on his multiple legacies, from the anti-racist struggle to decolonisation movements, as well as his work as a psychiatrist.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 5 | Sábado, 14 Fevereiro, 16:00
You hide me, Nii Kwate Owoo, Gana, Reino Unido, 1970, 17’
Esta curta-metragem revela de forma crua e directa as contradições de um sistema museológico que legitima séculos de violência colonial. A câmara percorre vitrinas, depósitos e corredores dos acervos do Museu Britânico em Londres, transformando o inventário em denúncia: cada objecto exposto é também um testemunho das condições em que foi retirado do seu contexto original. O gesto do realizador, simples mas radical, assume-se como um show-and-tell político, convocando tanto a urgência da restituição material quanto a necessidade de repensar narrativas históricas dominantes. Proibido em território ganês mas hoje visto como um marco do cinema anti-colonial, este filme recorda-nos que a luta pela devolução do património não é apenas simbólica, mas profundamente ligada a questões de justiça histórica.
Soleil Ô, Med Hondo, 1970, França, Mauritania, 112’
Um grito de resistência contra a opressão racista e um marco revolucionário do cinema político, esta primeira longa-metragem do realizador mauritano Med Hondo constitui um ataque ao capitalismo e ao colonialismo. Soleil Ô acompanha a trajectória de um jovem imigrante que parte rumo a Paris em busca de trabalho e de uma comunidade. Rapidamente descobre uma sociedade hostil, onde a sua simples presença gera medo e desconfiança. Hondo recorre a uma linguagem cinematográfica experimental para denunciar as contradições da metrópole pós-colonial: a promessa de integração convive com mecanismos de exclusão sistemática. O filme não só denuncia as condições de marginalização vividas por milhares de migrantes africanos em França, como se afirma como um manifesto artístico de emancipação e resistência. Meio século depois da sua estreia, Soleil Ô permanece uma obra de referência incontornável, cuja energia estética e política continua a interpelar espectadores de diferentes gerações.
Conversa com Ângela Ferreira, Flávio Almada, Henrique Entratice, Víctor Barros. Moderação de Sofia Victorino
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Institute of Contemporary History — NOVA School of Social Sciences and Humanities and Fernando Lopes Movie Theatre
News
IN2PAST has new governing bodies
Feb 13, 2026
Following elections held on 15 December 2025, the new governing bodies took office for the 2026-2028 term
Víctor Barros and Pedro Cardim coordinate a programme on Creole Cultures and the Atlantic
Feb 6, 2026
Applications are open until 16 February
Ana Cristina Martins at the International Academy of Portuguese Culture
Jan 26, 2026
Will take office as a Full Member
