Aurélie Andry

Biografia
Desde 2026, Aurélie Dianara Andry é investigadora no Instituto de História Contemporânea (IHC) da Universidade NOVA de Lisboa, no âmbito do projecto ERC “STEXEU — O Caminho Constitucional para a Ditadura: Estados de Excepção e Autoritarismo na Europa”.
Antes de se juntar ao IHC, foi Alexander von Humboldt Fellow (Experienced Researcher) na Universidade de Ruhr Bochum (Alemanha) e investigadora de pós-doutoradamento na Universidade de Évry Paris-Saclay (França) onde desenvolveu projectos sobre a história da circulação de ideias e práticas de auto-gestão na Europa no século XX. Anteriormente, foi investigadora e professora associada na Universidade Sorbonne e na Universidade de Glasgow, onde trabalhou na história do socialismo, do sindicalismo e da integração europeia. Em 2019, concluiu o seu doutoramento no Instituto Universitário Europeu, em Florença, com uma tese sobre o fracasso do projecto da Europa social na década de 1970. Completou o mestrado e a licenciatura na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne em Paris.
O seu trabalho foi publicado em revistas como European Review of History, Le mouvement social, Histoire Politique, Hispania, Revista Española de Historia, e em editoras como Oxford University Press, Routledge, Palgrave Macmillan, Peter Lang e Éditions Amsterdam. É autora da monografia Social Europe, The Road Not Taken. The Left and European integration in the Long 1970s (Oxford University Press, 2022).
Leccionou história europeia e história contemporânea na Universidade de Monash, na Universidade Sorbonne e na Universidade de Évry Paris-Saclay.
Áreas de Investigação
- História social e política da Europa contemporânea
- Democracia industrial, auto-gestão, neo-liberalismo e capitalismo
- História transnacional e global, transferências culturais, circulação de ideias
- Estados de emergência, estados de excepção, repressão, autoritarismo, colonização
Publicações destacadas
- Andry, Aurélie. “La Confédération européenne des syndicats et la fabrique d’une politique sociale européenne (1957-années 1980),” Histoire Politique 55 (2025). [link]🔓
- Andry, Aurélie, Lucia Bonfreschi & Frank Georgi (Eds). Cultures politiques en mutation : Italie et France, 1968-milieu des années 1990 / Changing Political Cultures: Italy and France from 1968 to the mid-1990s. Bruxelas: Peter Lang, 2025. [link]
- Andry, Aurélie Dianara. Social Europe, the Road not Taken: The Left and European Integration in the Long 1970s. Oxford: Oxford University Press, 2022. [link]
- Andry, Aurélie. “La lutte oubliée du mouvement syndical pour une réduction du temps de travail en Europe à l’heure du tournant néolibéral,” Le Mouvement Social 275 (2021). [link]
Projectos principais
- Investigadora do projecto “STEXEU — O Caminho Constitucional para a Ditadura: Estados de Exceção e Autoritarismo na Europa” — Coordenado por Arturo Zoffmann Rodriguez (IHC — NOVA FCSH) e financiado pelo European Research Institute (Starting Grant, Grant agreement ID: 101163723 ). 2025-2030 (link)
- Projecto individual de investigação “Self-Management, A French Model For Europe? 1945-1990s” — Acolhido pela Universidade de Ruhr Bochum e financiado pela Alexander von Humboldt Foundation. 2024-2025
- Membro da rede CAT “Democracy at work: Historical perspectives and future challenges for employee representation in Europe” — Financiada pela Network of European Institutes for Advanced Studies. 2024-2027
- Investigadora do projecto “EURO-DEM — Workplace democracy: a European ideal?: discourses and practices about the democratization of work after 1945” — Coordenado por Stefan Berger (Universidade de Ruhr Bochum) e Roberto Frega (Centro Marc Bloch) e financiado pela ANR e DFG. 2021-2023 [link]
- Co-coordenadora (com Haakon Ikonomou) do projecto ‘First HEIRS-RICHIE Conference: Rethinking European Integration History in Times of Crisis’ — Acolhido pela Réseau International des Jeunes Chercheurs en Histoire de l’Intégration Européenne e financiado pela Comissão Europeia através dos Jean Monnet Projects (564757-EPP-1-2015-1-FR-EPPJMO-PROJECT). 2015-2016 (link)
Pesquisa
Agenda
abril, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Conferência de homenagem a Marc Bloch, no ano da sua entrada no Panteão da República Francesa, onde será reavaliada criticamente a força operatória da sua obra no nosso presente.
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Detalhes do Evento
Conferência de homenagem a Marc Bloch, no ano da sua entrada no Panteão da República Francesa, onde será reavaliada criticamente a força operatória da sua obra no nosso presente.
Marc Bloch, renovador da História
Marc Bloch será solenemente homenageado com a sua entrada no Panteão da República Francesa, em Junho de 2026. Este gesto simbólico representa muito mais do que uma consagração póstuma: é o reconhecimento de uma personalidade singular cuja vida e a obra marcaram de forma indelével a historiografia contemporânea e, com ela, a própria ideia de compromisso intelectual no século XX. Esta conferência associa-se a estas comemorações não apenas para celebrar o autor, mas para reavaliar criticamente a força operatória da sua obra no nosso presente.
O encontro propõe uma reflexão sobre o lugar da história como ciência social e sobre a actualidade do pensamento de Marc Bloch. Para além da dimensão comemorativa, a conferência centra-se na análise crítica do seu legado, tendo em conta questões contemporâneas como a relação entre passado e presente, o uso público da história e os desafios colocados à produção do conhecimento histórico. Com contributos de investigadores/as de diferentes áreas das ciências sociais e humanas, pretende-se contribuir para um diálogo interdisciplinar, enquadramento que permitirá discutir métodos, objectos e abordagens da história em articulação com outras disciplinas.
Os trabalhos organizam-se em torno de vários eixos temáticos, incluindo a história como ciência social, a problemática do tempo histórico, a história do presente, a obra medievalista de Bloch, bem como questões de método e de epistemologia. Estes temas retomam aspectos centrais do seu pensamento e incentivam a sua reavaliação no contexto atual.
A conferência contribui para o intercâmbio académico e para a discussão de linhas de investigação em curso, com particular relevância para o contexto português. Ao mesmo tempo, sublinha a importância do papel do historiador na análise crítica do presente e na construção do conhecimento histórico.
Programa:
9 de Abril
10h30 – Sessão de abertura
Suzette Bloch – Marc Bloch, genealogia e legado familiar
Diogo Ramada Curto (BNP) – Marc Bloch e os Annales durante a Ocupação
11h30 – A história como ciência do presente
Christophe Prochasson (EHESS) – Marc Bloch et le temps présent
12h30 – Almoço
14h00 – A história como ciência social. O advento de um novo paradigma e a sua persistência em nossos dias
Luís Reis Torgal (Universidade de Coimbra), Marc Bloch e nós. Reflexões sobre a História, com Memória
Maria de Lurdes Rosa (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST), Repensando e reconfigurando o método histórico na Apologia da História
Tommaso di Carpegna Falconieri (Universidade de Urbino) – Teaching Historical Research Methodology with Bloch’s ‘The Historian’s Craft’: some notes after almost thirty years of experience
15h20 – Pausa
15h40 – Recepção e atualidade da obra
João Paulo Avelãs Nunes (Universidade de Coimbra) – Marc Bloch observado a partir da Universidade de Coimbra: do pós-Primeira Grande Guerra ao pós-Guerra Fria
Pedro Martins (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST) – Marc Bloch e Vitorino Magalhães Godinho: diálogos e convergências
Victor Pereira (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST) – Marc Bloch em Portugal: A Sociedade Portuguesa de História da Civilização
10 de Abril
10h30 – Abertura do segundo dia
Jean-Claude Schmitt (EHESS) – Marc Bloch, pionnier de l’histoire des mentalités ?
11h30 – Marc Bloch, medievalista. Aportes e balanços da obra empírica
Luís Miguel Duarte (Universidade do Porto), Os inclassificáveis Reis taumaturgos
André Evangelista Marques (IEM – NOVA FCSH), March Bloch ruralista, ou sempre o ogre farejador de homens: em torno dos Caractères originaux de l’histoire rurale française
Luís Filipe Oliveira (IEM – NOVA FCSH), Comparar na sincronia e na diacronia: Os senhorios franceses e ingleses
Maria João Branco (IEM – NOVA FCSH), La Société Féodale, então e agora: continuidades e rupturas
13h10 – Almoço
14h40 – Aberturas historiográficas
Felipe Brandi (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST) – O ‘erro’ como ‘sintoma’ de um estado social: Marc Bloch frente aos rumores, às alucinações e às fausses nouvelles
Miguel Palmeira (USP), Interrogar o passado e interpelar o presente: Marc Bloch e o bom uso da erudição
João Luís Lisboa (CHAM – NOVA FCSH), Marc Bloch e a renovação dos estudos históricos em França e alhures
16h00 – Pausa
16h20 – Resistência, testemunho e memória: o intelectual e o combate no século
Filipe Themudo Barata (Universidade de Évora) – Um historiador, um cientista social e, acima de tudo, um cidadão
Gerardo Vidal (Associação de História e Arqueologia de Sabrosa, AHAS) – Seguir Marc Bloch: entre a História e a esperança
17h20 – Encerramento
Peter Schöttler (Freie Universität Berlin) – Marc Bloch, la politique et le nazisme
Suzette Bloch – Panteonização: uma segunda vida para Marc Bloch?
>> Descarregar o programa (PDF) <<
Organização: IHC, com a colaboração do CHAM, do IFP, do IEM e da BNP
Tempo
9 (Quinta-feira) 10:30 am - 10 (Sexta-feira) 6:00 pm
Organizador
Várias instituições

Detalhes do Evento
Conversa entre Aurora Almada e Santos e Hélène Dumas sobre o massacre dos Tutsis no Ruanda. Conversa entre Aurora Almada e Santos e Hélène Dumas sobre o massacre dos
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Detalhes do Evento
Conversa entre Aurora Almada e Santos e Hélène Dumas sobre o massacre dos Tutsis no Ruanda.
Conversa entre Aurora Almada e Santos e Hélène Dumas sobre o massacre dos Tutsis no Ruanda
Sobre Hélène Dumas:
Hélène Dumas é historiadora e investigadora no Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS-CESPRA-EHESS) de França. A sua investigação centra-se na história do genocídio contra os Tutsis no Ruanda. Após uma primeira fase de investigação dedicada às dinâmicas da violência ao nível micro, através da análise das audiências dos tribunais gacaca, dedica-se agora à história das vítimas e sobreviventes, com especial foco nas experiências das crianças. Publicou Beyond Despair. The Rwanda Genocide against the Tutsi through the Eyes of Children, traduzido por Catherine Porter, Nova Iorque, Fordham UP, 2024.
Tempo
(Sexta-feira) 3:00 pm - 4:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboacomunicacao.ihc@fcsh.unl.pt Avenida de Berna, 26C — 1069-061 Lisboa
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