Ângela Salgueiro

História da Ciência, da Tecnologia e do Ambiente
Contacto:
angela_salgueiro@hotmail.com
Biografia
Ângela Salgueiro é licenciada em História, mestre em História Contemporânea e doutorada em História Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, com a tese “Ciência e Universidade na I República” (2015). É investigadora integrada do Instituto de História Contemporânea desde 2007 .
Integrou vários projectos de investigação nacionais e internacionais, dos quais se podem destacar “Dinámicas de renovación educativa y científica en las aulas de bachillerato (1900-1936): una perspectiva ibérica” [HAR2014-54073-P], coordenado por Leoncio López-Ocón; “História da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica (1996-2016)”, coordenado por Maria Fernanda Rollo; “História do Instituto Camões. Da Junta de Educação Nacional ao Instituto Camões (1929-2009)”, coordenado por Maria Fernanda Rollo.
Em 2016 recebeu o Prémio Fundação Mário Soares – EDP atribuído à tese de doutoramento “Ciência e Universidade na I República“. É co-autora dos livros “Em Nome da Ciência. Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. 20 anos de História (1996-2016)” (2017) e “Ciência, Cultura e Língua em Portugal no século XX. Da Junta de Educação Nacional ao Instituto Camões” (2012).
Áreas de Investigação
- História da ciência
- Laboratórios e institutos científicos
- Internacionalização da ciência e internacionalismo científico
- Redes científicas
Publicações destacadas
- Rollo, Maria Fernanda, Ana Carina Azevedo & Ângela Salgueiro. Em Nome da Ciência. Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. 20 anos de História (1996-2016). Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2017.
- Salgueiro, Ângela. “Universidade e Guerra: a mobilização da Universidade portuguesa durante a I Guerra Mundial (1916-1918),” Nação e Defesa 145 (2016): 122-132. [link]
- Salgueiro, Ângela, Maria de Fátima Nunes, Maria Fernanda Rollo & Quintino Lopes (Eds.). Internacionalização da Ciência. Internacionalismo Científico. Casal de Cambra: Caleidoscópio, 2014. [link]
- Rollo, Maria Fernanda, Maria Inês Queiroz, Tiago Brandão & Ângela Salgueiro. Ciência, Cultura e Língua em Portugal no século XX. Da Junta de Educação Nacional ao Instituto Camões. Lisboa: Instituto Camões / Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2012. [link]
Projectos principais
- Colaboração no projecto “Dinámicas de renovación educativa y científica en las aulas de bachillerato (1900-1936): una perspectiva ibérica” — Coordenado por Leoncio López-Ocón (Centro de Ciencias Humanas y Sociales del CSIC) e financiado pelo Ministerio de Economía, Industria y Competitividad (Espanha). [HAR2014-54073-P]
- Investigadora no projecto “História da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica (1996-2016)” — Coordenado por Maria Fernanda Rollo e financiado pela Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. [link]
- Colaboração no projecto “História do Instituto Camões. Da Junta de Educação Nacional ao Instituto Camões (1929-2009)” — Coordenado por Maria Fernanda Rollo e financiado pelo Instituto Camões.
- Colaboração no projecto “História da Ordem dos Engenheiros” — Coordenado por Maria Fernanda Rollo e financiado pela Ordem dos Engenheiros.
Pesquisa
Agenda
janeiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 3 | Sábado, 31 Janeiro, 16:00
Burn!, Gillo Pontecorvo, Itália, França, 1969, 112’
Descrito como uma epopeia luxuriante “contada de um ponto de vista neo-marxista e fanoniano”, o filme de Pontecorvo que sucede a A Batalha de Argel (1966) é um drama anti-colonial situado no século XIX. Marlon Brando interpreta William Walker, um agente provocador enviado pelo governo britânico para fomentar a mudança de regime na ilha caribenha fictícia de Queimada. Walker é um mercenário ao serviço do imperialismo europeu que acaba envolvido num confronto direto com um revolucionário negro chamado José Dolores (interpretado pelo actor não profissional Evaristo Márquez). Com as suas imagens intensas e saturadas de cor, acompanhadas pela música de Ennio Morricone, Queimada! oferece uma visão contundente de uma rebelião de escravos que constitui uma ameaça existencial ao sistema colonial-capitalista.
Conversa com Rui Lopes e Rebeca Ávila
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum
Notícias
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