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janeiro, 2026
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Conferência de lançamento do projecto STEXEU, coordenado por Arturo Zoffmann Rodriguez, onde será analisada a forma como os estados de excepção transformaram
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Conferência de lançamento do projecto STEXEU, coordenado por Arturo Zoffmann Rodriguez, onde será analisada a forma como os estados de excepção transformaram os papéis dos governos e das forças de segurança.
A via constitucional para a ditadura:
Estados de excepção e autoritarismo na Europa, 1900-39
Os regimes liberais do início do século XX recorreram a poderes de emergência para enfrentar a agitação política, mas estas medidas abriram frequentemente caminho ao autoritarismo. Esta conferência analisa a forma como os estados de excepção transformaram os papéis dos governos e das forças de segurança, mostrando como mecanismos constitucionais concebidos para defender a ordem liberal podiam, afinal, contribuir para a sua erosão e para a ascensão do fascismo.
O projecto STEXEU é financiado pelo European Research Council.
ENTRADA LIVRE
Tempo
(Sexta-feira) 10:00 pm - 7:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboacomunicacao.ihc@fcsh.unl.pt Avenida de Berna, 26C — 1069-061 Lisboa

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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 1 | Sábado, 17 Janeiro, 16:00
Chroniques fidèles survenues au siècle dernier à l’hôpital psychiatrique Blida-Joinville, Abdenour Zahzah, Algeria, França, 2024, 90’
1953, Argélia colonizada. Frantz Fanon, um jovem psiquiatra negro da Martinica, é nomeado médico-chefe do Hospital de Blida-Joinville. Ao pôr em prática as suas teorias de “psicoterapia institucional”, em oposição às teorias racistas da Escola de Psiquiatria de Argel, uma guerra irrompe dentro das próprias enfermarias. Esta longa-metragem centra-se nos métodos visionários de terapia social de Frantz Fanon durante o período em que trabalhou como psiquiatra na Argélia, entre 1953 e 1956.
Conversa com Ruth Wilson Gilmore, Mina Untalan e Lucas Manarte. Moderação de Manuela Ribeiro Sanches
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum

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Palestra que apresentará alguns dos métodos, arquivos e desafios da história social e cultural de comunidades específicas com foco na história queer e LGBTQIA+. Com Matt Cook, IHC Visiting Scholar
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Palestra que apresentará alguns dos métodos, arquivos e desafios da história social e cultural de comunidades específicas com foco na história queer e LGBTQIA+. Com Matt Cook, IHC Visiting Scholar 2026.
Entangled Tales, Liveable Lives: Making Queer History Since the 1960s
Palestra dirigida ao público não-académico (em inglês) que apresenta alguns dos métodos, arquivos e desafios da história social e cultural de comunidades específicas. Com foco na história queer, LGBTQIA+, e das dissidências sexuais e de género na época contemporânea, propõe uma reflexão em torno da sua circulação entre memória, arquivo, academia, arte, e espaço público.
A palestra será proferida por Matt Cook, destacado historiador social e cultural, Jonathan Cooper Chair of the History of Sexuality no Mansfield College, Universidade de Oxford. O seu trabalho tem-se centrado em temáticas queer e LGBTQ+ no Reino Unido, incluindo livros de referência como London and the Culture of Homosexuality (2003), Queer Domesticities (2014) e Queer Beyond London (com Alison Oram, 2022), bem como numerosos textos e colaborações públicas em torno da história urbana, VIH/SIDA e culturas queer. Desde 2002, integra o conselho editorial da History Workshop Journal, uma das principais revistas internacionais em história social. Writing Queer History (no prelo, Março 2026) propõe um sumário do campo e é a base desta palestra. Matt Cook é o IHC Visiting Scholar do ano 2026.
Será seguida por uma conversa com os artistas Odete e André Murraças, moderada por Joana Matias (IHC — NOVA FCSH / CITCOM), que propõe dialogar com as suas respectivas abordagens aos arquivos e genealogias queer e trans no contexto português.
Odete é uma artista multidisciplinar que trabalha entre a escrita, a música, o teatro e as artes visuais. Afirma ser uma filha bastarda de Lúcifer, descendente da prática medieval de pactos satânicos para alterar o corpo sexuado de alguém. Tem pesquisado e trabalhado em torno da construção de pontos de ligação entre histórias “efeminadas”, desde os castrati barrocos até aos dandies do século XIX. They Lied to You About the Eunuchs (2025) é o seu último livro.
André Murraças é encenador, dramaturgo e cenógrafo, licenciado pela Escola Superior de Teatro e Cinema, com um Master of Arts em Scenography (Utrecht) e mestrado em Ciências da Comunicação. Assinou dezenas de espetáculos de teatro como autor, encenador e cenógrafo, com textos premiados e editados pela Cotovia/Artistas Unidos. Venceu em 2023 a bolsa literária para teatro da DGLAB e a III Bolsa de Residência Literária em Madrid, tendo sido distinguido várias vezes pelo CPAI e representado Portugal na Bienal de Jovens Criadores. Desenvolve ainda trabalho em cinema, rádio e projectos queer, como O Museu Fora do Armário e o Queerquivo, sendo considerado pela Mini Internacional um dos autores mais relevantes da sua geração.
O Quir Research Hub é uma comunidade transdisciplinar de investigadores/as que trabalham no domínio alargado dos estudos de género e da sexualidade, com foco nos estudos literários e culturais, na performance, e na representação. O compromisso-base jaz com a produção de análise cultural e acção institucional consequente, propondo soluções teóricas, críticas, e pedagógicas relevantes.
Tempo
(Quinta-feira) 6:00 pm - 7:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum

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Workshop dirigido a investigadores/as interessados em aplicar análise de redes sociais e outras ferramentas de humanidades digitais à investigação histórica. Humanidades Digitais e Investigação: Análise e visualização de
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Workshop dirigido a investigadores/as interessados em aplicar análise de redes sociais e outras ferramentas de humanidades digitais à investigação histórica.
Humanidades Digitais e Investigação:
Análise e visualização de redes
Este workshop visa:
• apresentar os princípios básicos da análise e visualização de redes sociais;
• demonstrar a diversidade de aplicação desta metodologia, sobretudo nas Humanidades;
• destacar como a visualização de redes amplia a comunicação científica (entre pares e para disseminação para o público não-académico);
• incentivar o uso crítico e criativo de novas metodologias e softwares como ferramentas de investigação.
Formato híbrido: Sala 295 do Colégio do Espirito Santo e online em https://meet.google.com/etg-bgfo-rrz
A participação é gratuita, mas é obrigatória inscrição prévia NESTE LINK.
Participação limitada a 50 pessoas no formato presencial.
Organização: IIFA e Instituto de História Contemporânea — Universidade de Évora
>> Descarregar folheto informativo (PDF) <<
Tempo
(Sexta-feira) 3:00 pm - 5:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Universidade de Évoracehfc@uevora.pt Largo dos Colegiais, 2 — 7000-812 Évora

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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 2 | Sábado, 24 Janeiro, 16:00
Where did we land, Rabz Lansiquot, Reino Unido, 2019, 30′
Where did we land é uma experiência artística em curso que interroga o impacto das imagens disseminadas de violência anti-negra sobre a sociedade, a justiça e, sobretudo, sobre a psique das pessoas negras que as confrontam. O filme assume a forma de um ensaio em movimento, que aborda a problemática do espectáculo em torno dos corpos negros no ecrã. A obra apresenta 900 imagens fixas de arquivo, abstraídas e manipuladas, que atravessam a diáspora africana no tempo e no espaço, acompanhadas por um texto que convoca autoras como Tina Campt, Saidiya Hartman, Susan Sontag, Ruun Nuur, Guy Debord e Frank B. Wilderson III.
We Demand, Kevin Jerome Everson, Claudrena N. Harold, EUA, 2016, 11′
Em registo documental e performativo, We Demand recria a ocupação histórica do edifício de administração da Universidade da Virgínia em Maio de 1969, quando estudantes afro-americanos exigiram mudanças curriculares e maior representação institucional. Esta curta-metragem entrelaça encenação e arquivo para dar corpo às vozes da militância estudantil negra, evocando as tensões de uma época marcada pela luta pelos direitos civis e pelo fim da Guerra do Vietname. Mais do que um registo histórico, o filme funciona como exercício de memória colectiva, resgatando episódios de resistência que moldaram o percurso político e académico da universidade e ecoam ainda nas lutas contemporâneas contra o racismo.
Quem se move, Stephanie Ricci, Brasil, Portugal, 2025, 20′
Uma noite lisboeta é atravessada pela intensidade de René, uma jovem brasileira precária que aportou na cidade, mergulhada em conflitos pessoais e existenciais. Festas queer, amor, rejeição e solidão atravessam o seu corpo, deslocado entre dois continentes – entre a pertença e a não pertença, entre a precariedade e a esperança.
Ian Capillé conversa com Vânia Sanha. Moderação de Miguel Ribeiro
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
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(Sábado) 4:00 pm - 6:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum

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Sessão sobre história pública e o ensino da história com Arthur Chapman, professor de Educação em História na University College London. School and Public History: Challenges and Opportunities Sessão sobre
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Sessão sobre história pública e o ensino da história com Arthur Chapman, professor de Educação em História na University College London.
School and Public History: Challenges and Opportunities
Sessão sobre história pública e ensino da história intitulada “School and Public History: challenges and opportunities” com Arthur Chapman, professor de Educação em História e coordenador do Departamento de Currículo, Pedagogia e Avaliação Faculty of Education and Society of University College, London.
Arthur Chapman tem trabalhado sobre o ensino e a aprendizagem de História em contextos educativos formais e informais e, também, sobre questões relacionadas com a pedagogia da história na história pública, na cultura contemporânea e na teoria da história. É Editor-chefe do History Education Research Journal, Editor Executivo da Teaching History e editor de série da colecção de livros Knowledge and the Curriculum da UCL Press e do International Review of History Education. É vice-presidente da History Educator’s International Research Network (HEIRNET) e coordenador do History in Education Special Interest Group do Instituto de Educação da faculdade onde trabalha. É Vice-Presidente do Conselho Consultivo Científico do Observatório sobre o Ensino de História na Europa (Conselho da Europa) e foi, durante vários anos, Subdiretor da Public History Weekly. Contribui frequentemente para discussões internacionais sobre educação histórica e tem sido investigador visitante no Brasil, Canadá, Chile, Japão, Portugal, Taiwan, Singapura, Espanha e Suécia, entre outros.
ENTRADA LIVRE
Tempo
(Terça-feira) 3:00 pm - 5:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea da Universidade NOVA de Lisboa e Universidade de Évora

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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
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Sessão 3 | Sábado, 31 Janeiro, 16:00
Burn!, Gillo Pontecorvo, Itália, França, 1969, 112’
Descrito como uma epopeia luxuriante “contada de um ponto de vista neo-marxista e fanoniano”, o filme de Pontecorvo que sucede a A Batalha de Argel (1966) é um drama anti-colonial situado no século XIX. Marlon Brando interpreta William Walker, um agente provocador enviado pelo governo britânico para fomentar a mudança de regime na ilha caribenha fictícia de Queimada. Walker é um mercenário ao serviço do imperialismo europeu que acaba envolvido num confronto direto com um revolucionário negro chamado José Dolores (interpretado pelo actor não profissional Evaristo Márquez). Com as suas imagens intensas e saturadas de cor, acompanhadas pela música de Ennio Morricone, Queimada! oferece uma visão contundente de uma rebelião de escravos que constitui uma ameaça existencial ao sistema colonial-capitalista.
Conversa com Rui Lopes e Rebeca Ávila
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
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(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum

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Encontro que procura estimular a partilha, convocando a voz das trabalhadoras e a força do arquivo como uma ferramenta viva de conhecimento, aprendizagem e transformação. Nós Estamos Contigo na
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Encontro que procura estimular a partilha, convocando a voz das trabalhadoras e a força do arquivo como uma ferramenta viva de conhecimento, aprendizagem e transformação.
Nós Estamos Contigo na Casa
Trabalho doméstico e acção coletiva — Arquivos, memórias, testemunhos
A constituição de uma economia global dos cuidados e dos serviços domésticos tornou-se, nas últimas décadas, um dos elementos centrais para compreender as transformações do trabalho nas sociedades capitalistas (Ehrenreich e Hochschild, 2002; Lutz, 2011). Este processo de “divisão internacional do trabalho reprodutivo” (Parreñas, 2001; Anderson, 2007) é exemplo da forma como desigualdades históricas se reconfiguraram e aprofundaram na transição dos contextos coloniais para a pós-colonialidade (Cox, 2006; Sartri, 2008). A ausência de políticas públicas de cuidado, combinada com a desregulação do mercado de trabalho e a escassez de mão de obra no sector, produziu um cenário de precarização laboral e social em que género, etnicidade e classe se entrecruzam. A preferência dos empregadores por trabalhadoras migrantes — muitas vezes sem autorização de residência — tem permitido a formação de uma nova classe servil, caracterizada por vínculos frágeis, quase ausência de direitos e baixas remunerações (Giordano, 2022).
Este quadro de vulnerabilidade estrutural alimenta a ideia de que o trabalho doméstico e de cuidados seria marcado por invisibilidade social e por uma suposta incapacidade de mobilização colectiva. Contudo, esta leitura tende a obscurecer a longa história de resistências e de experiências organizativas protagonizadas por estas trabalhadoras. Desde o século XIX, múltiplos exemplos de reivindicações laborais e de luta contra práticas opressivas demonstram que o sector, longe de ser inorganizado, tem sido palco de diversas formas de mobilização por melhores condições de trabalho (Anderson, 2001; Boris e Nadassen, 2008; Gutiérrez-Rodríguez, 2010). Recuperar e reflectir sobre essa trajectória histórica não é apenas um exercício de memória, mas um passo necessário para reinscrever o trabalho doméstico e de cuidados na história global das lutas laborais, desafiando narrativas que procuram naturalizar a sua subalternidade.
O título deste encontro é retirado de uma carta enviada por uma trabalhadora doméstica ao seu sindicato, guardada num arquivo, sem data, sem remetente ou destinatário, apenas com uma anotação, escrita à mão: arquivo. É nela que se lê: “E nunca penses que estás só, nós estamos contigo na casa onde exercemos a profissão”.
Tomámos como inspiração para este encontro este pequeno excerto, parte de um texto que faz a descrição, na primeira pessoa, da migração precoce para a cidade de Lisboa, para servir em casa alheia, aos sete anos.
O trabalho sobre arquivos de organizações de trabalhadoras e a ampliação da atenção sobre sindicalismo à realidade do serviço doméstico tem merecido crescente atenção nos últimos anos, um pouco por todo o mundo, também sob o impulso de um renovado interesse pela intersecção, na esfera do trabalho doméstico remunerado, das desigualdades de género, classe e migrações. Neste encontro, que terá lugar nos dias 6 e 7 de Fevereiro de 2026 em Lisboa, abrimos um espaço para, a partir do projeto A Voz das Trabalhadoras: Os Arquivos do Sindicato do Serviço Doméstico (1974-1992), reunir contributos que, vindos de diferentes geografias e campos de prática, se cruzem em torno do trabalho doméstico, de cuidado e de limpeza — e da sua articulação com formas de ação colectiva, cooperativismo, sindicalismo, e construção de memória.
Chamada para comunicações
Assim, tendo como principal ponto de partida a imersão em arquivos do sindicalismo, de experiências de auto-gestão e de cooperativismo no serviço doméstico, convidamos à submissão de propostas que se debrucem sobre os diversos repertórios de organização e luta adoptados por trabalhadoras e trabalhadores deste sector/actividade, que incidam sobre história oral ou pesquisas em arquivos, na narração de experiências e auto-representações das condições e contextos laborais.
Procurando estabelecer um diálogo transnacional e interdisciplinar destas experiências, aceitam-se contribuições nos seguintes eixos:
- Práticas de arquivo de/ sobre trabalho doméstico;
- Fluxos migratórios, cidadania, género e racialização no trabalho doméstico, de limpeza e de cuidados;
- Acção coletiva, cooperativismo e sindicalismo de trabalho doméstico.
Este encontro procura estimular a presença e partilha entre activistas, artistas, investigadoras/es, trabalhadoras/es e sindicatos — convocando a voz das trabalhadoras e a força do arquivo como uma ferramenta viva de conhecimento, aprendizagem e transformação.
Assim, convidamos ao envio de propostas oriundas de diferentes campos disciplinares e com diferentes abordagens metodológicas, saudando o cruzamento de perspectivas. O encontro acolhe propostas vindas de:
- artistas (performance, teatro, audiovisual);
- investigadores/as, arquivistas, ativistas e estudantes;
- trabalhadoras do sector doméstico e de cuidados (colectivos, cooperativas, sindicatos).
Envio de pequenos resumos (máx. 500 palavras), com uma breve biografia, até ao dia 10 de Novembro de 2025.
Submissões para encontro.trabalhodomestico2026@gmail.com.
Idiomas aceites: Português, espanhol e inglês
>> Descarregar a chamada para trabalhos (PDF) <<
Locais do encontro: NOVA FCSH e Centro Cultural Cabo Verde
Organização: CICS.NOVA e IHC
Comissão organizadora
Ackssana Silva
Elsa Nogueira
Inês Brasão
José Soeiro
Mafalda Araújo
Nuno Ferreira Dias
Tempo
fevereiro 6 (Sexta-feira) - 7 (Sábado)
Localização
Lisboa
Organizador
Instituto de História Contemporânea e CICS.NOVA — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa

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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
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Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
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Sessão 4 | Sábado, 7 Fevereiro, 16:00
La Hora de los Hornos. Parte 1: Neo-colonialismo e Violência, 1968, Fernando E. Solanas, Octavio Getino, 1966-68, Argentina, 85’
Produzido pelo Grupo Cine Liberación nos anos que antecederam a chamada Guerra Suja, A Hora dos Fornos foi ao mesmo tempo cinema inovador e manifesto guerrilheiro pela queda da ditadura argentina. Combinando imagens de actualidade que retratam a agitação socio-política entre 1945 e 1968 com testemunhos de militantes peronistas e de figuras revolucionárias como José Martí, Che Guevara, Frantz Fanon e José Carlos Mariátegui, o filme assumiu-se como ferramenta de resistência e de mobilização socialista. Exibido clandestinamente perante públicos que interrompiam as sessões para debater, tornou-se obra-chave do chamado Third Cinema, conceito defendido por Fernando Solanas e Octavio Getino em oposição ao modelo comercial de Hollywood. Dividido em catorze capítulos, a sua influência estendeu-se a cineastas e coletivos empenhados na transformação política, de Chris Marker ao Grupo Dziga Vertov e a Patricio Guzmán.
Conversa com Luís Trindade e Raquel Ribeiro
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum

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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 5 | Sábado, 14 Fevereiro, 16:00
You hide me, Nii Kwate Owoo, Gana, Reino Unido, 1970, 17’
Esta curta-metragem revela de forma crua e directa as contradições de um sistema museológico que legitima séculos de violência colonial. A câmara percorre vitrinas, depósitos e corredores dos acervos do Museu Britânico em Londres, transformando o inventário em denúncia: cada objecto exposto é também um testemunho das condições em que foi retirado do seu contexto original. O gesto do realizador, simples mas radical, assume-se como um show-and-tell político, convocando tanto a urgência da restituição material quanto a necessidade de repensar narrativas históricas dominantes. Proibido em território ganês mas hoje visto como um marco do cinema anti-colonial, este filme recorda-nos que a luta pela devolução do património não é apenas simbólica, mas profundamente ligada a questões de justiça histórica.
Soleil Ô, Med Hondo, 1970, França, Mauritania, 112’
Um grito de resistência contra a opressão racista e um marco revolucionário do cinema político, esta primeira longa-metragem do realizador mauritano Med Hondo constitui um ataque ao capitalismo e ao colonialismo. Soleil Ô acompanha a trajectória de um jovem imigrante que parte rumo a Paris em busca de trabalho e de uma comunidade. Rapidamente descobre uma sociedade hostil, onde a sua simples presença gera medo e desconfiança. Hondo recorre a uma linguagem cinematográfica experimental para denunciar as contradições da metrópole pós-colonial: a promessa de integração convive com mecanismos de exclusão sistemática. O filme não só denuncia as condições de marginalização vividas por milhares de migrantes africanos em França, como se afirma como um manifesto artístico de emancipação e resistência. Meio século depois da sua estreia, Soleil Ô permanece uma obra de referência incontornável, cuja energia estética e política continua a interpelar espectadores de diferentes gerações.
Conversa com Ângela Ferreira, Flávio Almada, Henrique Entratice, Víctor Barros. Moderação de Sofia Victorino
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Cinema Fernando Lopes

Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo abrir espaço para o diálogo sobre como as Humanidades Digitais podem impulsionar abordagens plurais da história, da memória, do património e da criatividade. Prazo: 5
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Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo abrir espaço para o diálogo sobre como as Humanidades Digitais podem impulsionar abordagens plurais da história, da memória, do património e da criatividade. Prazo: 5 Dezembro 2025 26 Janeiro 2026 [nova data]
Crossing Oceans: Digital Humanities in Dialogue
We are pleased to announce the international conference Crossing Oceans: Digital Humanities in Dialogue, bringing together researchers, practitioners, and digital humanists from all around the globe. This event seeks to create a space of truly transoceanic dialogue to discuss the present and future of Digital Humanities.
The conference invites participants to rethink methodologies for work in the Humanities at a time when digital transformations are reshaping how we investigate, interpret, and share knowledge. The digitization of archival materials, alongside the proliferation of born-digital records, has multiplied the sources available for historical, literary, and cultural analysis. Today, researchers have at their disposal a wide range of digital tools and software that allow them to organise, interpret, manipulate, share, and store data in increasingly diverse ways, opening new pathways for both collaborative and innovative research. At the same time, the emergence of artificial intelligence challenges us to critically assess both the possibilities and the risks of automated tools in the construction of knowledge.
Call for papers
By crossing oceans and perspectives, this conference aims to open the space for dialogue on how Digital Humanities can boost plural approaches to history, memory, heritage, and creativity, while also confronting questions of accessibility, ethics, and epistemic justice, as when we use these tools to give voice to new agents previously made invisible by traditional historiography, for instance.
On this conference, we welcome contributions on topics including but not limited to:
- Methodological innovations in Digital Humanities research.
- The impact of AI on the Humanities and critical approaches to its use.
- Digitization projects and the challenges of working with born-digital materials.
- Digital strategies for reaching non-academic audiences.
- Tools and projects that facilitate collaborative and transnational projects.
Submission period: 20 October – 5 December 2025 26 January 2026 [new deadline]
Participation: Free of charge, registration required
Language: English (presentations in other languages may be considered)
🔗 Registration and proposal submission
Organisation
Organising Committee
Anderson Antunes (University of Évora / IHC / IN2PAST)
Sara Albuquerque (University of Évora / IHC / IN2PAST)
Scientific Committee
Ana Margarida Dias da Silva (University of Coimbra / CHSC / DCV-UC)
Anderson Antunes (University of Évora / IHC / IN2PAST)
Daniel Alves (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Santiago Perez (CEComp — FLUL)
Sara Albuquerque (University of Évora / IHC / IN2PAST)
Silvia Valencich Frota (CEComp — FLUL)
Executive Committee
Anderson Antunes (University of Évora / IHC / IN2PAST)
Diana Barbosa (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Sara Albuquerque (University of Évora / IHC / IN2PAST)
Paula Gentil Santos (University of Évora)
This conference is inspired by the KNOW.AFRICA project (https://doi.org/10.54499/2022.01599.PTDC), which investigates nineteenth-century Portuguese scientific expeditions in Angola by highlighting the invisible contributions of local agents who made travelling and collecting possible. In this project, we analyse how cooks, guides, interpreters, porters, local rulers, and others, collaborated with the construction of knowledge and the formation of scientific collections. Through the use of Digital Humanities methods and tools – such as GIS mapping, network analysis and visualisation, databases, and interactive digital timelines – KNOW.AFRICA aims to explore how digital tools can assist in the construction and dissemination of historical knowledge. By combining archival research with digital tools, the project not only advances academic debates on colonial science but also develops outputs aimed at wider publics, including digital exhibitions, podcasts, and interactive maps and timelines. In this way, KNOW.AFRICA aims to use the Digital Humanities as a way to bridge research and dissemination, turning historical inquiry into a shared, multidisciplinary and collaborative process.
Tempo
fevereiro 26 (Quinta-feira) - 27 (Sexta-feira)
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Universidade de Évoracehfc@uevora.pt Largo dos Colegiais, 2 — 7000-812 Évora

Detalhes do Evento
Congresso que tem como objectivo discutir a forma como a nova extrema-direita do século XXI se posiciona em relação ao legado do fascismo clássico. Prazo: 4 Janeiro 2026 Do
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Detalhes do Evento
Congresso que tem como objectivo discutir a forma como a nova extrema-direita do século XXI se posiciona em relação ao legado do fascismo clássico. Prazo: 4 Janeiro 2026
Do Fascismo ao Neofascismo?
(Des)Continuidades entre o Fascismo Clássico e a Extrema-Direita do Século XXI
Está em curso o debate sobre a natureza política, ideológica e social da extrema-direita contemporânea, especialmente a que está ativa no século XXI. O debate académico, neste caso mais do que noutros, acompanha de perto o debate público sobre os desenvolvimentos políticos que são percecionados como tendo consequências dramáticas para o futuro. Um grande número de explicações foi proposto e uma ampla gama de conceitos oferecida, aplicáveis a casos específicos, sejam eles de âmbito nacional ou regional, ou ao próprio fenómeno global — porque, e isto é importante, é um fenómeno global com o qual estamos a lidar. Tal como o fascismo há cem anos. Os/as investigadores/as são quase sempre forçadas a tomar uma posição sobre a questão das continuidades (Finchelstein, 2019; Palheta, 2022) e das descontinuidades (Forti, 2024) entre, por um lado, o fascismo clássico (1922-1945) e o que eram naquela época outros fenómenos ultrarreacionários que, no período entre guerras, se tornaram subprodutos do fascismo através do processo de fascização e, por outro lado, as novas formas adotadas pela extrema- -direita desde 1945 e, sobretudo, desde a viragem do século XX para o século XXI. Em nome da urgência de uma abordagem científica ao que parece ser a crise mais grave dos sistemas liberais desde a década de 1930, pretendemos neste congresso discutir a forma como a nova extrema-direita do século XXI se posiciona em relação ao legado do fascismo clássico, porque “precisamos de explicar a continuidade entre o fascismo histórico e o populismo de direita contemporâneo como uma radicalização da política pós- -liberal baseada na erosão da participação democrática e no surgimento de uma nova política do medo” (Woodley, 2010).
Em consonância com esta posição, o congresso acolherá, também, estudos sobre as culturas políticas antifascistas, a começar pelas que surgiram em reação à onda fascista da década de 1930 e ao seu sucesso político (Kallis, 2015). O objetivo aqui é dar espaço a estudos sobre as diversas formas de resistência ao fascismo. O antifascismo é também um movimento transnacional (Traverso, 2004) e não perdeu a sua eficácia política em 1945, nem se tornou uma comunidade de memória de um passado encapsulado no tempo. Ele ressurgiu nos últimos 80 anos sempre que a extrema-direita reapareceu com força. Como é o caso dos nossos dias.
Neste sentido, o congresso acolherá propostas de artigos e painéis nas seguintes áreas possíveis:
(i) Fascismo(s), neofascismo, extrema-direita, reação e modernidade. Conceitos e teoria.
(ii) A nação, o Ocidente, a supremacia branca: cem anos de visões de mundo da extrema-direita.
(iii) Hipermasculinidade, antifeminismo e misoginia: reprodução social e fascismo.
(iv) Cem anos de cultura política de extrema-direita: continuidades, descontinuidades, adaptação, redes. (v) Fascismo, neofascismo e o(s) outro(s): especificidades da articulação política que o fascismo e a extrema-direita global fazem da xenofobia e do racismo.
(vi) Partido, Estado, movimentos, milícias, bem-estar social, associações. A dimensão organizacional da extrema-direita.
(vii) Violência, guerra e genocídio: extrema-direita e ação política.
(viiii) Fascismo e crise: contexto e causalidade dos impulsos da extrema-direita na história.
(ix) O antifascismo como cultura política transnacional: resistir ao fascismo, preservar a democracia, reconstruir a democracia, da década de 1920 à década de 2020. Interseções com o anticolonialismo, o antirracismo e o feminismo.
(x) Neofascismo, extrema-direita e antifascismo na memória coletiva: usos do passado, memória, «guerra cultural» e ação política.
Submissão de propostas:
As propostas de comunicação (que devem ser redigidas em inglês) devem ser enviadas para o endereço congresso.neo.fascismo.2026@gmail.com com um título, um resumo (máximo de 350 palavras), uma curta nota biográfica e informações de contacto até 4 de Janeiro de 2026.
Aceitamos propostas de comunicação ou de painéis. Também aceitamos propostas de intervenções criativas/artísticas baseadas numa interseção interdisciplinar com as ciências sociais, que serão sujeitas a revisão por pares, da mesma forma que as propostas de trabalhos e painéis. Neste caso, as propostas devem incluir uma descrição da performance (especificando os meios a utilizar e o tempo) e um resumo dos objetivos. A aceitação dependerá das possibilidades reais e práticas de integração no programa.
As apresentações devem ser feitas presencialmente em português, inglês ou espanhol. Não haverá apresentações online.
Notificação de aceitação até 8 de fevereiro de 2026. Não serão cobradas taxas de inscrição.
Palestrantes convidados/a: Ugo Palheta, Virgínia Fontes e Fernando Rosas
>> Descarregar a chamada para comunicações (nova versão; PDF) <<
Comissão organizadora:
Manuel Loff (FLUP / IHC — NOVA FCSH / IN2PAST) Luís Trindade (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Arturo Zoffmann (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Ana Sofia Ferreira (FLUP / IS — Universidade do Porto)
Sílvia Correia (FLUP / IS — Universidade do Porto)
Adriano Amaral (IS — Universidade do Porto)
Gabriela Azevedo (IS — Universidade do Porto)
Bruno Madeira (Universidade do Minho / Lab2PT / IN2PAST) Sérgio Neto (FLUP / CITCEM)
Afonso Silva (UAB / IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Carlos Martins (IS — Universidade do Porto)
Comissão científica:
Caroline Silveira Bauer (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil)
Francesca Billiani (University of Manchester, Reino Unido)
Kasper Braskén (University of Helsinki, Finlândia)
Gilberto Calil (Unioeste, Brasil)
Leonardo Carnut (Universidade de São Paulo, Brasil)
Rejane Carol (Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil)
André Dantas (Fiocruz, Brasil)
Cristina Diac (The National Institute for the Study of Totalitarianism, Roménia)
Fátima Moura Ferreira (Universidade do Minho / Lab2PT / IN2PAST, Portugal)
Steven Forti (Universitat Autònoma de Barcelona, Espanha)
Hugo García (Universidad Autónoma de Madrid, Espanha)
Cátia Guimarães (Fiocruz, Brasil)
Xosé Manoel Núñez Seixas (Universidade de Santiago de Compostela, Espanha)
Virgílio Borges Pereira (FLUP / IS — Universidade do Porto, Portugal)
Fernando Rosas (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST, Portugal)
Carlos Zacarias de Sena Júnior (Universidade Federal da Bahia, Brasil)
Carla Luciana Silva (Unioeste, Brasil)
Luís Reis Torgal (Universidade de Coimbra / CEIS20, Portugal)
Vicente Valentim (IE University, Espanha)
Tempo
abril 27 (Segunda-feira) - 28 (Terça-feira)
Localização
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Via Panorâmica Edgar Cardoso — 4150-564 Porto
Organizador
Várias instituições

Detalhes do Evento
Conferência sobre as alterações nas vidas dos movimentos de independência, que visa explorar a evolução e transformação das lutas anticoloniais e anti-imperialistas. Prazo: 13 Fevereiro 2026 The Alter-lives of
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Detalhes do Evento
Conferência sobre as alterações nas vidas dos movimentos de independência, que visa explorar a evolução e transformação das lutas anticoloniais e anti-imperialistas. Prazo: 13 Fevereiro 2026
The Alter-lives of Independence Movements:
Frustrated Hopes, Renewed Utopias
Decades after formal decolonisation, anti-colonialism and anti-imperialism have remained a wellspring of inspiration and contestation. Studies about anticolonial thought, the 1955 Bandung Conference, and transcontinental solidarity movements have proliferated in academia and activist networks, providing the basis of theories and practices of resistance in contemporary times. Nevertheless, the ideas and the movements they inspired did not perish with the epoch that produced them. They evolved and acquired alternative lives in the period of nation-building and world-making, whether in extended or distorted forms. On the one hand, there were local and transnational efforts to sustain and enrich the revolutionary impulse through embracing the anticolonial spirit in various areas such as development, education, and diplomacy. As international institutions such as the UN welcome additional member states, Europeans and non-Europeans travelled to decolonised states like Algeria and Angola to learn and further cultivate ideas in building new societies. On the other hand, some dominant groups that took over the independent states capitalised on the anti-colonial pride to justify authoritarian and anti-democratic rule. Their utopian visions led to the systematic oppression of opposing forces and reproduced the hierarchical international state model. The fear of neocolonialism and disillusionment propelled both the former coloniser and colonised to reorganise their strategies and desires in the face of an emerging world order.
This two-day conference on the alter-lives of independence movements explores the evolution and transformation of anti-colonial and anti-imperial struggles. It focuses on the events and reflections about the early years of independence, a period of turbulent transition from colonial domination to self-governing nation-states, and of tumultuous beginnings of a new international order. We introduce the concept “alter-lives” to denote the process of altering imaginaries and practices that emerged during the colonial period in responding to uncertain futures, including the political uses of anticolonial memories and/or histories. It also refers to alternative relations forged between and among the former colonisers and colonised after independence. Thus, using “alter-lives” as a conceptual ground, this conference engages in the following questions: first, how have anticolonial thinking and practices evolved domestically and transnationally? Second, what were the structural and agential forces behind these evolutions? Third, how were anticolonial memories and histories politicised to achieve certain ends? Fourth, what difficulties did these agents face in realising their envisioned future? Lastly, how have alterations and alternatives affirmed and/or challenged the revolutionary ideas of the independence struggles?
Call for papers
We welcome theoretical and praxis-oriented proposals to gather scholars, activists, and artists from various disciplinary backgrounds and acquire a broad comparative perspective. Possible
areas include, but are not limited to:
- Transnational solidarities and resistance, such as North-South and South-South cooperation
- Nation-building
- Anticolonial thought and figures
- Diplomacy and international affairs
- Pedagogy and knowledge transmission
- Literary and artistic representations, such as documentaries, films, and novels
- Rhetorics of failure, frustrated political projects
Please submit your abstract (300 words max.) by 13 February 2026 to jiw.hopesandfears@gmail.com.
Decisions will be communicated by the first week of March 2026.
>> Download the call for papers (PDF) <<
This event is organised as part of the Joint International Workshop “Hopes and Fears. Anti-colonial and Postcolonial Imaginaries in the Lusotopy and Beyond”, that gathers the Institute of Contemporary History — NOVA University Lisbon / University of Évora, the University of São Paulo, and the Pontifical Catholic University of Rio Grande do Sul.
Tempo
junho 26 (Sexta-feira) - 27 (Sábado)
Localização
Lisboa
Organizador
Instituto de História Contemporânea — NOVA FCSH, Universidade de São Paulo e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Detalhes do Evento
Conferência que procura desafiar o revisionismo histórico, amplificar vozes marginalizadas e promover diálogos transnacionais sobre reconciliação, responsabilização e justiça restaurativa. Prazo: 30 Novembro 7 Dezembro 2025 [nova data] The
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Detalhes do Evento
Conferência que procura desafiar o revisionismo histórico, amplificar vozes marginalizadas e promover diálogos transnacionais sobre reconciliação, responsabilização e justiça restaurativa. Prazo: 30 Novembro 7 Dezembro 2025 [nova data]
The Public History of Difficult Pasts
8th International Conference on Public History
IFPH 2026
The 8th International Conference on Public History, organised by the International Federation for Public History, IFPH, will take place in Lisbon from September 7 to 11, 2026. It will be hosted by IN2PAST – the Associate Laboratory for Research and Innovation in Heritage, Arts, Sustainability and Territory, a transdisciplinary consortium of seven research centres, at the Almada Negreiros College on the Campolide Campus of NOVA University Lisbon.
In a time of escalating attacks by right-wing movements on memory, diversity, human rights, democracy, and history itself, the IFPH reaffirms its commitment to fostering critical engagement with the ways societies confront, interpret, and relate to their difficult pasts and challenging presents. The IFPH strongly condemns book banning, the censorship of historical narratives, the surveillance of students and educators, the targeting of sites of remembrance, and the imposition of ideological agendas — particularly right-wing distortions — that not only threaten academic freedom but undermine the very principles upon which public history is built. Against this backdrop, the conference seeks to challenge historical revisionism and silencing, to amplify marginalised voices and memories, and to promote transnational dialogues on reconciliation, accountability, and restorative justice.
Public History has long addressed global historical processes such as colonialism, the transatlantic slave trade, and the genocide of Indigenous peoples, as well as phenomena that emerge in multiple contexts, including armed conflicts and dictatorships. It embodies both a political and ethical commitment to examining how difficult pasts have been lived and remembered by different communities and individuals, ensuring that their perspectives are acknowledged and respected. At the same time, engaging with these histories through Public History raises significant challenges. Sharing authority with specific communities and amplifying marginalised narratives may unintentionally silence other voices, while also presenting complex ethical dilemmas. Furthermore, Public History operates within the public sphere, engaging diverse audiences and navigating competing representations of the past in an era increasingly marked by the political instrumentalisation of history and the spread of revisionist and denialist discourses.
Call for contributions
This conference seeks to challenge historical revisionism, amplify marginalised voices, and foster transnational dialogues on reconciliation, accountability, and restorative justice. We invite contributions that explore:
Historical Contexts and Global Processes
-
- Colonialism and its enduring legacies
- The transatlantic slave trade and its commemorations
- Indigenous genocide and cultural destruction
- Armed conflicts, civil wars, and their aftermath
- Dictatorships, authoritarianism, and state violence
- Mass atrocities and crimes against humanity
Contemporary Challenges and Methodological Innovations
-
- Countering historical denial and revisionism
- Navigating contested memories and competing narratives
- Sharing authority with affected communities
- Ethical dilemmas in representing traumatic pasts
- Digital humanities, media, and social networks
- Museum practices and memorial sites
- Archives, and archival activism
- Educational approaches to sensitive histories
Voices and Perspectives
-
- Survivor testimonies and intergenerational trauma
- Community-based historical projects
- Oral history and marginalised narratives
- Gender, sexuality, and intersectional approaches
- Youth engagement with difficult pasts
- Transnational and comparative perspectives
Justice and Reconciliation
-
- Truth commissions and transitional justice
- Reparations and historical redress
- Memorialisation and commemoration practices
- Restorative justice approaches
- Healing and collective memory
- Building inclusive historical narratives
Calendar
Opening of the Call for Presentations: 30 September 2025
Deadline for Application: 30 November 7 December 2025 [new deadline]
Deadline for reviewers to do their reviews: 31 January 2026
Call for posters: January 2026
Results of the Call for Presentations will be announced by March 2026
Programme of the conference shall be available around June 2026
Deadline for registration for on-site attendance: August 2026
Conference: 7-11 September 2026
Submission of proposals
🔗 Submit your panel proposal HERE.
🔗 Submit your paper proposal HERE.
🔗 Submit your Working Group proposal HERE.
>> Download the call for papers (PDF) <<
Picture: Peniche Fortress, Fortim Redondo, site of the infamous isolation cells (‘Segredo’) (Credit: © Paulo)
Tempo
setembro 7 (Segunda-feira) - 11 (Sexta-feira)
Organizador
Várias instituições
Eventos com chamadas abertas

Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo abrir espaço para o diálogo sobre como as Humanidades Digitais podem impulsionar abordagens plurais da história, da memória, do património e da criatividade. Prazo: 5
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Detalhes do Evento
Conferência que tem como objectivo abrir espaço para o diálogo sobre como as Humanidades Digitais podem impulsionar abordagens plurais da história, da memória, do património e da criatividade. Prazo: 5 Dezembro 2025 26 Janeiro 2026 [nova data]
Crossing Oceans: Digital Humanities in Dialogue
We are pleased to announce the international conference Crossing Oceans: Digital Humanities in Dialogue, bringing together researchers, practitioners, and digital humanists from all around the globe. This event seeks to create a space of truly transoceanic dialogue to discuss the present and future of Digital Humanities.
The conference invites participants to rethink methodologies for work in the Humanities at a time when digital transformations are reshaping how we investigate, interpret, and share knowledge. The digitization of archival materials, alongside the proliferation of born-digital records, has multiplied the sources available for historical, literary, and cultural analysis. Today, researchers have at their disposal a wide range of digital tools and software that allow them to organise, interpret, manipulate, share, and store data in increasingly diverse ways, opening new pathways for both collaborative and innovative research. At the same time, the emergence of artificial intelligence challenges us to critically assess both the possibilities and the risks of automated tools in the construction of knowledge.
Call for papers
By crossing oceans and perspectives, this conference aims to open the space for dialogue on how Digital Humanities can boost plural approaches to history, memory, heritage, and creativity, while also confronting questions of accessibility, ethics, and epistemic justice, as when we use these tools to give voice to new agents previously made invisible by traditional historiography, for instance.
On this conference, we welcome contributions on topics including but not limited to:
- Methodological innovations in Digital Humanities research.
- The impact of AI on the Humanities and critical approaches to its use.
- Digitization projects and the challenges of working with born-digital materials.
- Digital strategies for reaching non-academic audiences.
- Tools and projects that facilitate collaborative and transnational projects.
Submission period: 20 October – 5 December 2025 26 January 2026 [new deadline]
Participation: Free of charge, registration required
Language: English (presentations in other languages may be considered)
🔗 Registration and proposal submission
Organisation
Organising Committee
Anderson Antunes (University of Évora / IHC / IN2PAST)
Sara Albuquerque (University of Évora / IHC / IN2PAST)
Scientific Committee
Ana Margarida Dias da Silva (University of Coimbra / CHSC / DCV-UC)
Anderson Antunes (University of Évora / IHC / IN2PAST)
Daniel Alves (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Santiago Perez (CEComp — FLUL)
Sara Albuquerque (University of Évora / IHC / IN2PAST)
Silvia Valencich Frota (CEComp — FLUL)
Executive Committee
Anderson Antunes (University of Évora / IHC / IN2PAST)
Diana Barbosa (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
Sara Albuquerque (University of Évora / IHC / IN2PAST)
Paula Gentil Santos (University of Évora)
This conference is inspired by the KNOW.AFRICA project (https://doi.org/10.54499/2022.01599.PTDC), which investigates nineteenth-century Portuguese scientific expeditions in Angola by highlighting the invisible contributions of local agents who made travelling and collecting possible. In this project, we analyse how cooks, guides, interpreters, porters, local rulers, and others, collaborated with the construction of knowledge and the formation of scientific collections. Through the use of Digital Humanities methods and tools – such as GIS mapping, network analysis and visualisation, databases, and interactive digital timelines – KNOW.AFRICA aims to explore how digital tools can assist in the construction and dissemination of historical knowledge. By combining archival research with digital tools, the project not only advances academic debates on colonial science but also develops outputs aimed at wider publics, including digital exhibitions, podcasts, and interactive maps and timelines. In this way, KNOW.AFRICA aims to use the Digital Humanities as a way to bridge research and dissemination, turning historical inquiry into a shared, multidisciplinary and collaborative process.
Tempo
fevereiro 26 (Quinta-feira) - 27 (Sexta-feira)
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Universidade de Évoracehfc@uevora.pt Largo dos Colegiais, 2 — 7000-812 Évora

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Conferência sobre as alterações nas vidas dos movimentos de independência, que visa explorar a evolução e transformação das lutas anticoloniais e anti-imperialistas. Prazo: 13 Fevereiro 2026 The Alter-lives of
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Conferência sobre as alterações nas vidas dos movimentos de independência, que visa explorar a evolução e transformação das lutas anticoloniais e anti-imperialistas. Prazo: 13 Fevereiro 2026
The Alter-lives of Independence Movements:
Frustrated Hopes, Renewed Utopias
Decades after formal decolonisation, anti-colonialism and anti-imperialism have remained a wellspring of inspiration and contestation. Studies about anticolonial thought, the 1955 Bandung Conference, and transcontinental solidarity movements have proliferated in academia and activist networks, providing the basis of theories and practices of resistance in contemporary times. Nevertheless, the ideas and the movements they inspired did not perish with the epoch that produced them. They evolved and acquired alternative lives in the period of nation-building and world-making, whether in extended or distorted forms. On the one hand, there were local and transnational efforts to sustain and enrich the revolutionary impulse through embracing the anticolonial spirit in various areas such as development, education, and diplomacy. As international institutions such as the UN welcome additional member states, Europeans and non-Europeans travelled to decolonised states like Algeria and Angola to learn and further cultivate ideas in building new societies. On the other hand, some dominant groups that took over the independent states capitalised on the anti-colonial pride to justify authoritarian and anti-democratic rule. Their utopian visions led to the systematic oppression of opposing forces and reproduced the hierarchical international state model. The fear of neocolonialism and disillusionment propelled both the former coloniser and colonised to reorganise their strategies and desires in the face of an emerging world order.
This two-day conference on the alter-lives of independence movements explores the evolution and transformation of anti-colonial and anti-imperial struggles. It focuses on the events and reflections about the early years of independence, a period of turbulent transition from colonial domination to self-governing nation-states, and of tumultuous beginnings of a new international order. We introduce the concept “alter-lives” to denote the process of altering imaginaries and practices that emerged during the colonial period in responding to uncertain futures, including the political uses of anticolonial memories and/or histories. It also refers to alternative relations forged between and among the former colonisers and colonised after independence. Thus, using “alter-lives” as a conceptual ground, this conference engages in the following questions: first, how have anticolonial thinking and practices evolved domestically and transnationally? Second, what were the structural and agential forces behind these evolutions? Third, how were anticolonial memories and histories politicised to achieve certain ends? Fourth, what difficulties did these agents face in realising their envisioned future? Lastly, how have alterations and alternatives affirmed and/or challenged the revolutionary ideas of the independence struggles?
Call for papers
We welcome theoretical and praxis-oriented proposals to gather scholars, activists, and artists from various disciplinary backgrounds and acquire a broad comparative perspective. Possible
areas include, but are not limited to:
- Transnational solidarities and resistance, such as North-South and South-South cooperation
- Nation-building
- Anticolonial thought and figures
- Diplomacy and international affairs
- Pedagogy and knowledge transmission
- Literary and artistic representations, such as documentaries, films, and novels
- Rhetorics of failure, frustrated political projects
Please submit your abstract (300 words max.) by 13 February 2026 to jiw.hopesandfears@gmail.com.
Decisions will be communicated by the first week of March 2026.
>> Download the call for papers (PDF) <<
This event is organised as part of the Joint International Workshop “Hopes and Fears. Anti-colonial and Postcolonial Imaginaries in the Lusotopy and Beyond”, that gathers the Institute of Contemporary History — NOVA University Lisbon / University of Évora, the University of São Paulo, and the Pontifical Catholic University of Rio Grande do Sul.
Tempo
junho 26 (Sexta-feira) - 27 (Sábado)
Localização
Lisboa
Organizador
Instituto de História Contemporânea — NOVA FCSH, Universidade de São Paulo e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
janeiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
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Conferência de lançamento do projecto STEXEU, coordenado por Arturo Zoffmann Rodriguez, onde será analisada a forma como os estados de excepção transformaram
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Conferência de lançamento do projecto STEXEU, coordenado por Arturo Zoffmann Rodriguez, onde será analisada a forma como os estados de excepção transformaram os papéis dos governos e das forças de segurança.
A via constitucional para a ditadura:
Estados de excepção e autoritarismo na Europa, 1900-39
Os regimes liberais do início do século XX recorreram a poderes de emergência para enfrentar a agitação política, mas estas medidas abriram frequentemente caminho ao autoritarismo. Esta conferência analisa a forma como os estados de excepção transformaram os papéis dos governos e das forças de segurança, mostrando como mecanismos constitucionais concebidos para defender a ordem liberal podiam, afinal, contribuir para a sua erosão e para a ascensão do fascismo.
O projecto STEXEU é financiado pelo European Research Council.
ENTRADA LIVRE
Tempo
(Sexta-feira) 10:00 pm - 7:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboacomunicacao.ihc@fcsh.unl.pt Avenida de Berna, 26C — 1069-061 Lisboa

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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 1 | Sábado, 17 Janeiro, 16:00
Chroniques fidèles survenues au siècle dernier à l’hôpital psychiatrique Blida-Joinville, Abdenour Zahzah, Algeria, França, 2024, 90’
1953, Argélia colonizada. Frantz Fanon, um jovem psiquiatra negro da Martinica, é nomeado médico-chefe do Hospital de Blida-Joinville. Ao pôr em prática as suas teorias de “psicoterapia institucional”, em oposição às teorias racistas da Escola de Psiquiatria de Argel, uma guerra irrompe dentro das próprias enfermarias. Esta longa-metragem centra-se nos métodos visionários de terapia social de Frantz Fanon durante o período em que trabalhou como psiquiatra na Argélia, entre 1953 e 1956.
Conversa com Ruth Wilson Gilmore, Mina Untalan e Lucas Manarte. Moderação de Manuela Ribeiro Sanches
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum

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Palestra que apresentará alguns dos métodos, arquivos e desafios da história social e cultural de comunidades específicas com foco na história queer e LGBTQIA+. Com Matt Cook, IHC Visiting Scholar
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Palestra que apresentará alguns dos métodos, arquivos e desafios da história social e cultural de comunidades específicas com foco na história queer e LGBTQIA+. Com Matt Cook, IHC Visiting Scholar 2026.
Entangled Tales, Liveable Lives: Making Queer History Since the 1960s
Palestra dirigida ao público não-académico (em inglês) que apresenta alguns dos métodos, arquivos e desafios da história social e cultural de comunidades específicas. Com foco na história queer, LGBTQIA+, e das dissidências sexuais e de género na época contemporânea, propõe uma reflexão em torno da sua circulação entre memória, arquivo, academia, arte, e espaço público.
A palestra será proferida por Matt Cook, destacado historiador social e cultural, Jonathan Cooper Chair of the History of Sexuality no Mansfield College, Universidade de Oxford. O seu trabalho tem-se centrado em temáticas queer e LGBTQ+ no Reino Unido, incluindo livros de referência como London and the Culture of Homosexuality (2003), Queer Domesticities (2014) e Queer Beyond London (com Alison Oram, 2022), bem como numerosos textos e colaborações públicas em torno da história urbana, VIH/SIDA e culturas queer. Desde 2002, integra o conselho editorial da History Workshop Journal, uma das principais revistas internacionais em história social. Writing Queer History (no prelo, Março 2026) propõe um sumário do campo e é a base desta palestra. Matt Cook é o IHC Visiting Scholar do ano 2026.
Será seguida por uma conversa com os artistas Odete e André Murraças, moderada por Joana Matias (IHC — NOVA FCSH / CITCOM), que propõe dialogar com as suas respectivas abordagens aos arquivos e genealogias queer e trans no contexto português.
Odete é uma artista multidisciplinar que trabalha entre a escrita, a música, o teatro e as artes visuais. Afirma ser uma filha bastarda de Lúcifer, descendente da prática medieval de pactos satânicos para alterar o corpo sexuado de alguém. Tem pesquisado e trabalhado em torno da construção de pontos de ligação entre histórias “efeminadas”, desde os castrati barrocos até aos dandies do século XIX. They Lied to You About the Eunuchs (2025) é o seu último livro.
André Murraças é encenador, dramaturgo e cenógrafo, licenciado pela Escola Superior de Teatro e Cinema, com um Master of Arts em Scenography (Utrecht) e mestrado em Ciências da Comunicação. Assinou dezenas de espetáculos de teatro como autor, encenador e cenógrafo, com textos premiados e editados pela Cotovia/Artistas Unidos. Venceu em 2023 a bolsa literária para teatro da DGLAB e a III Bolsa de Residência Literária em Madrid, tendo sido distinguido várias vezes pelo CPAI e representado Portugal na Bienal de Jovens Criadores. Desenvolve ainda trabalho em cinema, rádio e projectos queer, como O Museu Fora do Armário e o Queerquivo, sendo considerado pela Mini Internacional um dos autores mais relevantes da sua geração.
O Quir Research Hub é uma comunidade transdisciplinar de investigadores/as que trabalham no domínio alargado dos estudos de género e da sexualidade, com foco nos estudos literários e culturais, na performance, e na representação. O compromisso-base jaz com a produção de análise cultural e acção institucional consequente, propondo soluções teóricas, críticas, e pedagógicas relevantes.
Tempo
(Quinta-feira) 6:00 pm - 7:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum

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Workshop dirigido a investigadores/as interessados em aplicar análise de redes sociais e outras ferramentas de humanidades digitais à investigação histórica. Humanidades Digitais e Investigação: Análise e visualização de
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Workshop dirigido a investigadores/as interessados em aplicar análise de redes sociais e outras ferramentas de humanidades digitais à investigação histórica.
Humanidades Digitais e Investigação:
Análise e visualização de redes
Este workshop visa:
• apresentar os princípios básicos da análise e visualização de redes sociais;
• demonstrar a diversidade de aplicação desta metodologia, sobretudo nas Humanidades;
• destacar como a visualização de redes amplia a comunicação científica (entre pares e para disseminação para o público não-académico);
• incentivar o uso crítico e criativo de novas metodologias e softwares como ferramentas de investigação.
Formato híbrido: Sala 295 do Colégio do Espirito Santo e online em https://meet.google.com/etg-bgfo-rrz
A participação é gratuita, mas é obrigatória inscrição prévia NESTE LINK.
Participação limitada a 50 pessoas no formato presencial.
Organização: IIFA e Instituto de História Contemporânea — Universidade de Évora
>> Descarregar folheto informativo (PDF) <<
Tempo
(Sexta-feira) 3:00 pm - 5:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Universidade de Évoracehfc@uevora.pt Largo dos Colegiais, 2 — 7000-812 Évora

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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 2 | Sábado, 24 Janeiro, 16:00
Where did we land, Rabz Lansiquot, Reino Unido, 2019, 30′
Where did we land é uma experiência artística em curso que interroga o impacto das imagens disseminadas de violência anti-negra sobre a sociedade, a justiça e, sobretudo, sobre a psique das pessoas negras que as confrontam. O filme assume a forma de um ensaio em movimento, que aborda a problemática do espectáculo em torno dos corpos negros no ecrã. A obra apresenta 900 imagens fixas de arquivo, abstraídas e manipuladas, que atravessam a diáspora africana no tempo e no espaço, acompanhadas por um texto que convoca autoras como Tina Campt, Saidiya Hartman, Susan Sontag, Ruun Nuur, Guy Debord e Frank B. Wilderson III.
We Demand, Kevin Jerome Everson, Claudrena N. Harold, EUA, 2016, 11′
Em registo documental e performativo, We Demand recria a ocupação histórica do edifício de administração da Universidade da Virgínia em Maio de 1969, quando estudantes afro-americanos exigiram mudanças curriculares e maior representação institucional. Esta curta-metragem entrelaça encenação e arquivo para dar corpo às vozes da militância estudantil negra, evocando as tensões de uma época marcada pela luta pelos direitos civis e pelo fim da Guerra do Vietname. Mais do que um registo histórico, o filme funciona como exercício de memória colectiva, resgatando episódios de resistência que moldaram o percurso político e académico da universidade e ecoam ainda nas lutas contemporâneas contra o racismo.
Quem se move, Stephanie Ricci, Brasil, Portugal, 2025, 20′
Uma noite lisboeta é atravessada pela intensidade de René, uma jovem brasileira precária que aportou na cidade, mergulhada em conflitos pessoais e existenciais. Festas queer, amor, rejeição e solidão atravessam o seu corpo, deslocado entre dois continentes – entre a pertença e a não pertença, entre a precariedade e a esperança.
Ian Capillé conversa com Vânia Sanha. Moderação de Miguel Ribeiro
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum

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Sessão sobre história pública e o ensino da história com Arthur Chapman, professor de Educação em História na University College London. School and Public History: Challenges and Opportunities Sessão sobre
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Sessão sobre história pública e o ensino da história com Arthur Chapman, professor de Educação em História na University College London.
School and Public History: Challenges and Opportunities
Sessão sobre história pública e ensino da história intitulada “School and Public History: challenges and opportunities” com Arthur Chapman, professor de Educação em História e coordenador do Departamento de Currículo, Pedagogia e Avaliação Faculty of Education and Society of University College, London.
Arthur Chapman tem trabalhado sobre o ensino e a aprendizagem de História em contextos educativos formais e informais e, também, sobre questões relacionadas com a pedagogia da história na história pública, na cultura contemporânea e na teoria da história. É Editor-chefe do History Education Research Journal, Editor Executivo da Teaching History e editor de série da colecção de livros Knowledge and the Curriculum da UCL Press e do International Review of History Education. É vice-presidente da History Educator’s International Research Network (HEIRNET) e coordenador do History in Education Special Interest Group do Instituto de Educação da faculdade onde trabalha. É Vice-Presidente do Conselho Consultivo Científico do Observatório sobre o Ensino de História na Europa (Conselho da Europa) e foi, durante vários anos, Subdiretor da Public History Weekly. Contribui frequentemente para discussões internacionais sobre educação histórica e tem sido investigador visitante no Brasil, Canadá, Chile, Japão, Portugal, Taiwan, Singapura, Espanha e Suécia, entre outros.
ENTRADA LIVRE
Tempo
(Terça-feira) 3:00 pm - 5:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea da Universidade NOVA de Lisboa e Universidade de Évora

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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
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Sessão 3 | Sábado, 31 Janeiro, 16:00
Burn!, Gillo Pontecorvo, Itália, França, 1969, 112’
Descrito como uma epopeia luxuriante “contada de um ponto de vista neo-marxista e fanoniano”, o filme de Pontecorvo que sucede a A Batalha de Argel (1966) é um drama anti-colonial situado no século XIX. Marlon Brando interpreta William Walker, um agente provocador enviado pelo governo britânico para fomentar a mudança de regime na ilha caribenha fictícia de Queimada. Walker é um mercenário ao serviço do imperialismo europeu que acaba envolvido num confronto direto com um revolucionário negro chamado José Dolores (interpretado pelo actor não profissional Evaristo Márquez). Com as suas imagens intensas e saturadas de cor, acompanhadas pela música de Ennio Morricone, Queimada! oferece uma visão contundente de uma rebelião de escravos que constitui uma ameaça existencial ao sistema colonial-capitalista.
Conversa com Rui Lopes e Rebeca Ávila
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Casa do Comum
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Notícias
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Jan 9, 2026
Ciclo de cinema em torno das relações entre a sua obra e esta forma de arte
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Jan 7, 2026
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Prémio atribuído conjuntamente pelo IHC e Padrão dos Descobrimentos / Lisboa Cultura








