Marta Macedo

História da Ciência, da Tecnologia e do Ambiente
Contacto:
martamacedo@fcsh.unl.pt
Biografia
Marta Macedo é, desde Setembro de 2022, investigadora no Instituto de História Contemporânea, Universidade NOVA de Lisboa. Licenciada em Arquitectura, concluiu o doutoramento em Arquitectura, especialidade Teoria e História, na Universidade de Coimbra em 2010. Antes de integrar o IHC foi investigadora no Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa, no âmbito do projecto ERC The Colour of Labour: the Racialized Lives of Migrants, bolseira de pós doutoramento no CIUHCT, Universidade de Lisboa, e investigadora visitante na Universidade da Califórnia – Los Angeles.
O seu actual projecto de pesquisa, São Tomé e o Atlântico Global: uma genealogia para o Plantationoceno, aborda a relação entre as práticas técnico-científicas e a história imperial na longa duração. Mais concretamente, estuda a circulação dos sistemas de plantação entre São Tomé, Brasil, Angola e Congo Belga, cruzando abordagens da história da ciência e da tecnologia, do trabalho, do ambiente e do capitalismo.
Áreas de Investigação
- História da ciência e da tecnologia
- Plantações e colonialismo
- História do trabalho
- História ambiental
Publicações destacadas
- Le Petitcorps, Colette, Marta Macedo & Irene Peano (Eds.). Global Plantations in the Modern World. Sovereignties, Ecologies, Afterlives. Londres: Palgrave Macmillan, 2023. [link]
- Macedo, Marta. “Coffee on the move: technology, labour and race in the making of a transatlantic plantation system,” Mobilities 16 (2021): 262-272. [PDF]
- Macedo, Marta. “Standard Cocoa: Transnational Networks and Technoscientific Regimes in West African Plantations,” Technology and Culture 57 (2016): 557-585. [link]
- Macedo, Marta. Projectar e Construir a Nação. Engenheiros, Ciência e Território em Portugal no Século XIX. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2012. [link]
Projectos principais
- Investigadora no projecto “The Colour of Labour: the Racialized Lives of Migrants” — Coordenado por Cristiana Bastos (ICS — Universidade de Lisboa) e financiado pelo European Research Council (Advanced Grant No 695573). 2016-2022 [link]
- Investigadora no projecto “Visões de Lisboa. Ciência, tecnologia e medicina (CTM) e a construção de uma capital tecno-científica (1870-1940)” — Coordenado por Ana Simões (CIUHCT) e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (PTDC/IVC-HFC/3122/2014). 2016-2019 [link]
- Investigadora no projecto “Anthropolands – Construir o Antropoceno; o Papel da Ciência, Tecnologia e Medicina Coloniais na Alteração da Paisagem Africana” — Coordenado por Maria Paula Diogo (CIUHCT) e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (PTDC/IVC-HFC/6789/2014). 2016-2018 [link]
Pesquisa
Agenda
fevereiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 5 | Sábado, 14 Fevereiro, 16:00
You hide me, Nii Kwate Owoo, Gana, Reino Unido, 1970, 17’
Esta curta-metragem revela de forma crua e directa as contradições de um sistema museológico que legitima séculos de violência colonial. A câmara percorre vitrinas, depósitos e corredores dos acervos do Museu Britânico em Londres, transformando o inventário em denúncia: cada objecto exposto é também um testemunho das condições em que foi retirado do seu contexto original. O gesto do realizador, simples mas radical, assume-se como um show-and-tell político, convocando tanto a urgência da restituição material quanto a necessidade de repensar narrativas históricas dominantes. Proibido em território ganês mas hoje visto como um marco do cinema anti-colonial, este filme recorda-nos que a luta pela devolução do património não é apenas simbólica, mas profundamente ligada a questões de justiça histórica.
Soleil Ô, Med Hondo, 1970, França, Mauritania, 112’
Um grito de resistência contra a opressão racista e um marco revolucionário do cinema político, esta primeira longa-metragem do realizador mauritano Med Hondo constitui um ataque ao capitalismo e ao colonialismo. Soleil Ô acompanha a trajectória de um jovem imigrante que parte rumo a Paris em busca de trabalho e de uma comunidade. Rapidamente descobre uma sociedade hostil, onde a sua simples presença gera medo e desconfiança. Hondo recorre a uma linguagem cinematográfica experimental para denunciar as contradições da metrópole pós-colonial: a promessa de integração convive com mecanismos de exclusão sistemática. O filme não só denuncia as condições de marginalização vividas por milhares de migrantes africanos em França, como se afirma como um manifesto artístico de emancipação e resistência. Meio século depois da sua estreia, Soleil Ô permanece uma obra de referência incontornável, cuja energia estética e política continua a interpelar espectadores de diferentes gerações.
Conversa com Ângela Ferreira, Flávio Almada, Henrique Entratice, Víctor Barros. Moderação de Sofia Victorino
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Cinema Fernando Lopes
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