José Luiz Assis

Ciência: Estudos de História, Filosofia e Cultura Científica
Contacto:
joselassis@gmail.com
Biografia
Mestre em Estudos Históricos Europeus e Doutor em História pela Universidade de Évora. É Investigador integrado da Fundação para a Ciência e Tecnologia, do Instituto de História Contemporânea da NOVA – Grupo Ciência – CEHFCi da UE. É membro da Secção de História da Medicina da Sociedade de Geografia de Lisboa e Auditor de Defesa Nacional, com o Estudo “Estratégia e Conhecimento na Equação da (NATO)”.
Actualmente, no âmbito da Estratégia e Ciência NATO, estuda o NATO – Science for Peace and Security Programme.
Entre os diversos estudos publicados consideramos: Ciência & Técnica na Revista Militar (1849-1910) (2005); Exposições, Congressos e Troca de Conhecimentos tecnico-científicos entre o Positivismo e o Republicanismo na Imprensa Militar. In 100 Anos do Regime Republicano – políticas, rupturas e continuidades (2011); A Engenharia Militar e a Sociedade Portuguesa (1850-1918): o contributo da Geodesia para o ordenamento do território e no progresso das infra-estruturas da nação (2012); Periódicos Militares Políticos de Propaganda e Agitação. Apontamentos para o estudo do seu contributo para a implantação e defesa da República (2012); The Portuguese Armament, Innovation, Modernity, and Technological Warfare in the Greet World War. In 1914-1918 International Encyclopedy of the Firts World War. Berlim: Freie Universität Berlin (2015); Militares Ciência & Técnica: Circulação e Trocas Internacionais 1850-1918 (2016).
Áreas de Investigação
- História da ciência e da tecnologia
- História da imprensa científica
- História da imprensa europeia e ciência da comunicação
- História e estratégia militares
Publicações destacadas
- Assis, José Luiz. Ciência & Técnica na Revista Militar (1849-1910). Casal de Cambra: Caleidoscópio, 2005
- Assis, José Luiz. Militares Ciência & Técnica: Circulação e Trocas Internacionais 1850-1918. Casal de Cambra: Caleidoscópio, 2016.
Projectos principais
- Colaborador no projecto editorial “História Militar Concisa da Participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial” — Coordenado pelo Ministério da Defesa Nacional – Comissão Portuguesa de História Militar.
Pesquisa
Agenda
fevereiro, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra. Frantz Fanon
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Detalhes do Evento
Ciclo que se propõe reflectir sobre os múltiplos legados de Frantz Fanon, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 5 | Sábado, 14 Fevereiro, 16:00
You hide me, Nii Kwate Owoo, Gana, Reino Unido, 1970, 17’
Esta curta-metragem revela de forma crua e directa as contradições de um sistema museológico que legitima séculos de violência colonial. A câmara percorre vitrinas, depósitos e corredores dos acervos do Museu Britânico em Londres, transformando o inventário em denúncia: cada objecto exposto é também um testemunho das condições em que foi retirado do seu contexto original. O gesto do realizador, simples mas radical, assume-se como um show-and-tell político, convocando tanto a urgência da restituição material quanto a necessidade de repensar narrativas históricas dominantes. Proibido em território ganês mas hoje visto como um marco do cinema anti-colonial, este filme recorda-nos que a luta pela devolução do património não é apenas simbólica, mas profundamente ligada a questões de justiça histórica.
Soleil Ô, Med Hondo, 1970, França, Mauritania, 112’
Um grito de resistência contra a opressão racista e um marco revolucionário do cinema político, esta primeira longa-metragem do realizador mauritano Med Hondo constitui um ataque ao capitalismo e ao colonialismo. Soleil Ô acompanha a trajectória de um jovem imigrante que parte rumo a Paris em busca de trabalho e de uma comunidade. Rapidamente descobre uma sociedade hostil, onde a sua simples presença gera medo e desconfiança. Hondo recorre a uma linguagem cinematográfica experimental para denunciar as contradições da metrópole pós-colonial: a promessa de integração convive com mecanismos de exclusão sistemática. O filme não só denuncia as condições de marginalização vividas por milhares de migrantes africanos em França, como se afirma como um manifesto artístico de emancipação e resistência. Meio século depois da sua estreia, Soleil Ô permanece uma obra de referência incontornável, cuja energia estética e política continua a interpelar espectadores de diferentes gerações.
Conversa com Ângela Ferreira, Flávio Almada, Henrique Entratice, Víctor Barros. Moderação de Sofia Victorino
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Cinema Fernando Lopes
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