Constantino Piçarra

Political History — Regimes, Transitions, and Memory
Contact:
constantino.p@sapo.pt
Biography
Manager and senior technician at Dialogoriginal, Bibliotecas, Museus e Arquivos, Lda., in which he is responsible for the current restructuring the museological project of the Museum of Rurality in the municipality of Castro Verde and coordinating the work of inventorying and cataloguing the archive of the Grémio da Lavoura in this municipality. He is an integrated researcher at NOVA FCSH’s Institute of Contemporary History.
He has a Degree in History from the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon (1983), with a Specialization Course in Documentary Sciences from the same School (1996) and a Diploma of Specialization in Educational Sciences (DUECE), in the area of “Evaluation in Education ”, by the Faculty of Psychology and Educational Sciences of the University of Lisbon. He has a pedagogical certificate for teaching obtained at the Higher School of Education of the Polytechnic Institute of Beja (1986/88) and a Masters in History of the 19th – 20th century (2000) from the NOVA School of Social Sciences and Humanities. He is and doctoral candidate in Contemporary History at the same School, with a thesis, nearing completion, on the revolution and counter-revolution in the fields of Portugal in 1975 – 1977.
His research interests are centred on the agrarian question on 20th century Portugal, on the social struggles in the countryside during the same period and on the revolutionary process that resulted from the 25th of April 1974.
Research fields
- The agrarian question (20th century)
- Social conflicts in the fields (20th century)
- Opposition to the Estado Novo
- The Portuguese revolutionary process and democracy after the 25th of April 1974
Selected publications
- Piçarra, Constantino. “O impacto político, económico e social da reforma agraria nos campos do Sul de Portugal, 1975-1977,” Investigaciones Históricas 40 (2020): 57-84. [link] 🔓
- Louçã, António, Constantino Piçarra, Fernando Rosas, Francisco Louçã, José Manuel Lopes Cordeiro, Miguel Pérez Suárez, Rui Bebiano & Thaiz Senna. A Revolução Russa – 100 Anos Depois. Lisbon: Parsifal, 2017. [link]
- Piçarra, Constantino. As Ocupações de Terras no Distrito de Beja, 1974 – 1975. Coimbra: Almedina, 2008. [link]
- Piçarra, Constantino, “O Movimento Social dos Assalariados Agrícolas do Distrito de Beja,” in Uma Revolução na Revolução: Reforma Agrária no Sul de Portugal, directed by António Murteira. Porto: Campo das Letras, 2014.
Main projects
- Inventory and cataloging of the Grémio da Lavoura de Castro Verde. Coordination: Dialogoriginal, Bibliotecas, Museus e Arquivos, Lda — Funded by the Castro Verde Municipality.
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fevereiro, 2026
Tipologia do Evento:
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Detalhes do Evento
Continuing the celebration of the centenary of Frantz Fanon’s birth, this cycle proposes to reflect on his multiple legacies, from the anti-racist struggle to decolonisation movements, as well as his
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Detalhes do Evento
Continuing the celebration of the centenary of Frantz Fanon’s birth, this cycle proposes to reflect on his multiple legacies, from the anti-racist struggle to decolonisation movements, as well as his work as a psychiatrist.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 5 | Sábado, 14 Fevereiro, 16:00
You hide me, Nii Kwate Owoo, Gana, Reino Unido, 1970, 17’
Esta curta-metragem revela de forma crua e directa as contradições de um sistema museológico que legitima séculos de violência colonial. A câmara percorre vitrinas, depósitos e corredores dos acervos do Museu Britânico em Londres, transformando o inventário em denúncia: cada objecto exposto é também um testemunho das condições em que foi retirado do seu contexto original. O gesto do realizador, simples mas radical, assume-se como um show-and-tell político, convocando tanto a urgência da restituição material quanto a necessidade de repensar narrativas históricas dominantes. Proibido em território ganês mas hoje visto como um marco do cinema anti-colonial, este filme recorda-nos que a luta pela devolução do património não é apenas simbólica, mas profundamente ligada a questões de justiça histórica.
Soleil Ô, Med Hondo, 1970, França, Mauritania, 112’
Um grito de resistência contra a opressão racista e um marco revolucionário do cinema político, esta primeira longa-metragem do realizador mauritano Med Hondo constitui um ataque ao capitalismo e ao colonialismo. Soleil Ô acompanha a trajectória de um jovem imigrante que parte rumo a Paris em busca de trabalho e de uma comunidade. Rapidamente descobre uma sociedade hostil, onde a sua simples presença gera medo e desconfiança. Hondo recorre a uma linguagem cinematográfica experimental para denunciar as contradições da metrópole pós-colonial: a promessa de integração convive com mecanismos de exclusão sistemática. O filme não só denuncia as condições de marginalização vividas por milhares de migrantes africanos em França, como se afirma como um manifesto artístico de emancipação e resistência. Meio século depois da sua estreia, Soleil Ô permanece uma obra de referência incontornável, cuja energia estética e política continua a interpelar espectadores de diferentes gerações.
Conversa com Ângela Ferreira, Flávio Almada, Henrique Entratice, Víctor Barros. Moderação de Sofia Victorino
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Institute of Contemporary History — NOVA School of Social Sciences and Humanities and Fernando Lopes Movie Theatre
News
Víctor Barros and Pedro Cardim coordinate a programme on Creole Cultures and the Atlantic
Feb 6, 2026
Applications are open until 16 February
Ana Cristina Martins at the International Academy of Portuguese Culture
Jan 26, 2026
Will take office as a Full Member
Proença-a-Nova is the first partner in the ‘The Government of Us All’ programme
Jan 23, 2026
The city took up the challenge launched by the IHC last year
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