CEEC: Sete Novos contratos de investigação para o IHC

Nov 30, 2021 | Destaque, Notícias

No dia 23 de Novembro, conhecemos os resultados da quarta edição do Concurso de Estímulo ao Emprego Científico (CEEC) promovido pela FCT, no qual foram atribuídos sete novos contratos de investigação ao IHC: quatro na categoria de Investigador Júnior e três na categoria Investigador Auxiliar, o que resultará na integração de cinco novos membros doutorados na equipa de investigação do Instituto.

Na categoria de Investigador Auxiliar, Rui Lopes, que já estava a concluir o seu projecto Investigador FCT no IHC sobre a ditadura e colonialismo portugueses na ficção audiovisual, irá agora iniciar um novo projecto de história do audiovisual, desta feita, sobre a produção e circulação de ficção de espionagem na Guerra Fria.

Vindo da Universidade de Warwick, Amedeo Policante vai também iniciar um contrato de Investigador Auxiliar com um projecto integrado nas “humanidades azuis”, focando-se na constituição histórica da crescente rede de cabos submarinos, com mais de um milhão de quilómetros de fibra óptica, que ligam as economias globais, transportam mais de 95% do fluxo de dados e são a coluna vertebral da economia digital.

Massimo Asta completa o trio de novos Auxiliares, migrando da Universidade de Cambridge para o IHC, onde vai procurar uma nova compreensão da relação entre envolvimento, profissão e ideias económicas, num projecto de história intelectual e social das economias heterodoxas na primeira metade do século XX, nomeadamente França, Reino Unido, Itália e Áustria.

Já na categoria de Investigador Júnior, Quintino Lopes vai dar continuidade ao seu projecto de investigação da história do Laboratório de Fonética Experimental da Universidade de Coimbra, um caso de estudo para repensar as relações complexas entre “centros” e “periferias” científicas no século XX.

Da Grécia, via Alemanha, vamos receber Sotirios Karampampas, que terá como desafio identificar os factores que facilitaram a difusão da violência armada de esquerda ao longo do tempo, usando como caso comparativo a Grécia e Portugal e recorrendo tanto a metodologias de process tracing como à recolha de dados primários e de arquivo.

Felipe Brandi vai desenvolver um projecto de história cultural e estudos de memória em torno do conceito e imagem das “Três Ordens” — os padres, os guerreiros e os trabalhadores —, do passado europeu às sociedades ocidentais modernas, na sua relação com Antigo Regime e com um modelo social de desigualdade.

Por fim, Mélanie Toulhoat vai-se focar na circulação de práticas pedagógicas anti-coloniais, estudando as possíveis reconfigurações das experiências de Paulo Freire e as actividades educativas emancipatórias desenvolvidas na Guiné-Bissau e em Cabo Verde, usando fontes escritas, materiais, orais e visuais.

 

Créditos das imagens: David Sinclair (Unsplash); Umberto (Unsplash); Andres Garcia (Unsplash); Andy Makely (Unsplash); Markus Winkler (Unsplash); Sushil Nash (Unsplash); “Paulo Freire” de Paulica Santos (CC BY-NC-SA 2.0).

 

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Na categoria de Investigador Auxiliar, Rui Lopes, que já estava a concluir o seu projecto Investigador FCT no IHC sobre a ditadura e colonialismo portugueses na ficção audiovisual, irá agora iniciar um novo projecto de história do audiovisual, desta feita, sobre a produção e circulação de ficção de espionagem na Guerra Fria.

Vindo da Universidade de Warwick, Amedeo Policante vai também iniciar um contrato de Investigador Auxiliar com um projecto integrado nas “humanidades azuis”, focando-se na constituição histórica da crescente rede de cabos submarinos, com mais de um milhão de quilómetros de fibra óptica, que ligam as economias globais, transportam mais de 95% do fluxo de dados e são a coluna vertebral da economia digital.

Massimo Asta completa o trio de novos Auxiliares, migrando da Universidade de Cambridge para o IHC, onde vai procurar uma nova compreensão da relação entre envolvimento, profissão e ideias económicas, num projecto de história intelectual e social das economias heterodoxas na primeira metade do século XX, nomeadamente França, Reino Unido, Itália e Áustria.

Já na categoria de Investigador Júnior, Quintino Lopes vai dar continuidade ao seu projecto de investigação da história do Laboratório de Fonética Experimental da Universidade de Coimbra, um caso de estudo para repensar as relações complexas entre “centros” e “periferias” científicas no século XX.

Da Grécia, via Alemanha, vamos receber Sotirios Karampampas, que terá como desafio identificar os factores que facilitaram a difusão da violência armada de esquerda ao longo do tempo, usando como caso comparativo a Grécia e Portugal e recorrendo tanto a metodologias de process tracing como à recolha de dados primários e de arquivo.

Felipe Brandi vai desenvolver um projecto de história cultural e estudos de memória em torno do conceito e imagem das “Três Ordens” — os padres, os guerreiros e os trabalhadores —, do passado europeu às sociedades ocidentais modernas, na sua relação com Antigo Regime e com um modelo social de desigualdade.

Por fim, Mélanie Toulhoat vai-se focar na circulação de práticas pedagógicas anti-coloniais, estudando as possíveis reconfigurações das experiências de Paulo Freire e as actividades educativas emancipatórias desenvolvidas na Guiné-Bissau e em Cabo Verde, usando fontes escritas, materiais, orais e visuais.

 

Créditos das imagens: David Sinclair (Unsplash); Umberto (Unsplash); Andres Garcia (Unsplash); Andy Makely (Unsplash); Markus Winkler (Unsplash); Sushil Nash (Unsplash); “Paulo Freire” de Paulica Santos (CC BY-NC-SA 2.0).

 

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