Elisabete Pereira

História da Ciência, da Tecnologia e do Ambiente
Contacto:
ejsp@uevora.pt
Biografia
Elisabete J. Santos Pereira é doutorada em História e Filosofia da Ciência com especialização em Museologia (2017).
Autora do livro “Colecionismo Arqueológico e Redes de Conhecimento” (DGPC, Colecção Estudos de Museus, 2018), foi distinguida, em 2023, pelo German Federal Foreign Office para participar no programa internacional TheMuseumsLab 2023, desenvolvido em Berlim e Nairobi (Quénia). A EuroClio — European Association of History Educators e a Evens Foundation premiaram a sua estratégia pedagógica inclusiva para alunos do ensino secundário: “Usando biografias de objetos para revelar como nossos passados estão interligados” (2019, ‘Sharing European Histories‘, disponível em sete línguas). Publicou artigos e capítulos em revistas e editoras nacionais e internacionais (Taylor & Francis/Routledge, Reino Unido; Hermann editions, França; Service des Musées de France, The Royal Society, Reino Unido; Techniche Universität Dresden Press, Alemanha; Fundação Oswaldo Cruz, Brasil).
Foi co-cordenadora do Dicionário Quem é Quem na Museologia Portuguesa (edição revista e aumentada) e é investigadora principal do projeto “TRANSMAT — Materialidades transnacionais (1850-1930): reconstituindo colecções e ligando histórias” (PTDC / FER-HFC / 2793/2020). Integrou os projectos internacionais “Museum Networks: People, Itineraries And Collections” (Alexander von Humboldt-Stiftung, Alemanha), “Desafíos educativos y científicos de la Segunda República española” (Ministerio de Ciencia, Innovación y Universidades de Espanha) e European Researcher’s Night 2023 (Marie Sklodowska-Curie Actions).
Áreas de Investigação
- História da ciência
- História das colecções e do coleccionismo científico
- Colecções etnográficas coloniais
- Biografias de objectos
- Museologia
Publicações destacadas
- Pereira, Elisabete J. Santos, “The antique collection of Teixeira de Aragão (1823-1903): Lisbon and Paris,” in La Belle Époque des collectionneurs d’antiques en Europe (1850-1914), dirigido por Dietrich Boschung, Cécile Colonna, Néguine Mathieux e François Queyrel, 135-143. Paris: Hermann / Louvre Editions, 2022. [link]
- Pereira, Elisabete, “Using object biographies to reveal how our pasts are interconnected,” in Sharing European Histories, editado por Katria Tomko, Steven Stegers, Marjolein Delvou e Hanna Zielinska, 14-29. Haia: Euroclio / Evens Foundation, 2021. [link]🔓
- Pereira, Elisabete J. Santos, Maria Margaret Lopes & Maria de Fátima Nunes. “‘Collective wisdom’ at the National Archaeological Museum in Portugal,” Museum History Journal 12 (2019): 171-191. [link]
- Pereira, Elisabete J. Santos. Colecionismo Arqueológico e Redes de Conhecimento: Atores, Coleções e Objetos (1850-1930). Casal de Cambra: Caleidoscópio, 2018. [link]
Projectos principais
- Coordenadora do projecto “TRANSMAT — Materialidades transnacionais (1850-1930): reconstituir coleções e conectar histórias” — Acolhido pelo IHC — Universidade de Évora e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (PTDC /FER-HFC /2793/2020). [link]
- Investigadora seleccionada para o projecto TheMuseumsLab 2023 — Financiado pelo Deutscher Akademischer Austauschdienst (German Academic Exchange Service); desenvolvido em Berlim (Alemanha) e Nairobi (Quénia); incluiu igualmente o financiamento de uma residência no Rautenstrauch-Joest-Museum, em Colónia (Alemanha).
- Investigadora colaboradora no projecto “Desafíos educativos y científicos de la Segunda República Española: internacionalización, popularización, innovación en universidades e institutos” — Coordenado por Leoncio López-Ocón (Instituto de Historia — CSIC) e Álvaro Ribagorda (Universidad Carlos III de Madrid) e financiado pela Agencia Estatal de Investigación, Espanha (PGC2018-097391-B-I00). [link]
- Investigadora no projecto “Sharing European Histories” — Acolhido pela EuroClio — European Association of History Educators e financiado pela Evens Foundation. [link]
- Membro do “Museums Networks: People, Itineraries and Collections (1770-1920)” — Coordenado por Irina Podgorny (CONICET – Museo de La Plata, Universidad Nacional de La Plata) e financiado pela Fundação Humboldt (Alemanha). 2016- [link]
Pesquisa
Agenda
março, 2026
Tipologia do Evento:
Todos
Todos
Apresentação
Ciclo
Colóquio
Conferência
Congresso
Curso
Debate
Encontro
Exposição
Inauguração
Jornadas
Lançamento
Mesa-redonda
Mostra
Open calls
Outros
Palestra
Roteiro
Seminário
Sessão de cinema
Simpósio
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Detalhes do Evento
Palestra acerca do projecto KNOW.AFRICA, que estuda o modo como grupos nativos participaram activamente no processo europeu de conhecimento da natureza africana. KNOW.AFRICA: Redes de
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Detalhes do Evento
Palestra acerca do projecto KNOW.AFRICA, que estuda o modo como grupos nativos participaram activamente no processo europeu de conhecimento da natureza africana.
KNOW.AFRICA: Redes de conhecimento na África Oitocentista
Uma abordagem das Humanidades Digitais dos encontros coloniais e do conhecimento local nas narrativas de expedições portuguesas (1853-1888)
É fácil pensar a África Oitocentista como um espaço colonial disputado por potências europeias com as suas agendas políticas, económicas e científicas. Além disto, a historiografia de eventos como a Corrida a África por vezes reforça a ideia de um continente impotente particionado por estados imperiais. Se, por um lado, não podemos negar a força e a arbitrariedade da violência colonial, por outro, a História há muito desconsiderou as formas como os povos africanos resistiram. Este viés eurocêntrico é notável na História das Ciências que frequentemente associou às expedições científicas em África uma imagem idealizada que realça ideais de coragem, aventura e pioneirismo. Ainda hoje é possível encontrar os resultados alcançados pelos naturalistas descritos como descobertas realizadas por indivíduos extraordinários. Apenas recentemente a pesquisa académica começou a se distanciar desta compreensão ao reavaliar as narrativas escritas pelos viajantes e perceber que a ciência praticada em campo no século XIX era profundamente colaborativa. Em campo, os naturalistas dependiam de redes de indivíduos que contribuíam com actividades como a navegação por rios, a movimentação pelas florestas, a procura por abrigos, a comunicação com a população local e com o trabalho científico de colheita, identificação e preparação de espécimes.
Nesta pesquisa, analisaremos quatro expedições portuguesas a África focando a sociabilidade do trabalho de campo para revelar como grupos nativos auxiliaram os viajantes, especialmente na colheita de espécimes. Ao investigar como os agentes locais contribuíram para o sucesso alcançado pelos viajantes, pretendemos revelar que, apesar das assimetrias sociais no espaço colonial, grupos nativos participaram activamente no processo europeu de conhecimento da natureza africana. Com isto, desmistificaremos a ideia do viajante heroico e solitário inserindo os naturalistas em processos sociais e históricos mais amplos, investigando como o conhecimento circulava entre império e colónia, compreendendo como as relações sociais eram formadas em campo e em que momentos os viajantes dependiam do apoio de redes locais. Além disto, também pretendemos lançar luz sobre os processos de formação das colecções e reflectir sobre o papel destes agentes locais na formação do património científico europeu.
Oradora e orador:
Sara Albuquerque e Anderson Antunes (Universidade de Évora / IHC / IN2PAST)
Tempo
(Quarta-feira) 5:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Universidade de Évora e Biblioteca Pública de Évora

Detalhes do Evento
Mesa-redonda que procura enquadrar o contexto de produção dos filmes que integram o ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional a partir da história política, económica e
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Detalhes do Evento
Mesa-redonda que procura enquadrar o contexto de produção dos filmes que integram o ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional a partir da história política, económica e legal do Franquismo.
Lisboa, Madrid, Europa
Entre crescimento económico, vigilância política e social e o desejo de reconhecimento europeu, o período do desarrollismo foi também um tempo de intensa produção simbólica. A partir da história política, económica e legal do Franquismo, bem como da circulação de imaginários cinéfilos entre as décadas de 1960 e 1980, esta conversa procura enquadrar o contexto de produção dos filmes que integram o ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional, a decorrer na Cinemateca Portuguesa entre os dias 2 e 31 de Março.
Oradores:
Ana Algara (ICS — Universidade de Lisboa), Manuel Loff (IHC — NOV AFCSH / IN2PAST / FLUP) e Rúben Pérez Trujillano (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST / Universidad de Granada), com moderação de Rita Luís (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST)
ENTRADA LIVRE
O evento será complementado, às 21h30, na Cinemateca Portuguesa, com a exibição da co-produção Espanha-Portugal-Alemanha Comando de Asesinos / Fim-de-Semana com a Morte (Julio Coll, 1966).
>> Consulte o programa completo do ciclo AQUI (PDF)
[Os horários das projecções podem sofrer alterações. Confirme sempre no site da Cinemateca]
O ciclo Lisboa, Capital da Intriga Internacional resulta de uma colaboração entre a Cinemateca Portuguesa, o Instituto de História Contemporânea (IHC) e o projecto ExPORT (baseado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), com apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, do Istituto Italiano di Cultura di Lisbona, do Institut français du Portugal, do Instituto Cervantes de Lisboa e da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa.
Tempo
(Quarta-feira) 6:30 pm - 8:00 pm
Organizador
Instituto de História Contemporânea — Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa e Instituto Cervantes de Lisboa
Notícias
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