Projecto RESONANCE estuda performance no período revolucionário
Jul 16, 2025 | Notícias

Como estudar e preservar manifestações culturais efémeras, como uma peça de teatro experimental, uma performance ou a nova dança portuguesa? Este é o desafio que o projecto RESONANCE — Epistemologias da Documentação de Formas de Afecto e Devir nas Manifestações Culturais em Performance (1969-1979), coordenado por Hélia Marçal, vai abraçar.
O objectivo do RESONANCE é analisar as este tipo de manifestações culturais, as baseadas na performance, no período em torno do 25 de Abril (1969-1979), para interrogar a política da memória através de paisagens temporais e afectivas, bem como desafiar a dicotomia epistemológica aparente entre arte da performance e artes performativas. O desafio é grande já que muitas das acções performativas não foram documentadas, pois alguns artistas se opunham a formas de memória inscrita, enquanto outros documentavas as suas obras com parcimónia. Porém, a relevância histórica destas obras é grande, uma vez que foram criadas durante um período de mudanças sociopolíticas e de experimentação global nos domínios das artes visuais e performativas e se caracterizam por um profundo envolvimento com a política no seio de círculos de prática artística. A especificidade temporal destas formas de prática artística é fundamental para compreender a arte baseada na performance e a história urgente destas obras está ainda por fazer.
Além de Hélia Marçal, o projecto vai contar com a participação de Ana Bigotte Vieira (também do IHC), Afonso Dias Ramos (IHA), Filipa Magalhães (CESEM), Ana Pais (ICNOVA), Vasco Baptista Marques (IFILNOVA) e Joana Lia Ferreira (CIUHCT — NOVA FCT). Serão parceiros do projecto o Museu Nacional do Teatro e da Dança e a Fundação Calouste Gulbenkian.
Este foi um dos seis projectos na área das Artes que receberam financiamento da FCT no âmbito do Concurso de Projetos de IC&DT em Todos os Domínios Científicos, lançado no final de 2023, e um dos apenas três com financiamento FEDER nesta área disciplinar. Esperam-se benefícios para as indústrias criativas, artistas, públicos académicos e não-académicos.
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