setembro, 2020

17setTodo o dia19[ADIADO] Memórias do CarvãoII Jornadas(Todo o dia) Avenida Dr. Mário Soares, 110 — 2040-413 Rio MaiorTipologia do Evento:Jornadas

Fotografia de carruagens dentro de uma mina

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Detalhes do Evento

[ADIADO para 2021] Segunda edição das jornadas dedicadas à história do carvão, desta feita sobre os paradigmas da transição energética e alterações climáticas. Chamada para trabalhos até 30 de Abril.

 

II Jornadas Internacionais “Memórias do Carvão: na pegada da descarbonização”

 

 

Seis anos volvidos sobre as 1as jornadas “Memórias do carvão”, que decorreram na Batalha e em Porto de Mós, onde se discutiu a problemática da preservação e valorização das memórias do trabalho e do património minero-industrial do carvão, é tempo de um novo olhar sobre a temática, agora num quadro onde emergem, de forma acutilante, os paradigmas da transição energética e das alterações climáticas.

A escolha do local:

Rio Maior foi, durante parte do século XX, sede de uma importante exploração subterrânea de carvão (lignite) que abasteceu, entre outros clientes industriais, as centrais elétricas da Cachofarra e a Central Tejo exploradas pelas antigas UEP e CRGE. Embora as propriedades tecnológicas deste carvão impusessem algumas limitações ao seu uso, as reservas conhecidas chegaram a pontar a possibilidade de se construir, à boca da mina (Espadanal), uma central elétrica, projeto preterido perante outras opções. Permanecem ainda imponentes, embora despojados do seu recheio, as mais importantes peças do complexo fabril edificado no Espadanal, onde o carvão era processado, antes da sua exportação, notável peça de arquitetura industrial do Movimento Moderno.

Uma efeméride

Partindo de um cabedal de conhecimento sobre a importância do jazigo de lignite de Rio Maior adquirido ao longo de alguns anos de trabalhos de reconhecimento e exploração, e reunidos os capitais necessários, é constituída em 15 de setembro de 1920, num cartório do Porto, a Empresa Industrial Carbonífera e Electrotécnica, Lda. (EICEL), cujos objetivos principais eram a exploração industrial e comercial das minas de de carvão locais, o aproveitamento comercial e industrial da lignite e seus derivados e a produção de energia elétrica em centrais térmicas (cf. Estatutos). Com um capital social inicial de 450.000$00, a EICEL almejava fazer de Rio Maior, num prazo não muito longo “uma grande e próspera cidade”. Encerrou em 1969.

Novos desafios

De principal fonte de energia primária que foi, e ainda é em várias regiões do mundo, o carvão é um dos grandes responsáveis pela emissão de gases com efeito de estufa, assistindo-se à mobilização da Sociedade, em convénios internacionais de que se destaca o Acordo de Paris (2015) para incentivar a eliminação do seu uso, uma meta simultaneamente ambiciosa e difícil.

Na justa medida em que novos termos e conceitos passam do léxico à prática e implementação – leia-se sequestro de carbono e descarbonização ‒, novos elementos e testemunhos materiais vão sendo acrescentados, todo um património ligado à extração, transformação e usos do carvão entre os quais de destacam os complexos minero-industriais e as centrais elétricas, temas pertinentes das agendas económica, industrial e ambiental.

As jornadas

Pretende-se criar um ambiente informal e facilitador de uma intensa troca de conhecimentos e experiências entre convidados e participantes, num envolvimento internacional, dimensão compatível com a transversalidade e universalidade das duas âncoras (aparentemente antagónicas) das jornadas: ambiente e descarbonização e carvão e memórias industriais.

 

Chamada para trabalhos (📎 PDF)

 

As Comissões Científica e Organizadora convidam todos os interessados a apresentarem trabalhos no âmbito das seguintes áreas temáticas:

– O paradigma da descarbonização
– Usos do carvão e o Acordo de Paris
– Impactos ambientais da indústria do carvão: passivo e remediação
– Mineração sustentável
– Novos usos das minas de carvão; sequestro de carbono
– O carvão como fonte de energia primária
– Património ligado ao carvão (estado da arte e problemas)
– Recuperação e valorização do património minero-industrial do carvão
– Património geológico-mineiro das rochas betuminosas
– Experiências museológicas e turismo geomineiro
– O carvão nos transportes, na electricidade, na indústria química
– Organização do trabalho e movimentos operários
– Saúde, cultura e lazer nas comunidades mineiras do carvão
– O carvão na literatura e/ou tradições populares

 

Calendário

Submissão de propostas e inscrição: até 30 de Abril (depois de 30 de Abril acresce 20% na taxa de inscrição)
Comunicação de resultados: até 31 de Maio
Entrega de textos para revisão: até 31 de Outubro
Informação dos pareceres dos revisores: até 31 de Dezembro
Edição dos textos aprovados: 2021

Normas (resumos e posters)

A. Comunicação oral (máx. 15 min)
Enquadradas em sessões de comunicações com discussão no final.
B. Apresentações de posters (90cm x 120cm – orientação vertical)

🔗 Ficha para submissão de proposta

 

Inscrições

A participação nas Jornadas implica o pagamento de uma taxa de participação que garante a informação e documentação, a participação nas sessões científicas, nos actos de carácter social e nas visitas de campo.

Taxa de inscrição

Até 31 de Maio: Público em geral 50,00€ / Estudantes e desempregados (c/ comprovativo) 5,00€
Depois de 31 de Maio: Público em geral  65,00€ / Estudantes e desempregados (c/ comprovativo) 10,00€

Prevê-se a realização de um jantar de convívio sexta-feira 18, com inscrição facultativa. Preço, ementa e local a anunciar oportunamente.

🔗 Ficha de Inscrição

Formas de pagamento

O pagamento da inscrição deverá será feito por transferência bancária à ordem da EICEL 1920- ASSOC. DEF. PATRIMONIO MINEIRO, IND. ARQ.
Banco: Crédito Agrícola
IBAN: PT50004554424026727575918
BIC/SWIFT: CCCMPTPL

Solicita-se o envio por correio eletrónico (memoriasdocarvao@gmail.com) do comprovativo de transferência.

 

 

Comissão Executiva

Maria Fernanda Rollo (Instituto de História Contemporânea, NOVA FCSH)
José M. Brandão (Instituto de História Contemporânea, NOVA FCSH)
Filipe Silva (Instituto de História Contemporânea, NOVA FCSH)
Nuno Rocha (EICEL 1920)
António Moreira (EICEL 1920)
Francisco Colaço (Câmara Municipal de Rio Maior)
Antonio Pizarro Losilla (SEDPGYM)
Mariano Ayarzagüena Sanz (SEDPGYM)

 

Comissão Científica

Ana Carina Azevedo (Instituto de História Contemporânea, NOVA FCSH)
Emilio Lopez Jimeno (UIXAM CONSULTORES S.L. / SEDPGYM)
Fernando Pedrazuela Gonzalez (Diputación Provincial de Segovia / SEDPGYM)
Jorge Fernandes Alves (Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
Helena Freitas (Centro de Ecologia Funcional, Universidade de Coimbra)
José Manuel Cordeiro (ICS, Universidade do Minho / APPI / TICCIH)
Josep Maria Mata-Perelló (Geoparc de la Catalunya Central)
Leonor Medeiros (NOVA FCSH / APAI)
Luis Mansilla Plaza (Universidad de Castilla la Mancha / SEDPGYM)
Manuel João Lemos de Sousa (Universidade Fernando Pessoa)
Margarida Genera i Monells (Dep. de Cultura i Mitjans de Comunicació de la Generalitat de Catalunya)
Maria de Fátima Nunes (Instituto de História Contemporânea, Universidade de Évora)
Maria Fernanda Rollo (Instituto de História Contemporânea, NOVA FCSH)
Maria Margaret Lopes (Universidade Estadual de Campinas)
Robert Vernon (Northern Mine Research Society)

 

Parceiros

APAI – Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial
APOM – Associação Portuguesa de Museologia
APPI – Associação Portuguesa para o Património Industrial
Associação Portuguesa de Geólogos
Colégio Nacional de Engenharia geológica e de Minas da Ordem dos Engenheiros
Colegio Oficial de Ingenieros Técnicos y Grados en Minas y Energía de Córdoba
Fundación Cuenca del Guadiato
Liga de Amigos do Museu Mineiro de S. Pedro da Cova
Museu Mineiro de S. Pedro da Cova

 

Programa provisório

Quinta-feira, 17 de Setembro

Recepção
Abertura das jornadas
Conferência: Sequestro de carbono – experiências e perspetivas
Sessão 1 – Apresentação de posters
Mesa redonda: Na senda da descarbonização
Comunicações livres por secção temática
Inauguração do 1º núcleo expositivo do Museu Mineiro de Rio Maior

Sexta-feira, 18 de Setembro

Sessão 2 – Apresentação de posters
Conferência por convidado da organização: Património e museus mineiros do carvão
Comunicações livres por secção temática
Encerramento
Jantar de convívio (não incluído na taxa de inscrição)

Sábado, 19 de Setembro

Visitas de campo: salinas de Rio Maior e Parque Natural das serras de Aire e Candeeiros

Tempo

setembro 17 (Quinta-feira) - 19 (Sábado)

Localização

Escola Superior de Desporto de Rio Maior

Avenida Dr. Mário Soares, 110 — 2040-413 Rio Maior

Organizador

Instituto de História Contemporânea — NOVA FCSH, EICEL 1920, Associação para a Defesa do Património, Sociedad Española para la Defensa del Patrimonio Geológico y Minero e Município de Rio Maior

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