Sara Albuquerque

Science: Studies of History, Philosophy, and Scientific Culture
Contact:
sma@uevora.pt
Biography
Sara Albuquerque completed her PhD in History of Science at the University of London in 2013. She is currently a researcher at the IHC — University of Évora. She previously worked, as a researcher, at the Natural History Museum in London and the Royal Botanic Gardens Kew. She has received two awards, an honor (Honorary Research Associate, Kew) and is a fellow of the Linnean Society of London.
She works in the areas of natural sciences and humanities, with particular interests in: history of science, natural history collections, museology, material culture, botany, ethnobotany, economic botany, networks of knowledge, and cross-cultural encounters.
Research fields
- History of science
- Natural history colections
- Material culture
- Ethnobotany
Selected publications
- Albuquerque, Sara. “Glimpses of British Guiana at the Colonial and Indian Exhibition, 1886,” Culture & History Digital Journal 5 (2016): e010. DOI: http://dx.doi.org/10.3989/chdj.2016.010 [PDF]
- Albuquerque, Sara. ““Flower of Aristolochia gigas var. sturtevantii used as a hat by a native of British Guiana” – a photograph from Everard im Thurn at the Royal Botanic Gardens, Kew,” Archives of Natural History 42 (2015): 355-356. [PDF]
- Albuquerque, Sara. “Watercolours of orchids native to British Guiana at the Royal Botanic Gardens, Kew, attributed to Hannah Cassels im Thurn (1854–1947),” Archives of Natural History 39 (2012): 344-347. [PDF]
- Albuquerque, Sara, R. K. Brummitt & Estrela Figueiredo. “Typification of Names Based on the Angolan Collections of Friedrich Welwitsch,” Taxon 58 (2009): 641-646. [link]
Main projects
- Coordinator of the project “KNOWledge networks in 19th century AFRICA: A Digital Humanities approach to colonial encounters and local knowledge in the narratives of Portuguese expeditions (1853-1888)” — Hosted by the IHC — University of Évora and funded by the Foundation for Science and Technology (2022.01599.PTDC).
- “Botanical Exchanges and Networks of Knowledge: Friedrich Welwitsch’s African Expedition – Iter Angolense (1853 – 1860)” — Individual postdoctoral project funded by the Foundation for Science and Technology (SFRH/BPD/108236/2015) and supervised by Maria de Fátima Nunes. [link]
- “Cross-Cultural Histories of Tropical Botany in Latin America” — PhD thesis presented at the University of London, supervised by Luciana Martins (Birkbeck, University of London) and Christopher Mills (Royal Botanic Gardens, Kew). Individual PhD project funded by the Foundation for Science and Technology and the Arts and Humanities Research Council (UK). [link]
- Researcher in the field project “Living objects, beyond Museum walls – Field trip do Guyana, South America” — Coordinated by Luciana Martins (Birkbeck, University of London) and funded by the Arts and Humanities Research Council (UK). 2016-2019 [CDA 08/329]
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fevereiro, 2026
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Detalhes do Evento
Continuing the celebration of the centenary of Frantz Fanon’s birth, this cycle proposes to reflect on his multiple legacies, from the anti-racist struggle to decolonisation movements, as well as his
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Detalhes do Evento
Continuing the celebration of the centenary of Frantz Fanon’s birth, this cycle proposes to reflect on his multiple legacies, from the anti-racist struggle to decolonisation movements, as well as his work as a psychiatrist.
Frantz Fanon | Ciclo de Cinema 2026
Dando continuidade à celebração do centenário do nascimento de Frantz Fanon, este ciclo propõe reflectir sobre os seus múltiplos legados, desde a luta anti-racista aos movimentos de descolonização, passando ainda pela sua actividade como psiquiatra – intimamente entrelaçada com as duas outras vertentes. Já na sua primeira obra Pele negra, máscaras brancas (1952), o cinema ocupa um espaço marginal mas não menos decisivo no que diz respeito a questões de representação, tendo um lugar central nas terapias alternativas que Fanon viria a introduzir no Hospital Psiquiátrico de Blida-Joinville, na Argélia, enquanto Médico-chefe de serviço entre 1953 e 1956. A leitura de Fanon revela-se fundamental não só para a compreensão do contexto histórico em que surgiu, com as suas ramificações entre os movimentos de libertação e as causas do chamado Terceiro Mundo nas décadas de 1960 e 1970, mas sobretudo na luta pelos direitos de grupos racializados. Todas estas questões voltam a ecoar no século XXI, quer em movimentos sociais que reivindicam uma cidadania efectivamente igualitária, quer na discussão sobre a urgência da descolonização dos saberes e das instituições. Como ler Fanon, hoje, a partir de Portugal? Qual o papel das instituições e dos diferentes movimentos na sua recepção? Qual a relevância da sua obra para a nossa contemporaneidade, tendo em conta a complexidade das suas diferentes vertentes – anti-colonial, anti-racista, terapêutica – e a reivindicação para se “sair da grande noite” do colonialismo?
À projecção dos filmes segue-se uma conversa com convidados/as e debate.
As sessões 1 a 4 decorrem na Casa do Comum; a sessão 5 decorre no Cinema Fernando Lopes.
Os filmes são legendados em inglês.
Organização: Manuela Ribeiro Sanches, Miguel Ribeiro e Sofia Victorino, com o IHC —NOVA FCSH
>> Descarregar o programa do ciclo (PDF) <<
Sessão 5 | Sábado, 14 Fevereiro, 16:00
You hide me, Nii Kwate Owoo, Gana, Reino Unido, 1970, 17’
Esta curta-metragem revela de forma crua e directa as contradições de um sistema museológico que legitima séculos de violência colonial. A câmara percorre vitrinas, depósitos e corredores dos acervos do Museu Britânico em Londres, transformando o inventário em denúncia: cada objecto exposto é também um testemunho das condições em que foi retirado do seu contexto original. O gesto do realizador, simples mas radical, assume-se como um show-and-tell político, convocando tanto a urgência da restituição material quanto a necessidade de repensar narrativas históricas dominantes. Proibido em território ganês mas hoje visto como um marco do cinema anti-colonial, este filme recorda-nos que a luta pela devolução do património não é apenas simbólica, mas profundamente ligada a questões de justiça histórica.
Soleil Ô, Med Hondo, 1970, França, Mauritania, 112’
Um grito de resistência contra a opressão racista e um marco revolucionário do cinema político, esta primeira longa-metragem do realizador mauritano Med Hondo constitui um ataque ao capitalismo e ao colonialismo. Soleil Ô acompanha a trajectória de um jovem imigrante que parte rumo a Paris em busca de trabalho e de uma comunidade. Rapidamente descobre uma sociedade hostil, onde a sua simples presença gera medo e desconfiança. Hondo recorre a uma linguagem cinematográfica experimental para denunciar as contradições da metrópole pós-colonial: a promessa de integração convive com mecanismos de exclusão sistemática. O filme não só denuncia as condições de marginalização vividas por milhares de migrantes africanos em França, como se afirma como um manifesto artístico de emancipação e resistência. Meio século depois da sua estreia, Soleil Ô permanece uma obra de referência incontornável, cuja energia estética e política continua a interpelar espectadores de diferentes gerações.
Conversa com Ângela Ferreira, Flávio Almada, Henrique Entratice, Víctor Barros. Moderação de Sofia Victorino
Fotografia: Frantz Fanon numa conferência de imprensa durante um congresso de escritores em Tunes, 1959 (Frantz Fanon Archives / IMEC)
Tempo
(Sábado) 4:00 pm - 6:30 pm
Organizador
Institute of Contemporary History — NOVA School of Social Sciences and Humanities and Fernando Lopes Movie Theatre
News
Víctor Barros and Pedro Cardim coordinate a programme on Creole Cultures and the Atlantic
Feb 6, 2026
Applications are open until 16 February
Ana Cristina Martins at the International Academy of Portuguese Culture
Jan 26, 2026
Will take office as a Full Member
Proença-a-Nova is the first partner in the ‘The Government of Us All’ programme
Jan 23, 2026
The city took up the challenge launched by the IHC last year
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